Comecei o ano a trabalhar. Podia-o ter terminado exatamente da mesma forma se quisesse. Não quis. Pode ser o ultimo dia 31 de dezembro que passo descansado.
Foi um longo ano, e no entanto, já passou. Teve grandes momentos, bons e maus. Ganhei o concurso nacional de gestão hoteleira, não o esperava, mas foi uma vitoria bem vinda. O concurso foi uma das melhores experiências que tinha tido até então. Terminei uma relação de longa data, custou na altura, não o nego, mas passou e por vezes penso se não deveria ter tido termo mais cedo. Fiz 20 anos e senti-me velho e com pouco realizado. Construí grandes amizades. Perdi uma das pessoas mais importantes da minha vida de uma forma que nunca mais a poderei trazer de volta, por mais que o deseje, e mesmo essa pessoa estando para sempre comigo, sinto saudades todos os dias e por isso, provei o sabor amargo da maior dor por que passei, e tive imensas ao longo dos poucos anos que vivi. Dói todos os dias, todos os momentos... Até agora. Desejei fechar-me e sair de vez deste mundo, colocar tudo a perder e não me importar com mais nada, não que importe muito. Não o fiz. Apaixonei-me, ou já teria apaixonado antes? Diria que sim, mas a esperança reacendeu e devolveu um pouco da cor que o mundo não tinha antes. Viajei, conheci novos lugares, um país e uma cultura totalmente diferente, tive experiências incríveis e descobri pessoas que me ficarão para sempre na memória, mesmo assim, desejei voltar para quem quer que me quisesse aqui. Trabalhei, mais do que me lembro de alguma vez ter feito. Estudei? não, mas deveria.
Foi um longo ano, cheio de acontecimentos, pessoas, dores, alegrias e experiências.
Foi essencialmente um ano marcante.
E agora apenas me pergunto, como será 2015?
Não digo nada, não desejo nada, ou desejo? Não irei mentir, desejo, mas os meus desejos não são para aqui chamados, por isso nada direi.
Apenas digo, as fadas existem e tudo é possível desde que se lute, por isso, vai ser mais um ano de lutas, como todos os demais.
Bom ano a todos ;)
Até.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
terça-feira, 30 de dezembro de 2014
Asas cruzadas!
O tempo passa
As borboletas voam com a imaginação
Os melros piam dos ramos das laranjeiras
E nós ficamos nas gaiolas de solidão.
Os desejos de um só dia morrem
E nascem os laços da vida.
Apertam-se e desapertam-se
Como todos os apertos no peito.
Nunca enfraquecem
Como bater de asas
Nunca desvanecem
Como os beijos da memória.
O tempo passa
A memória funde-se com a imaginação
Os sonhos nascem
E as borboletas voam acima das laranjeiras
Os melros piam de desejo.
O desejo que todos nós desejamos
Sem nunca sair da jaula de perdição
Até que nos perdemos no esquecimento
Levanto-me de manhã com a força dos sonhos
Escalo o penhasco com toda a força que me resta
Olho o horizonte e desejo
Salto e desvaneço.
O tempo congela
Partículas de gelo ficam presas no ar
As borboletas passam por mim
A voar sem hesitar
Os melros abandonam a segurança das folhas
Sobem rápido e alto
Juntam-se às borboletas
E ao meu fim.
As asas do tempo não param,
Não por mais que um momento.
A queda começa inevitável,
A entrada para o derradeiro esquecimento
Melros e borboletas rodopiam sem motivo.
A gaiola aproxima-se
Os sonhos dolorosos de nada valem
Desistir parece sempre mais fácil.
Uma luz brilhante acende-se
Uma lamparina de azeite incandescente
Arde pelo meio das chamas negras,
Aquelas chamas que sempre me preencheram.
Aproxima-se lentamente,
Num milésimo de segundo.
Fadinha mágica e brilhante,
Encantadora e apaixonante.
Todo o mundo brilha agora.
Ainda mais deslumbrante que a imaginação,
Paro de cair e percebo
Que beleza do universo reside ali.
Não quero voltar à jaula.
E não volto.
Olho em volta e vejo,
Finalmente.
Os melros e borboletas redopiam à nossa volta
Não que realmente já importem
Nada mais importa
As partículas de gelo juntam-se aos poucos
Formam as asas que sempre desejei
E agarro-me a elas com todas as forças,
Como ser encantado,
Batendo as asas resplandecentes.
Parei de cair.
A perdição ficou para trás.
O mundo gira á nossa volta,
Agora a história escreve-se sozinha.
Com asas cruzadas.
Até.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
Feliz Natal
Chegámos novamente à altura de maior consumismo no ano inteiro. Natal, aquele dia tão importante em que todas as pessoas teimam em dizer que tudo é amor e união com a família quando tentam com toda a força comprar e receber as melhores prendas. E quem tem isto de mal? Nada, cada um sabe de si e da sua carteira, apenas não venham com tretas sobre amor e família, "o importante é estarmos todos juntos, isto é, desde que haja presentes para todos, ou só para mim, e uma mesa farta" --'.
Qual é a novidade disto tudo mesmo? Pois é, todos nós sabemos disto, ou todos os que já olharam para o natal desta forma, mais um dia no calendário com o pretexto de esbanjar dinheiro em presentes inúteis, viagens e montes de comida que muitas vezes acaba por ser desperdiçada. Tudo isto por amor. Novamente, cada um sabe de si, e contem as mentiras que quiserem, mesmo a vós próprios. Eu próprio dou presentes de natal e também os gosto de receber. Chamem-me hipócrita à vontade. Já me habituo à ideia. E penso que o natal funciona da mesma forma. É mais um hábito que qualquer outra coisa, por isso, as pessoas apenas dão todos esses presentes por rotina, mesmo que digam que as suas vidas fogem à rotina, fazem as mesmas coisas todos os anos, na mesma data. Se isto é fugir à rotina... devo ter compreendido erradamente a sua definição.
Mas, nada desta conversa fiada é realmente o meu objetivo, sim porque de vez em quando tambem começo a escrever com algum objetivo em mente ao invés de apenas escrever e ver onde isso me leva. O meu objetivo real é a hipocrisia destas pessoas que gritam aos quatro ventos que se juntam com a sua família porque é importante e bla bla bla.
Se é assim tão importante... por favor expliquem-me, porque devo ser mesmo demasiado estúpido para compreender, porque raio só se lembram disso no dia 24 de dezembro? Yah, é natal, so what? Só nos lembramos das pessoas que amamos no natal e por vezes no seu aniversário? É quase tão hipócrita como todas as tretas para dar comida aos sem abrigo na noite de natal, não que eu seja contra isso, mas eles só têm fome e frio na noite de natal? Nas restantes noites não precisam, desde que comam aquela sopinha no natal está tudo bem. Mas é melhor não entrar por aí.
Feliz Natal, muito amor e muita paz, e vão-se todos lixar com a vossa hipocrisia, não precisamos de um calendário que nos diga que devemos comprar um presente, que devemos jantar juntos ou pegar no telemóvel para ligar a uma pessoa importante.
Quando amamos alguém, amamos sempre.
Até.
Qual é a novidade disto tudo mesmo? Pois é, todos nós sabemos disto, ou todos os que já olharam para o natal desta forma, mais um dia no calendário com o pretexto de esbanjar dinheiro em presentes inúteis, viagens e montes de comida que muitas vezes acaba por ser desperdiçada. Tudo isto por amor. Novamente, cada um sabe de si, e contem as mentiras que quiserem, mesmo a vós próprios. Eu próprio dou presentes de natal e também os gosto de receber. Chamem-me hipócrita à vontade. Já me habituo à ideia. E penso que o natal funciona da mesma forma. É mais um hábito que qualquer outra coisa, por isso, as pessoas apenas dão todos esses presentes por rotina, mesmo que digam que as suas vidas fogem à rotina, fazem as mesmas coisas todos os anos, na mesma data. Se isto é fugir à rotina... devo ter compreendido erradamente a sua definição.
Mas, nada desta conversa fiada é realmente o meu objetivo, sim porque de vez em quando tambem começo a escrever com algum objetivo em mente ao invés de apenas escrever e ver onde isso me leva. O meu objetivo real é a hipocrisia destas pessoas que gritam aos quatro ventos que se juntam com a sua família porque é importante e bla bla bla.
Se é assim tão importante... por favor expliquem-me, porque devo ser mesmo demasiado estúpido para compreender, porque raio só se lembram disso no dia 24 de dezembro? Yah, é natal, so what? Só nos lembramos das pessoas que amamos no natal e por vezes no seu aniversário? É quase tão hipócrita como todas as tretas para dar comida aos sem abrigo na noite de natal, não que eu seja contra isso, mas eles só têm fome e frio na noite de natal? Nas restantes noites não precisam, desde que comam aquela sopinha no natal está tudo bem. Mas é melhor não entrar por aí.
Feliz Natal, muito amor e muita paz, e vão-se todos lixar com a vossa hipocrisia, não precisamos de um calendário que nos diga que devemos comprar um presente, que devemos jantar juntos ou pegar no telemóvel para ligar a uma pessoa importante.
Quando amamos alguém, amamos sempre.
Até.
domingo, 16 de novembro de 2014
(Não) Vejo!
Vejo-me a olhar para mim e vejo quem realmente sou. Não gosto do que vejo, nunca gostei de ver, mas o que vejo é real e não há nada que possa fazer. Vejo a frieza de um coração que quer bater, a mágoa de uma alma magoada e o romantismo de uma besta quadrada.
Fecho os olhos para perder a noção, tentando esquecer tudo o que vejo, esqueço e tento esquecer, tudo o que não quero ver, mas espio sem saber, de olhos fechados mas enamorados, por desejos incandescentes impossíveis de reprimir.
Todas as partes fazem o todo, mesmo que nem sempre se vejam. Vejo-as todas juntas, mesmo quando não o desejam. Vejo uma besta romântica, gelada como a chuva de inverno.
Uma besta magoada, por vezes gelada, mas sempre escaldante, como uma brasa apagada, amorna suavemente, o coração da sua amada.
E então olho para mim, novamente, e vejo o passado, o futuro e o presente. Qual deles mais assustador. O passado doloroso já passou, as gotas de chuva já inundaram a terra e afogaram as mágoas que tantos corações afogaram.
O futuro é incerto, assustador, escuro e escondido, mas está longe, não está perto, por isso que importa se vier a causar dor? Mesmo que seja apenas mal puro e que apenas termine ferido.
O presente é mais complicado. Ninguém mo dá, mas ele aqui está. Tenho de o viver, e não só pensar nele, é assustador e é agora, não o posso adiar, não me posso desconcentrar e não me importar. Quero viver, agora, mesmo que assustado pelo romance congelado da vida, mesmo que assustado por todas as probabilidades de que tudo corra mal, but, who cares?
Vejo-me a olhar para mim assustado. Sussurro baixinho os meus desejos. Não oiço o que digo, não oiço o que quero, não vejo quem sou, não compreendo o meu caminho, não sei para onde vou.
Até.
Fecho os olhos para perder a noção, tentando esquecer tudo o que vejo, esqueço e tento esquecer, tudo o que não quero ver, mas espio sem saber, de olhos fechados mas enamorados, por desejos incandescentes impossíveis de reprimir.
Todas as partes fazem o todo, mesmo que nem sempre se vejam. Vejo-as todas juntas, mesmo quando não o desejam. Vejo uma besta romântica, gelada como a chuva de inverno.
Uma besta magoada, por vezes gelada, mas sempre escaldante, como uma brasa apagada, amorna suavemente, o coração da sua amada.
E então olho para mim, novamente, e vejo o passado, o futuro e o presente. Qual deles mais assustador. O passado doloroso já passou, as gotas de chuva já inundaram a terra e afogaram as mágoas que tantos corações afogaram.
O futuro é incerto, assustador, escuro e escondido, mas está longe, não está perto, por isso que importa se vier a causar dor? Mesmo que seja apenas mal puro e que apenas termine ferido.
O presente é mais complicado. Ninguém mo dá, mas ele aqui está. Tenho de o viver, e não só pensar nele, é assustador e é agora, não o posso adiar, não me posso desconcentrar e não me importar. Quero viver, agora, mesmo que assustado pelo romance congelado da vida, mesmo que assustado por todas as probabilidades de que tudo corra mal, but, who cares?
Vejo-me a olhar para mim assustado. Sussurro baixinho os meus desejos. Não oiço o que digo, não oiço o que quero, não vejo quem sou, não compreendo o meu caminho, não sei para onde vou.
Até.
terça-feira, 4 de novembro de 2014
Sono
Quero esquecer o sono que se apodera de mim.
O cansaço que sinto e não me deixa.
Tão intenso e tempestuoso,
especialmente no meio da calma morna da chuva de outono.
Os horas passaram, e mais haverão de vir.
As notas minguam e desaparecem.
As palavras somem-se para não mais voltar
E eu não quero dormir.
Quero as horas para mim, todas outra vez.
Brincar com as notas e proferir aquelas palavras,
repetidamente, tocando nos seus lábios,
tão levemente que quase pareço inocente.
Como fora.
E o sono vem.
E volta.
Até.
O cansaço que sinto e não me deixa.
Tão intenso e tempestuoso,
especialmente no meio da calma morna da chuva de outono.
Os horas passaram, e mais haverão de vir.
As notas minguam e desaparecem.
As palavras somem-se para não mais voltar
E eu não quero dormir.
Quero as horas para mim, todas outra vez.
Brincar com as notas e proferir aquelas palavras,
repetidamente, tocando nos seus lábios,
tão levemente que quase pareço inocente.
Como fora.
E o sono vem.
E volta.
Até.
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
Bloody dream
Ela deitou-se no sofá, coberto de floreados de tons claros.
Não era a primeira vez que reparava no seu corpo e como era esbelta.
Especialmente com aquele tipo de vestido, justo e decotado. Os cabelos dela,
louros e encaracolados, eram tão suaves que não os conseguia parar de afagar. Claramente,
era o ponto mais atrativo naquela sala de paredes brancas e sem luz.
De súbito, o ambiente mudou e ficou violento, e nem o corpo
sensual dela, nem mesmo os seus seios redondos e atrativos, mudava aquele clima
de perigo. Puxou da faca de cozinha e cortou-lhe, meio a medo o pescoço, que rapidamente
jorrou sangue. Atingiu as veias principais, uma e outra vez. Parecia que não
estava a sangrar o suficiente, parecia que poderia sobreviver. Se era para
fazer algo, tinha de ser bem feito. Balançou a faca com força e terminou por
fim com aquela existência, sobrando apenas um corpo dilacerado e manchas de
sangue por toda a parte.
A culpa atingiu-o com força. E com mais força ainda, o medo
de ser descoberto. Cometera uma atrocidade, se alguém descobrisse o que tinha
feito, iriam expô-lo e nunca ninguém o iria perdoar. Tinha de garantir que isso
não acontecia. Agora, a grande questão era, o que fazer com o corpo? Encenar
uma morte acidental e que não pudesse ser ligada a ele ou destruir o corpo de
forma a não ser descoberto. Se não existisse corpo, não existia crime. No
entanto, a adrenalina de encenar algo de que pudesse ser descoberto, mesmo que
tivesse receio que o pudessem fazer…
Primeiro as coisas mais importantes, pois de uma forma ou de
outra, tinha de limpar a cena do crime. Lixivia deveria de ajudar, ou pelo
menos, sempre vira na tv que isso eliminaria quaisquer rastos de adn. Sentiu-se
um pouco idiota por se deixar levar por algo que vira numa serie policial, mas
não possuía qualquer tido de referencia, afinal, não era um tipo de informação
ou experiencia que se transmitisse regularmente.
Próximo passo. Já se sentia ansioso.
sábado, 1 de novembro de 2014
Halloween
Para dizer a verdade, não possuo uma boa opinião formada a respeito desta data "comemorativa". Sei pouco acerca da sua verdadeira origem ou mesmo o que realmente significa, como é óbvio.
Ao que parece, a palavra Halloween tem origem em All Hallows' eve ou All Saints' eve, ou seja, é um dia dedicado a relembrar os mortos, incluindo santos e mártires. Ou pelo menos, assim diz a Wikipédia. Mais coisa menos coisa.
Entretanto, depois existem imensas teorias de que as barreiras entre este mundo e o próximo estarão mais frágeis neste tão aclamado dia, ou noite, e vários encantamentos, invocações e coisas do género surgiram por conta dessa fragilidade e que nessa noite, as pessoas no geral, trancavam-se em casa e usavam máscaras e colocavam esculturas nas portas para afastar os demónios. Parece-me uma teoria bastante interessante. E depois, alguém pegou nesta tradição, que alguém haveria de ter, e resolveu comercializar, e o que deveria afastar demónios e manter as pessoas seguras em casa, tornou-se numa outra data comemorativa e apelativa ao consumismo. Para além de colocar milhões de crianças na rua, totalmente desprotegidas do que quer que seja que se tentavam proteger antigamente.
Um dia, procuro todas as lendas que deram origem a esta data e faço um estudo mesmo aprofundado sobre o assunto, porque é algo que para além de intrigante, acho extremamente interessante. Entretanto, fica aqui mais uma critica à nossa sociedade consumista e desinformada. (Para além de céptica claro, mas isso... é outra história, cada um acredita no que a sua mente consegue).
De qualquer das formas, acho que todos se deveriam pelo menos lembrar que este, quer dia 31 quer dia 1, é um dia em que devemos prestar respeito a quem já partiu e recordar que todos nós teremos a nossa hora, mais cedo ou mais tarde.
Até.
Ao que parece, a palavra Halloween tem origem em All Hallows' eve ou All Saints' eve, ou seja, é um dia dedicado a relembrar os mortos, incluindo santos e mártires. Ou pelo menos, assim diz a Wikipédia. Mais coisa menos coisa.
Entretanto, depois existem imensas teorias de que as barreiras entre este mundo e o próximo estarão mais frágeis neste tão aclamado dia, ou noite, e vários encantamentos, invocações e coisas do género surgiram por conta dessa fragilidade e que nessa noite, as pessoas no geral, trancavam-se em casa e usavam máscaras e colocavam esculturas nas portas para afastar os demónios. Parece-me uma teoria bastante interessante. E depois, alguém pegou nesta tradição, que alguém haveria de ter, e resolveu comercializar, e o que deveria afastar demónios e manter as pessoas seguras em casa, tornou-se numa outra data comemorativa e apelativa ao consumismo. Para além de colocar milhões de crianças na rua, totalmente desprotegidas do que quer que seja que se tentavam proteger antigamente.
Um dia, procuro todas as lendas que deram origem a esta data e faço um estudo mesmo aprofundado sobre o assunto, porque é algo que para além de intrigante, acho extremamente interessante. Entretanto, fica aqui mais uma critica à nossa sociedade consumista e desinformada. (Para além de céptica claro, mas isso... é outra história, cada um acredita no que a sua mente consegue).
De qualquer das formas, acho que todos se deveriam pelo menos lembrar que este, quer dia 31 quer dia 1, é um dia em que devemos prestar respeito a quem já partiu e recordar que todos nós teremos a nossa hora, mais cedo ou mais tarde.
Até.
domingo, 26 de outubro de 2014
O sol desaparece no horizonte.
As linhas apagam-se dos olhos observadores.
Algo termina.
Algo começa.
Os ciclos da vida são compostos de linhas.
Que se apagam para que novas surjam
Sem que nunca desapareçam,
até que desaparecem.
Com o pesar.
Com a alegria.
Com o desespero,
do fim e do recomeço.
O infinito perde-se nas infinidades finitas da vida.
A água esgota-se.
O oxigénio falta.
O sangue escorre para fora da alma.
E enche o ar de vida.
De vontade,
de desejo...
Desejo de viver!
De lutar por aquilo que vale a pena
(e apenas aquilo que vale a pena)
E desistir de todas a ilusões de pontas afiadas.
O sol desaparece no horizonte.
As linhas negras voltam a surgir.
Debaixo da pequena Lua.
Por cima da relva acabada de cortar.
Por entre as lágrimas perdidas.
As linhas tornam-se confusas.
O final parece inevitável.
Parece tarde para desejos.
Mas estes surgem sem ser convidados
cortantes.
Arrebatadores.
Imensos e insanos.
Como almas perdidas.
Que procuram encontrar,
o amor há tanto "esquecido"
mas nunca perdido.
A velocidade do tempo oscila
descontroladamente.
A impossibilidade de provar
O fruto proibido
Torna-o mais possível.
Os desafios são para ser conquistados.
Tudo depende da força.
E da vontade de lutar.
Até ao fim.
As linhas apagam-se dos olhos observadores.
Algo termina.
Algo começa.
Os ciclos da vida são compostos de linhas.
Que se apagam para que novas surjam
Sem que nunca desapareçam,
até que desaparecem.
Com o pesar.
Com a alegria.
Com o desespero,
do fim e do recomeço.
O infinito perde-se nas infinidades finitas da vida.
A água esgota-se.
O oxigénio falta.
O sangue escorre para fora da alma.
E enche o ar de vida.
De vontade,
de desejo...
Desejo de viver!
De lutar por aquilo que vale a pena
(e apenas aquilo que vale a pena)
E desistir de todas a ilusões de pontas afiadas.
O sol desaparece no horizonte.
As linhas negras voltam a surgir.
Debaixo da pequena Lua.
Por cima da relva acabada de cortar.
Por entre as lágrimas perdidas.
As linhas tornam-se confusas.
O final parece inevitável.
Parece tarde para desejos.
Mas estes surgem sem ser convidados
cortantes.
Arrebatadores.
Imensos e insanos.
Como almas perdidas.
Que procuram encontrar,
o amor há tanto "esquecido"
mas nunca perdido.
A velocidade do tempo oscila
descontroladamente.
A impossibilidade de provar
O fruto proibido
Torna-o mais possível.
Os desafios são para ser conquistados.
Tudo depende da força.
E da vontade de lutar.
Até ao fim.
sábado, 25 de outubro de 2014
Algo vai crescendo no meu peito.
Cresce sem que se veja.
Cresce sem que note.
Mas está lá.
Maior do que esperava.
Pior(melhor) do que imaginava.
Nunca pensei.
E eu penso demasiado.
Que algo chegasse tão fundo.
Especialmente com tal velocidade.
Está demasiado enraizado.
Suga-me a vida
Que nem beijo da morte.
Dá-me esperança
Que nem anjo alado.
Mas ainda estou aqui.
À espera.
De poder proteger todos.
Quando nem a mim protejo.
Algo vai crescendo no meu peito.
Cresce sem que se veja
Cresce sem que se note
Mas está lá.
Mais forte que antes.
Puxa-me para fora.
Substitui o desespero.
Consome-me a alma.
Mata-me a preguiça e a vontade.
Cobra-me o presente.
Ilude-me com o futuro.
E eu não sei.
Se fique ou fuja daqui.
Se lute ou desista de ti(mim).
se grite ou me cale.
De vez...
O mundo não é simples.
A vida não é fácil.
E o caminho termina.
Cresce sem que se veja.
Cresce sem que note.
Mas está lá.
Maior do que esperava.
Pior(melhor) do que imaginava.
Nunca pensei.
E eu penso demasiado.
Que algo chegasse tão fundo.
Especialmente com tal velocidade.
Está demasiado enraizado.
Suga-me a vida
Que nem beijo da morte.
Dá-me esperança
Que nem anjo alado.
Mas ainda estou aqui.
À espera.
De poder proteger todos.
Quando nem a mim protejo.
Algo vai crescendo no meu peito.
Cresce sem que se veja
Cresce sem que se note
Mas está lá.
Mais forte que antes.
Puxa-me para fora.
Substitui o desespero.
Consome-me a alma.
Mata-me a preguiça e a vontade.
Cobra-me o presente.
Ilude-me com o futuro.
E eu não sei.
Se fique ou fuja daqui.
Se lute ou desista de ti(mim).
se grite ou me cale.
De vez...
O mundo não é simples.
A vida não é fácil.
E o caminho termina.
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
E se eu desaparecesse amanhã?
Tanto está prestes a mudar... Mudança nunca foi o meu forte. Por mais necessária que seja. E agora o caos. Total caos. Tudo o que se vai passar, tudo o que estás prestes a mudar. A minha vida já está de pernas para o ar de qualquer das formas. Só não quero magoar ninguém, pelo menos não mais ainda.
E se eu desaparecesse amanhã? Sem deixar rasto. Seria mais doloroso que assistir a tudo o que está prestes a passar, ou menos? Nunca saberei a resposta a isso, suponho.
Estou apenas cansado. Como sempre. E a luta vai só agora começar.
Mas é a minha luta. Não posso deixar ninguém lutar por mim. Sofrer por mim. O que vier vem e cá estarei para o enfrentar, sozinho, onde só eu me magoo.
Até ao fim.
E se eu desaparecesse amanhã? Sem deixar rasto. Seria mais doloroso que assistir a tudo o que está prestes a passar, ou menos? Nunca saberei a resposta a isso, suponho.
Estou apenas cansado. Como sempre. E a luta vai só agora começar.
Mas é a minha luta. Não posso deixar ninguém lutar por mim. Sofrer por mim. O que vier vem e cá estarei para o enfrentar, sozinho, onde só eu me magoo.
Até ao fim.
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
.....
A vida é uma porcaria cheia de sombras que não nos deixam ver com clareza, ou pelo menos clareza suficiente para saber o que é certo a fazer. Há muito tempo que caminho por entre as sombras, tanto que me apaixonei por ela. Eu vejo com clareza, mas nem para os olhos mais bem treinados, estas sombras são límpidas o suficiente. Não consigo ver. Não sei o que fazer. Eu, o idiota que sempre parece saber tudo o que quer do futuro.
Detesto não conseguir ver onde vou por os pés, gosto da segurança da terra firme. Não sei como dar o próximo passo. Vou construir ou destruir tudo? Um tudo o nada, como em quase tudo o que acontece na vida. Isto vai doer. Estou cansado de dores. Vai doer imenso. Não sei se tenho forças suficientes.
E no entanto, é o certo a fazer. Consigo ver isso, com os meus olhos, mesmo que não consiga com o que resta do meu coração.
Até.
Detesto não conseguir ver onde vou por os pés, gosto da segurança da terra firme. Não sei como dar o próximo passo. Vou construir ou destruir tudo? Um tudo o nada, como em quase tudo o que acontece na vida. Isto vai doer. Estou cansado de dores. Vai doer imenso. Não sei se tenho forças suficientes.
E no entanto, é o certo a fazer. Consigo ver isso, com os meus olhos, mesmo que não consiga com o que resta do meu coração.
Até.
Mudança...
Os seus olhos tornaram-se vermelhos.
A vida cinzenta.
E a sua alma negra como ébano.
As coisas mudam. Evoluem, regridem, mas nunca param.
Para melhor ou pior.
A mudança é constante.
E ninguém a pode parar.
Até.
A vida cinzenta.
E a sua alma negra como ébano.
As coisas mudam. Evoluem, regridem, mas nunca param.
Para melhor ou pior.
A mudança é constante.
E ninguém a pode parar.
Até.
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
sábado, 4 de outubro de 2014
Uma, duas, três, quatro...
Uma, duas, três, quatro... As folhas caiem no lago.
Perturbam a sua água, doce, límpida e calma.
Acordam os peixes que dormem.
Descansam os peixes acordados.
Uma, duas, três, quatro... Ondas que rebentam na costa.
Molham as folhas já secas e endurecidas pelo sol.
Libertam o pó da secura.
Fecham os olhos aos pássaros.
Distraem a procura do mundo.
Uma, duas, três, quatro... Libélulas levantaram junto à água.
Bateram as asas e voaram rapidamente.
Os pássaros mergulharam.
Os peixes esconderam-se.
Uma, duas, três, quatro... Penas negras a boiar.
As garras fecharam-se em volta dos insectos.
Os olhos abriram-se.
O Chilrear rebentou.
Uma, duas, três, quatro... Crias no ninho para alimentar.
Silenciam-se, uma a uma.
Os peixes adormecem.
As ondas somem.
Uma, duas, três, quatro... folhas que se perdem no esquecimento.
Das mentes há muito perdidas.
Das mentes que ainda se vão perder.
Todos vamos esquecer...
Até.
Perturbam a sua água, doce, límpida e calma.
Acordam os peixes que dormem.
Descansam os peixes acordados.
Uma, duas, três, quatro... Ondas que rebentam na costa.
Molham as folhas já secas e endurecidas pelo sol.
Libertam o pó da secura.
Fecham os olhos aos pássaros.
Distraem a procura do mundo.
Uma, duas, três, quatro... Libélulas levantaram junto à água.
Bateram as asas e voaram rapidamente.
Os pássaros mergulharam.
Os peixes esconderam-se.
Uma, duas, três, quatro... Penas negras a boiar.
As garras fecharam-se em volta dos insectos.
Os olhos abriram-se.
O Chilrear rebentou.
Uma, duas, três, quatro... Crias no ninho para alimentar.
Silenciam-se, uma a uma.
Os peixes adormecem.
As ondas somem.
Uma, duas, três, quatro... folhas que se perdem no esquecimento.
Das mentes há muito perdidas.
Das mentes que ainda se vão perder.
Todos vamos esquecer...
Até.
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
Paralelo, entre mundos
Vivo entre os mundos que não compreendo. Apaixono-me por cada um deles, uma e outra vez. Todos brilham na luz do sol. Todos são negros sobre a escuridão da noite. É na escuridão que me perco.
Oiço as vozes de todos os mundos e fico, paralelo. Em paralelo, nunca me encontro com nenhum, totalmente ausente e presente. E então, esses mundos encontram-se. Dois mundos apaixonantes juntam-se nos conhecimentos e relações, mesmo continuando separados, estão juntos. Fico feliz, mesmo não intercedendo. O tempo passa. O meu sono chega e vai. Pessoas morrem, partem, desaparecem. Pessoas nascem, vivem e permanecem, por sabe-se lá quanto tempo, depende do quanto teve destinado, ou não. E o conflito surge.
Um dos mundos apaixonou-se, infinitamente mais que eu. Um mundo apaixonar-se por outro pode ser algo perigoso, como eu bem sei, bem vi. Bem senti. Esse mundo queria mais que apenas trocas comerciais e pequenos apoios estratégicos. Queria mais que um simples Pacto de Não Agressão. Queria uma total junção. Uma junção em que deixaríamos de falar em dois mundos e sim numa aliança plena e total.
Por que me deixei acordar em tal momento? Outra vez. Dormir é tão mais simples, não existir... apenas, deixar existir. Os dados estavam lançados. Os mundos separaram-se. Ficaram mais longe que nunca. O segundo mundo sempre dissera, desde inicio que não queria mais que aquilo. Uma tentativa de aproximação foi ultrajante, mas nem um mundo inteiro consegue evitar apaixonar-se. Por momentos, uma guerra levantou. Por motivos irreais, evaporou, deixando para trás a raiva e a mágoa. Ambos ficaram intactos. Ou assim parecia.
Deixo-me aqui.
Paralelo.
De dois mundos desfeitos de magia e dor.
Imaginando, quando terei o meu próprio mundo de volta.
Até.
Oiço as vozes de todos os mundos e fico, paralelo. Em paralelo, nunca me encontro com nenhum, totalmente ausente e presente. E então, esses mundos encontram-se. Dois mundos apaixonantes juntam-se nos conhecimentos e relações, mesmo continuando separados, estão juntos. Fico feliz, mesmo não intercedendo. O tempo passa. O meu sono chega e vai. Pessoas morrem, partem, desaparecem. Pessoas nascem, vivem e permanecem, por sabe-se lá quanto tempo, depende do quanto teve destinado, ou não. E o conflito surge.
Um dos mundos apaixonou-se, infinitamente mais que eu. Um mundo apaixonar-se por outro pode ser algo perigoso, como eu bem sei, bem vi. Bem senti. Esse mundo queria mais que apenas trocas comerciais e pequenos apoios estratégicos. Queria mais que um simples Pacto de Não Agressão. Queria uma total junção. Uma junção em que deixaríamos de falar em dois mundos e sim numa aliança plena e total.
Por que me deixei acordar em tal momento? Outra vez. Dormir é tão mais simples, não existir... apenas, deixar existir. Os dados estavam lançados. Os mundos separaram-se. Ficaram mais longe que nunca. O segundo mundo sempre dissera, desde inicio que não queria mais que aquilo. Uma tentativa de aproximação foi ultrajante, mas nem um mundo inteiro consegue evitar apaixonar-se. Por momentos, uma guerra levantou. Por motivos irreais, evaporou, deixando para trás a raiva e a mágoa. Ambos ficaram intactos. Ou assim parecia.
Deixo-me aqui.
Paralelo.
De dois mundos desfeitos de magia e dor.
Imaginando, quando terei o meu próprio mundo de volta.
Até.
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Fogo Negro.
Escuridão, muito mais escuridão. Fogo negro, chamas que queimam sem parar e não param de se expandir. Corre, corre o mais que puderes. Nada, absolutamente nada te pode salvar. Agora já não. Não, não depois das sobras negras ta alcançarem a alma e a consumirem. É tarde demais para parar esse fogo. É tarde demais para travar essas trevas. Corre. Até ao fim. Deixa um rasto de sangue que possa seguir. O cheiro de sangue é endoidecedor!!
Podes tentar voar se quiseres, mas as sombras não deixarão que te separes da terra. O teu coração está corrompido. Perdido. Desfeito. As tuas lágrimas são pretas. As tuas asas estão partidas. As sombras sufocam-te. Não te deixam respirar. Podes revirar os olhos o quanto quiseres. Podes sangrar, espernear, gritar, chorar, sofrer, resistir... Nada fará diferença. É o fim. Não voarás. Queima.
Até.
Podes tentar voar se quiseres, mas as sombras não deixarão que te separes da terra. O teu coração está corrompido. Perdido. Desfeito. As tuas lágrimas são pretas. As tuas asas estão partidas. As sombras sufocam-te. Não te deixam respirar. Podes revirar os olhos o quanto quiseres. Podes sangrar, espernear, gritar, chorar, sofrer, resistir... Nada fará diferença. É o fim. Não voarás. Queima.
Até.
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Reflexo
O reflexo do seu ser. Todas as marcas que deixara naquele mundo, naquele corpo. Aquelas memórias intermináveis, revividas vezes sem conta. O seu toque, o seu calor, o seu corpo junto ao seu, aqueles olhos que escondiam todo um conjunto de emoções e sentimentos indecifráveis. Aqueles olhos míticos. O reflexo da sua alma. Bela, mesmo não se revelando. Misteriosamente bela. Misteriosamente irresistível. Misteriosamente encantadora.
Agora espero, ansiosamente, por voltar a ter o reflexo do seu ser, reflectido no meu, e quem sabe o que se reflectirá a partir daí. Existem estranhos caminhos neste mundo.
Até-
Agora espero, ansiosamente, por voltar a ter o reflexo do seu ser, reflectido no meu, e quem sabe o que se reflectirá a partir daí. Existem estranhos caminhos neste mundo.
Até-
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
whatever.
Raios. Não tenho luz. Desta vez literalmente. A lâmpada fundiu-se e não a posso trocar no meio da escuridão. Ou talvez a preguiça seja apenas demasiado grande. De uma forma ou de outra, não posso fazer nada senão estar no pc e escrever. Escrever e esperar, como sempre, que estas teclas mágicas repletas de letras absorvam toda a escuridão que me vai na alma, bem maior que a escuridão que paira no meu quarto. Mas isso nunca acontece, não realmente. Nem toda a luz poderia consumir todas estas trevas. Não que me importe. Não que me desagrade. De todo. O frio e a escuridão só magoam quem deles não gosta. Não é o caso.
Realmente, tenho vontade, tanta vontade. Mais uma que não posso satisfazer e que eventualmente, quando arranjar forma de o fazer, já passou. Vontade de pegar numa folha branca e preencher com lápis de cor. Não que o desenho fosse mesmo ficar colorido. Despejar o que vai na alma, desta vez sem escrever, porque escrever é difícil quando não se entende nada. Mesmo que escreva apenas o que sinta, tem-se sempre de começar por algum lado, alguma ponta que possa agarrar e desenvolver. Num desenho posso apenas deixar abstracto, puramente imaginação, disforme e carregado de sentimentos que não se poderão entender.
Whatever.
Just...
Whatever.
Até.
Realmente, tenho vontade, tanta vontade. Mais uma que não posso satisfazer e que eventualmente, quando arranjar forma de o fazer, já passou. Vontade de pegar numa folha branca e preencher com lápis de cor. Não que o desenho fosse mesmo ficar colorido. Despejar o que vai na alma, desta vez sem escrever, porque escrever é difícil quando não se entende nada. Mesmo que escreva apenas o que sinta, tem-se sempre de começar por algum lado, alguma ponta que possa agarrar e desenvolver. Num desenho posso apenas deixar abstracto, puramente imaginação, disforme e carregado de sentimentos que não se poderão entender.
Whatever.
Just...
Whatever.
Até.
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Chuva em Setembro
Subitamente, começou a chover. Torrencialmente. Chover a sério, não chuva em que se manda uma corrida e se abrigamos debaixo da primeira varanda que aparecer e ainda estamos apenas um pouco molhados. Chuva assim ensopa qualquer um em poucos segundos. E tudo começou com um trovão, ao longa, mas não assim tão longe. Um trovão e a chuva rompeu com toda a força.
Chuva em Setembro. E não é tão inédito assim neste ano. Ainda me lembro de tempos em que ir à praia em Setembro, e por vezes em Outubro, não era algo assim tão estranho... Agora o clima está do avesso e o que mais estranho é, é que ninguém percebe o porquê. Ninguém diz: "no inverno está calor, no verão chove, o outono e a primavera nem se percebem que existem, se calhar é por causa da poluição, por nossa causa, nós humanos que não paramos de poluir e destruir tudo, ou quase tudo em que tocamos". Como pode ser isto tão complicado de ver? E depois ainda há quem diga, especialmente nesta fase de semi-verão "ah, mas não é do aquecimento global, porque está mais frio, por isso não pode ser da poluição", normalmente com uma voz caquética e afectada. Pois, o aquecimento global também pode causar frio, obviamente, porque este aquecimento provoca o degelo dos glaciares, o que faz aumentar o nível médio das águas do mar, algo que penso que seja do conhecimento comum, e isto altera significativamente as correntes marítimas o que provoca imensas alterações climatéricas, incluindo frio. Não sou grande cientista, realmente não sou cientista algum, para que possa mesmo comprovar as minhas palavras, é apenas teórico, para mim pelo menos, e baseado em teorias e testes de outros. Mas a mim, e olhando para o céu, parece-me que deveríamos pensar um pouco mais nas nossas acções do dia-a-dia e colocar a mão na consciência e parar de destruir o nosso planeta. Pelas gerações vindouras e por todas as outras espécies que partilham este planeta maravilhoso connosco. Elas não têm culpa de acharmos que somos melhores e mais inteligentes que todos os outros. Elas não têm culpa da nossa estupidez.
E a chuva continua. Espero que lave algumas cabecinhas, por fora e por dentro, bem precisam!
Até.
Chuva em Setembro. E não é tão inédito assim neste ano. Ainda me lembro de tempos em que ir à praia em Setembro, e por vezes em Outubro, não era algo assim tão estranho... Agora o clima está do avesso e o que mais estranho é, é que ninguém percebe o porquê. Ninguém diz: "no inverno está calor, no verão chove, o outono e a primavera nem se percebem que existem, se calhar é por causa da poluição, por nossa causa, nós humanos que não paramos de poluir e destruir tudo, ou quase tudo em que tocamos". Como pode ser isto tão complicado de ver? E depois ainda há quem diga, especialmente nesta fase de semi-verão "ah, mas não é do aquecimento global, porque está mais frio, por isso não pode ser da poluição", normalmente com uma voz caquética e afectada. Pois, o aquecimento global também pode causar frio, obviamente, porque este aquecimento provoca o degelo dos glaciares, o que faz aumentar o nível médio das águas do mar, algo que penso que seja do conhecimento comum, e isto altera significativamente as correntes marítimas o que provoca imensas alterações climatéricas, incluindo frio. Não sou grande cientista, realmente não sou cientista algum, para que possa mesmo comprovar as minhas palavras, é apenas teórico, para mim pelo menos, e baseado em teorias e testes de outros. Mas a mim, e olhando para o céu, parece-me que deveríamos pensar um pouco mais nas nossas acções do dia-a-dia e colocar a mão na consciência e parar de destruir o nosso planeta. Pelas gerações vindouras e por todas as outras espécies que partilham este planeta maravilhoso connosco. Elas não têm culpa de acharmos que somos melhores e mais inteligentes que todos os outros. Elas não têm culpa da nossa estupidez.
E a chuva continua. Espero que lave algumas cabecinhas, por fora e por dentro, bem precisam!
Até.
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
Noite sem estrelas
As estrelas aborreceram-se da noite e não me deixam dormir. A noite canta, ou talvez seja o galo perdido nas horas que resolveu acordar, uma vez mais, toda a vizinhança. E o tempo passa, flui como correntes intermináveis e lágrimas que correm pelas paredes das casas há tanto vazias, de vida e de morte. Nada mais encanta. Um tudo ou nada exagero da parte de quem o assim quiser entender. No entanto, exagero ou não, o encanto vai-se perdendo e vai-se ganhando e a noite, sem estrelas, parece perder o seu. O frio começasse a sentir. Não é frio de neve e gelo, é frio sem brilho nem escuridão, frio vazio, de solidão. As estrelas costumavam aquecer este mundo. Derreter o frio e encher as casas de calor, vida e, por vezes morte, acalmar os galos malucos e deixar os vizinhos, e a mim, dormir em paz e sossego.
A corrente vai puxando pelo relógio antigo e dourado, suave e lentamente, outras vezes de rompante e tão rápido que quando demos por ela, já os ponteiros rodaram tudo o que tinham para rodar. E, aos poucos, vai puxando também as estrelas, as belíssimas estrelas que tantos encantam os Homens e a noite.
Saudades da estrela. Já faltou bem mais!
Até.
A corrente vai puxando pelo relógio antigo e dourado, suave e lentamente, outras vezes de rompante e tão rápido que quando demos por ela, já os ponteiros rodaram tudo o que tinham para rodar. E, aos poucos, vai puxando também as estrelas, as belíssimas estrelas que tantos encantam os Homens e a noite.
Saudades da estrela. Já faltou bem mais!
Até.
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
end of the world
A água brotou nas suas mãos e ensopou o chão de terra batida. Aquela água era morna, morna como sangue e escura como ébano.
O chão tremeu e ela sorriu. Iria terminar em breve. Nada era o que era. Aquele mundo fazia parte de uma ilusão que ninguem compreendia, nem mesmo ela. Apenas sabia que não era real, algo não era real, não podia dizer sequer o quê.
A terra secou e as ávores perderam toda a vitalidade. Gradualmente o mundo perdeu a cor e retornou à original mancha cinzenta. Deliciou-se ao olhar para as suas mãos, apenas com um ligeiro corte que se regenerava a olhos vistos, manchadas de sangue mais escuro que o céu nocturno. Apenas um ligeiro corte, umas gotas do seu sangue, e mais um planeta pereceu. E toda aquela vida, toda aquela morte, era agora sua. Mesmo então, a sede permaneceu.
Acordou repentinamente na sua cama. Teria de trocar novamente os lençois manchados de vermelho. Olhou para as mãos, para os cortes que em poucos segundos desapareciam e soube que estava para breve.
Até.
O chão tremeu e ela sorriu. Iria terminar em breve. Nada era o que era. Aquele mundo fazia parte de uma ilusão que ninguem compreendia, nem mesmo ela. Apenas sabia que não era real, algo não era real, não podia dizer sequer o quê.
A terra secou e as ávores perderam toda a vitalidade. Gradualmente o mundo perdeu a cor e retornou à original mancha cinzenta. Deliciou-se ao olhar para as suas mãos, apenas com um ligeiro corte que se regenerava a olhos vistos, manchadas de sangue mais escuro que o céu nocturno. Apenas um ligeiro corte, umas gotas do seu sangue, e mais um planeta pereceu. E toda aquela vida, toda aquela morte, era agora sua. Mesmo então, a sede permaneceu.
Acordou repentinamente na sua cama. Teria de trocar novamente os lençois manchados de vermelho. Olhou para as mãos, para os cortes que em poucos segundos desapareciam e soube que estava para breve.
Até.
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
Dor.
Esta dor tem-se tornado contínua. Não sei propriamente o que fazer. Nunca se sabe o que fazer em momentos como este. Dói o que dói e não para. O grande problema, é que o que antes doía apenas de quando em vez, agora dói sempre, horas a fio sem parar, seja em que posição for, pense no que pensar. Dói demasiado.
Depois de ir a um hospital por conta de uma simples dor, dizerem-me que não era nada e que haveria de passar, considerei que haveria realmente de passar. Estupidez a minha de ainda acreditar no que quer que seja que um médico tenha a dizer. Mas que opção temos senão acreditar naqueles doutores que de doutores pouco mais têm que os títulos? Certamente que sabem mais que eu. Só não me tiram a dor.
Será que terei de voltar?
Não sei quanto mais aguento neste ritmo.
Até.
Depois de ir a um hospital por conta de uma simples dor, dizerem-me que não era nada e que haveria de passar, considerei que haveria realmente de passar. Estupidez a minha de ainda acreditar no que quer que seja que um médico tenha a dizer. Mas que opção temos senão acreditar naqueles doutores que de doutores pouco mais têm que os títulos? Certamente que sabem mais que eu. Só não me tiram a dor.
Será que terei de voltar?
Não sei quanto mais aguento neste ritmo.
Até.
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
Apetece-me?
Apetece-me escrever. Há dias que tenho esta vontade. Não sei exatamente o quê. Deixar sair o que me vai na alma já não é tão simples como outrora fora. Olho para trás e vejo que muitas palavras foram escritas em vão, e ditas também. Ao mesmo tempo, tantas ficaram por escrever, por dizer... E eu aqui sem saber, o que realmente quero escrever.
Quero escrever coisas que não sei. Coisas que sinto e não posso explicar, talvez porque essa explicação esteja para além do alcance da minha inteligência, por agora pelo menos. Não vejo com clareza. Existem demasiadas coisas a turvar a minha visão. Demasiados sentimentos, demasiadas vontades... Se ao menos pudesse satisfazer todas estas vontades... Mas nem a vontade de escrever consigo satisfazer.
Preciso de dormir, durante um mês de seguida, e recuperar todas as forças que perdi e que nunca voltei a ter. Acho que nunca as vou recuperar, e não, não é por não poder dormir durante um mês, mas o motivo também não interessa.
Eu estou bem. Como sempre. Apenas cansado, talvez. De algo e de tudo um pouco. Desta vida onde apenas se trabalha. Um dia alguém disse algo do género "escolhe um trabalho que ames e nunca terás de trabalhar na tua vida". Pois, mas neste pedaço de terra a que chamamos país ainda não se dá um salário a um escritor, de maneira a que assim não me safo. Claro que quando digo isto todos me dizem que posso escrever em part-time. Claro que posso, mas a escrita é uma arte que demora algum tempo a aprimorar e a produzir. Não posso apenas escrever um livro em duas ou três horas, num dia em que chegue do trabalho já cansado. E mesmo que tivesse esse tempo, que na verdade não tenho, é preciso ter inspiração, coisa que não acontece quando se está cansado. Engraçado como tenho cada vez mais perguntas e cada vez menos respostas. Quase tanto como querer escrever de algo e não saber de quê.
Parece-me que coisas bastante más se avizinham. Também é complicado esperar um futuro prospero nesta fase da minha vida. Espero apenas que as coisas boas venham também, apenas para me fazer continuar a ter algo a que chamamos esperança. Não que a tenha de verdade... ou talvez tenha e só não o saiba.
Anyway, aquilo que eu acho, aquilo que eu penso ou mesmo o que sinto, nada disso importa. As coisas são como são e nada há a fazer.
(PS Na noite passada sonhei com uma flor há muito perdida e esquecida, por momentos tive-a nas minhas mãos e era mais suave e agradável do que poderia imaginar. As estranhas partidas de uma mente cansada são interessantes em níveis que mais ninguém entende).
Quero escrever coisas que não sei. Coisas que sinto e não posso explicar, talvez porque essa explicação esteja para além do alcance da minha inteligência, por agora pelo menos. Não vejo com clareza. Existem demasiadas coisas a turvar a minha visão. Demasiados sentimentos, demasiadas vontades... Se ao menos pudesse satisfazer todas estas vontades... Mas nem a vontade de escrever consigo satisfazer.
Preciso de dormir, durante um mês de seguida, e recuperar todas as forças que perdi e que nunca voltei a ter. Acho que nunca as vou recuperar, e não, não é por não poder dormir durante um mês, mas o motivo também não interessa.
Eu estou bem. Como sempre. Apenas cansado, talvez. De algo e de tudo um pouco. Desta vida onde apenas se trabalha. Um dia alguém disse algo do género "escolhe um trabalho que ames e nunca terás de trabalhar na tua vida". Pois, mas neste pedaço de terra a que chamamos país ainda não se dá um salário a um escritor, de maneira a que assim não me safo. Claro que quando digo isto todos me dizem que posso escrever em part-time. Claro que posso, mas a escrita é uma arte que demora algum tempo a aprimorar e a produzir. Não posso apenas escrever um livro em duas ou três horas, num dia em que chegue do trabalho já cansado. E mesmo que tivesse esse tempo, que na verdade não tenho, é preciso ter inspiração, coisa que não acontece quando se está cansado. Engraçado como tenho cada vez mais perguntas e cada vez menos respostas. Quase tanto como querer escrever de algo e não saber de quê.
Parece-me que coisas bastante más se avizinham. Também é complicado esperar um futuro prospero nesta fase da minha vida. Espero apenas que as coisas boas venham também, apenas para me fazer continuar a ter algo a que chamamos esperança. Não que a tenha de verdade... ou talvez tenha e só não o saiba.
Anyway, aquilo que eu acho, aquilo que eu penso ou mesmo o que sinto, nada disso importa. As coisas são como são e nada há a fazer.
(PS Na noite passada sonhei com uma flor há muito perdida e esquecida, por momentos tive-a nas minhas mãos e era mais suave e agradável do que poderia imaginar. As estranhas partidas de uma mente cansada são interessantes em níveis que mais ninguém entende).
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
Porque a magia existe..
Um casal aos beijos foi tudo o que bastou. Tudo o que bastou para fazer renascer aquelas saudades. Saudades dela. Saudades do seu toque. Dos seus lábios. Dos seus beijos. Saudades daqueles quinze minutos em que nada mais existiu. E no entanto, não posso ter saudades. Seria demasiado doloroso ter saudades do que agora não posso ter, por mais que o deseje. Nem mesmo toda a nostalgia que vai na minha alma o aguentaria. Ou aguentaria? Não sei. Não quero descobrir. O cansaço de tudo apodera-se de mim com cada vez mais intensidade e agora apenas a desejo. Ter desejo não é algo mau ou desagradável, é o que nos mantém vivos neste mundo cruel, é o que nos faz continuar em frente. E este desejo é imenso. Mais que quaisquer saudades que pudesse sentir.
E de repente, volto, apenas dentro da minha mente àqueles últimos, até agora últimos, quinze minutos. Pareceram durar apenas uns segundos, uns segundos que queria que fossem eternos, mas mesmo não sendo, mesmo tendo já passado, recordo-os com alegria por terem acontecido. Por os ter vivido. E por agora os poder recordar.
Que venham mais minutos como aqueles!
E se os dragões não existem, nem mesmo os de cor esmeralda, deveriam, porque eu sei que a magia existe!
Beijos como aqueles não são deste mundo e poderia jurar que aqueles momentos que eram 15min foram passados numa outra dimensão em que só nós existíamos.
E tudo isto faz todo o sentido!
Até.
E de repente, volto, apenas dentro da minha mente àqueles últimos, até agora últimos, quinze minutos. Pareceram durar apenas uns segundos, uns segundos que queria que fossem eternos, mas mesmo não sendo, mesmo tendo já passado, recordo-os com alegria por terem acontecido. Por os ter vivido. E por agora os poder recordar.
Que venham mais minutos como aqueles!
E se os dragões não existem, nem mesmo os de cor esmeralda, deveriam, porque eu sei que a magia existe!
Beijos como aqueles não são deste mundo e poderia jurar que aqueles momentos que eram 15min foram passados numa outra dimensão em que só nós existíamos.
E tudo isto faz todo o sentido!
Até.
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Objetivos
Alguma vez te sentiste perdido? Como se te perdesses de todos os teus objetivos, como se te perdesses da vida e não soubesses pelo que estás a lutar, mesmo estando sempre esgotado de tanta luta.
A certa altura, sentas-te, olhas para o horizonte e pensas, qual é o objetivo de tudo isto? Por que começas-te tudo isto, o que queres, o que gostas, o teu verdadeiro objetivo. Viver ou sobreviver? Nascer, crescer, reproduzir e morrer? Serás apenas mais um? Será esta a essência da tua existência? Trabalhar todos os dias até à velhice em algo que realmente não aprecias apenas para ganhar dinheiro suficiente para sobreviver de uma forma mais ou menos confortável mas que na verdade nunca poderás realmente desfrutar porque precisas continuar sempre a trabalhar para atingires aquele objetivo que há tanto tempo já perdeste.
Qual será o caminho certo? Quando não se sabe onde se quer chegar, todos os caminhos lá vão dar, ou mais provavelmente, nenhum.
Qual é o teu sonho, o teu verdadeiro sonho, independentemente de tudo, não interessa se é alcançável ou não, ainda não pelo menos. Se tens um, deverias segui-lo, colocá-lo à frente de tudo e todos, pois na minha opinião, essa será a única forma de alcançar a felicidade. A mais pura felicidade de todas.
Engraçado como é mais fácil aconselhar os outros que seguir os nossos próprios conselhos.
Está a chegar a hora. A hora de jogar tudo para o alto e esperar que caia com muito ou pouco estardalhaço, mas que não importe mais nem menos do que importou. Está a chegar a hora de desistir de uma farsa e olhar o destino de frente. Mas qual será a farsa e qual será a verdade?
Não se pode ter duas vidas.
Até.
terça-feira, 12 de agosto de 2014
Right person - part 18
No dia seguinte, depois de terem tomado o pequeno almoço, decidiram que iriam acampar no dia seguinte, num parque de campismo perto da praia. Saiam de manhã, de autocarro, sendo que se encontravam na paragem. Claro está, depois do pequeno almoço ligou à sua mãe a informar que tinha dormido em casa da namorada e que no dia seguinte iam acampar. Ela ainda o questionou de quanto tempo iam e para onde iam, mas não adiantou muitos pormenores. Sabia que ela continuava a ser mãe dele e continuava a adorá-la, mas estava demasiado magoado com ela.
Por isso, depois daquela chamada, resolveram almoçar juntos, mesmo ali em casa. Ajudou Auri a cozinhar. Fizeram uma comida simples, massa com carne, que no final ficou deliciosa, talvez por ambos colocarem tanto amor no que estavam a fazer. Deliciaram-se e foram passear. Era estranho como agora que tinham feito amor pela primeira vez, ainda a desejasse mais, no entanto, não queria parecer um tarado que apenas pensa em sexo, de maneira que era melhor saírem de casa e apanharem um pouco de ar. Caminharam um pouco, pela beira do rio, enquanto planeavam o que cada um deveria levar para o acampamento. Ambos decidiram levar alguma comida e agua, pelo menos para o inicio, nao sabiam exatamente onde poderiam comer ou se havia algum sitio conveniente para comprar comida, para alem de que parte da comida que ficaria em casa de Auri acabaria por se estragar dali a uns dias.
O tempo passou a correr e pouco depois de comerem um gelado, já eram 18h e tinham de ir para casa, preparar as malas. Auri voltou a pé, visto ainda ser de dia e estar mesmo ali ao lado, foi sozinha até casa, de outra forma Hélio iria com ela. Este, apanhou o próximo autocarro que também não demorou muito tempo e seguiu até à sua paragem. Mesmo a viagem sendo curta, foi o suficiente para relembrar tudo o que se passou. Não se lembrava se alguma vez ter dormido tão bem, mesmo tendo acordado de manhã, umas boas horas antes de se levantarem. Acordou com um doce beijo de Auri. Por momentos quase não acreditou que ali estivesse, mas estava e provou-o a sim próprio beijando-a e puxando-a mais para si. E assim dormiram, até decidirem que ficar mais tempo na cama seria demasiado demasiadamente pouco produtivo para tudo o que ainda queriam fazer juntos.
Chegou à sua paragem, saiu e seguiu até casa. Diretamente para o quarto. Tambem nao estava mais ninguém em casa. Arrumou um monte de roupa, maioritariamente de verão, foi até à dispensa buscar alguma comida e duas garrafas de água e empacotou tudo. No final, já incluindo a tenda que estava no fundo do seu guarda fatos, ficou com duas mochilas bastante compactadas e pesadas. Foi até ao pc e não resistiu jogar um pequeno jogo online, afinal, não ia jogar nos próximos tempos, aproveitou e deixou essa informação no seu perfil para que os seus amigos soubessem que estava off por algum motivo. Pouco tempo passou até que a porta da entrada abrisse e os seus pais chegassem. Resolveu descer, visto que tinha passado a noite fora de casa e não tinha avisado, seria no mínimo de mau tom não o fazer.
- Boa noite - disse ao descer.
- Boa noite, Hélio - responderam ambos.
- Para onde vais amanhã afinal? - perguntou a sua mãe.
- Acampar.
- Sim, mas onde? - interrogou o seu pai calmamente.
Ficou um pouco relutante em responder. Não é como se devesse realmente safisfações, já tinha feito dezoito anos, mas na verdade devia, vivia debaixo do teto deles e eram eles que o sustentavam por isso.
- Naquele acampamento perto da praia a que fomos há uns anos atrás.
- Tens comida? - continuou o seu pai.
- Sim. - respondeu secamente.
- Sabes Hélio, independentemente de tudo, eu sou teu pai e preocupo-me contigo. Não me importo que vás acampar com a Auri, mas se acontecer alguma coisa, liga-nos, sejam que horas forem, estamos entendidos?
- Sim, eu sei pai.
Passaram o resto do tempo apenas a ver televisão, num silencio incómodo. Depois jantaram, massa com carne, muito mais elaborada do que a que tinha feito ao almoço, mas nem por isso mais saborosa. Depois de jantar, um banho rápido e cama. No dia seguinte tinha um longo dia.
- Dorme bem A. Até amanhã. Amo-te. - foi a ultima sms que enviou à sua namorada naquela noite.
<->-<->-<->-<->-<->
Levantou-se cedo. Queria garantir que não perdia o autocarro. Tomou um grande pequeno almoço, algo que nao costumava fazer muitas vezes, e saiu carregado. Apanhou o autocarro até à paragem onde teria de fazer escala. Depois de chegar, esperou aproximadamente cinco minutos até ver Auri carregada até à ponta dos cabelos. Também ela trazia duas mochilas, embora fossem menores. Quase ficou preocupado com a falta de espaço que iam ter dentro da tenda com toda aquela bagagem, mas depressa o esqueceu ao olhar para as curvas dela. Estava vestida com uma camisola de alças, ou pelo menos parecia por debaixo do casaco fino, uns calções curtos e umas sapatilhas, toda ela bastante desportiva.
Abraçaram-se e beijaram-se, como se não se vissem há semanas. Cada momento afastados parecia uma eternidade. Entretanto o autocarro chegou, colocaram as malas na bagageira lateral e seguiram para a nova aventura. Juntos, de mãos dadas e óculos de sol.
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
Right person - part 17
Nem sequer pensou no assunto. Assim que ela acabara de fazer a pergunta, literalmente saltou para a frente dela e beijou-a, abraçou-a e levantou-a no ar rodando de alegria.
- Isso é um sim? - perguntou ela enquanto abria a porta de casa.
- Sim! É mais que um sim!
- Mais que um sim? - Interrogou na brincadeira.
Ela parecia fazer sempre este tipo de perguntas para o qual nunca se tem exatamente a resposta, mesmo tendo acabado de dizer o que ela questionou. Por isso respondeu da melhor maneira que se lembrou. Beijou-a e atravessaram a soleira da casa.
- A minha casa não é propriamente tão grande quanto a tua mas...
Realmente a casa era pequena e antiga, mas estava bastante arrumada e de certa forma tinha um ar extremamente acolhedor. Sentiu-se mais em casa ali, mesmo tendo acabado de chegar, que na sua própria casa, exceptuando o seu quarto.
- Então é aqui que passas o teu tempo... - exclamou sorrindo ao conhecer a casa da namorada - Parece ser bem fixe viver aqui.
- Não me posso queixar. Queres beber alguma coisa ou assim? - perguntou levando-o para a sala.
- Ou assim - respondeu segurando-lhe a cintura.
- Posso arranjar isso.
Sentaram-se no sofá, nunca parando de se beijar e um pouco depois as mãos de Hélio estavam novamente nas ancas de Auri, por baixo do vestido. Hesitou por um momento. E se estivesse a ir mais longe do que ela desejava? Não a queria forçar a nada. Mas o seu pequeno momento de hesitação foi o suficiente para que ela se colocasse por cima dele e já não estavam sentados no sofá. Ela arrancou-lhe a camisola e ele, por sua vez retirou-lhe o vestido. Nenhum dos dos se importava com mais nada. A casa poderia literalmente cair que eles não dariam conta. Só queria beijá-la. Só queria estar mais perto dela e fazê-la sentir-se bem, de todas as formas que conseguisse imaginar. Por isso, era o que ia fazer.
a certa altura, quando já estavam os dois descalços, Auri levantou-se suavemente de cima dele e puxou-o, ao que ele se levantou logo, agarrando-se a ela e beijando-lhe o pescoço.
- É mais confortável estarmos no meu quarto...
E assim foram, devagar e quase chocando com as paredes. chegando ao quarto Hélio foi empurrado para a cama de casal lá existente. Por mais que soubesse que a sua namorada era bonita, nunca pensou que ela ficasse tão bem apenas de roupa interior. Continuaram o que começaram no sofá da sala e um pouco depois também já tinha perdido as calças. Estava bastante excitado. Estavam os dois. Ia ser a primeira vez de ambos. Rolaram na cama por entre beijos e quando ficou no topo, começou a beijá-la no pescoço, passando devagar os seus lábios por todo os seu corpo até chegar aos seios, onde parou um pouco para retirar o sutiã que estranhamente desapertava à frente e não atrás como seria de esperar. Continuou com os beijos até que a deixou completamente despida e mais húmida que antes. Quando voltou a ir para cima dela, depois de lhe retirar todas as roupas e de retirar as suas também, olhou-a nos olhos e parou.
- Eu amo-te. Amo-te mesmo! Nunca amei ninguém assim Auri.
- Eu também te amo Hélio - disse abraçando-o enquanto os dois se tornavam num só.
terça-feira, 5 de agosto de 2014
The hunger games - Catching fire - conclusão
Finalmente li o livro e vi o filme. A história está fantástica, mas depois do primeiro, nem esperava outra coisa. Para ser franco, o filme está um pouco pobre, assim como o primeiro, mas está bem conseguido e relativamente fiel ao livro. Claro, perde imenso nos pormenores. Houve uma cena inteira cortada, que era mais ou menos relevante, sim, porque antes da ceifa, supostamente a Katniss deveria ter ficado com a cara toda negra e bastante magoada numa perna por ter saltado de uma árvore a uma altura de três metros. Uma outra parte que não gostei particularmente foi quase no final. Notou-se que quem fez o filme leu realmente o livro, mas no livro não se percebia à partida o que estava a acontecer, quem era aliado, quem era inimigo, e ali, foi apenas demasiado óbvio.
Críticas à parte, foi um filme muito bom, história brilhante, estou ansioso por ler a terceira parte e para, eventualmente, ver o terceiro filme!
Até.
Críticas à parte, foi um filme muito bom, história brilhante, estou ansioso por ler a terceira parte e para, eventualmente, ver o terceiro filme!
Até.
sábado, 2 de agosto de 2014
Banho de cerveja
Quando alguém vos disser que os melhores banhos são de cerveja, não acreditem. Não são. Nada fixe mesmo. Experimentei hoje e não é agradável, apenas fresco. Também foram só sete imperiais, ou finos, dependendo da vossa localização geográfica. Interessante como as coisas mudam de nome dependendo de onde moram. Isto dentro do mesmo país. Cerveja é cerveja, independentemente do que lhe chamem.
Voltando ao meu esplêndido dia, em que teve um pouco de tudo, até mesmo estes banhos fantásticos. Foi daqueles dias que mais valia não ter saído da cama. É que não mesmo. Mas sou obrigado não é? Há coisas que se têm de fazer e não é por não nos apetecer muito que não as fazemos.
Novamente, e apenas para reforçar, banhos é com água pessoal!! Cerveja só mesmo para beber, se bem que, um dia, uma grande sábia disse-me em conversa, quando falávamos de cremes anti-rugas ou algo do género "Não ponho nada na pele que não colocaria na boca", suponho que neste caso seja o contrário. Ainda estou a dever um café a essa senhora, extraordinário o numero de cafés que vou ficando a dever às pessoas. A contar com esse são dois ou três. Talvez não seja assim tão extraordinário, mas é interessante pensar nas pessoas do passado e pensar que ofereci esses cafés apenas para manter essa porta aberta, para que um dia tenha a desculpa de dizer "Hei, estou-te a dever um café, que tal hoje?", se bem que neste caso é mais "estou-lhe", há que ter respeito pelas pessoas mais sábias que nós.
"Wow, o miúdo egocêntrico está a considerar alguém sábio" pensarão muitas pessoas ao ler isto, claro, se muitas pessoas lê-sem, algo que sem dúvida alguma não acontece, but, who cares? E sim, considero muitas pessoas mais sábias ou inteligentes que eu, mesmo porque de sabedoria ainda tenho pouco, mesmo sendo mais ou menos inteligente. E depois, para mim existem algumas pessoas, menos, que são sábias por algum motivo, talvez nem tenham muitos mais conhecimentos que outras pessoas que conheça, nem mesmo sejam mais inteligentes, mas por algum motivo admiro-as. Penso que é uma das coisas que falta a estes miúdos de hoje em dia, admirar alguém para além de um monte de bandas e atores que apenas vendem a sua imagem, quem diz isso diz jogadores de futebol. E sim, musica e cinema é importante, a vida sem esses dois tipos de arte seria bastante complicada, mas eu estava mais a falar de jovens viciados que apenas vêm isso à frente, um pouco como são as fãs de justin bieber, ou eram... Não sei!
Anyway, já chega, o que era para ser dito, dito está. Nada de banhos com cerveja e colocar em mente que tenho de pagar estas dividas de cafés antes que perca as pessoas de vista!
Até.
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
Futuro.
Há já algum tempo que me deixei de pensar no futuro. Para quê fazer planos se existe algo que os acaba por arruinar? Existiu um período da minha vida em que vivia apenas pensando que no futuro tudo se haveria de compor. Grande erro. E agora não penso. Vivo, ou sobrevivo, não interessa, mas não penso. De que vale planear quando não podemos prever tudo? Existem demasiadas coisas imprevisíveis, demasiadas coisas que não dependem de nós. Agora apenas penso no futuro, quando o presente está arruinado.
Hoje acordei a pensar no futuro. O quanto vou ganhar e o quanto vou perder. Perder tudo, ganhar nada. É o que me parece neste momento. Não é minimamente justo e começo a ficar cansado das injustiças desta vida. Ponham-me obstáculos com que eu possa lutar, que eu possa ultrapassar, agora coisa que não posso controlar, que não podem ficar nas minhas mãos, que não posso fazer absolutamente nada para combater e que apenas dependem dos outros... Não poderia ser pior. Pois, se calhar é essa a ideia de um obstáculo não é? Sim, mas duas vezes? Qual é o objetivo? Se é que existe algum!
E sim, eu acredito em Deus, assim como acho que Ele não faz milagres ou coisa alguma. Deu-nos as ferramentas que precisamos para evoluir e agora que temos os meios, ou a capacidade para os construir, que nos temos de desenrascar, e esta teoria sempre me pareceu bem, até que aconteceu tudo isto, e talvez já não me esteja a referir ao meu caso em concreto! Mas colocar algo a nossa frente que não podemos fazer nada para ultrapassar nem evitar de alguma forma, onde é que estão os meios ou as ferramentas para o evitar?? Onde está a nossa chance para sobreviver!? Sempre acreditei que existisse alguma justiça nas coisas, uma certa lógica no meio do raio do caos, mas muitas vezes começo a pensar que não existe nada. Isso ou Deus está-se a borrifar para o que acontece a este mundo! Ou pura e simplesmente, é ainda mais sádico que eu! Não quero acreditar nisto. Quero ainda acreditar que tudo acontece por um motivo, mas fodasse, que motivos tão errados serão estes!?
Talvez seja apenas eu que não seja inteligente o suficiente, talvez tenha demasiada raiva reprimida, demasiado ódio, demasiada angustia e até demasiado amor. Talvez não consiga ver as coisas com a clareza necessária. Talvez esteja errado. Talvez. Talvez!!
O que é certo é que não consigo ver o meu futuro, olho para tudo e apenas vejo erros.
O que realmente quero fazer? O que considero mesmo importante para mim?
A vida é demasiado curto para desperdiçar o meu tempo desta maneira, mas também é demasiado curta para que não a aproveite convenientemente.
Para agora, apenas existe uma ou duas coisas que não aguentaria mesmo perder.
Até.
quarta-feira, 30 de julho de 2014
De que vale...?
Os melhores dias são, e serão sempre, aqueles que não podemos aproveitar. Nós humanos adaptamo-nos a tudo, mas nunca me habituarei a isto.
Preciso de uma bebida. Nenhuma das bebidas que se bebem por este mundo fora. Não quero alcool, hoje não, agora não. Quero algo gelado que me tire este desconforto deste calor agoniante que não me deixa respirar!
E olho para o dia e penso.Porque não o posso agarrar e levar comigo para um tempo distante, quando tiver a disponibilidade de o aproveitar, deitar-me ao sol e relaxar, ou melhor ainda, algo que não digo nem às sombras em quem sempre confiei, ou nunca, por vezes é difícil distinguir os dois.
Não levamos nada connosco. Apenas o que vivemos no presente que se transforma em meras memórias para recordar e reviver quantas vezes a nossa sanidade permitir. E todos os dias que não podemos aproveitar, ficam perdidos eternamente, sem ser desfrutados de forma nenhuma, nem com uma bebida fresca, nem com um beijo caloroso. Dias assim, que de outra forma poderia ser perfeitos, são apenas esquecidos, para não serem mais revividos ou gravados onde quer que seja. A banalidade é um tormento.
De que vale um dia sem nuvens, limpo e claro, com uma temperatura perfeita e uma brisa suave se não o podemos desfrutar? Se não podemos pegar nele e levá-lo para quando quisermos? De que valem os dias e as noites sem aquela companhia que está longe ou a magia do seu beijo?
De que vale a vida se a passamos a lutar para que um dia possamos descansar sem que nunca descansemos?
Os dias foram feitos para aproveitar, antes que desapareçam, ou não?
Até.
Preciso de uma bebida. Nenhuma das bebidas que se bebem por este mundo fora. Não quero alcool, hoje não, agora não. Quero algo gelado que me tire este desconforto deste calor agoniante que não me deixa respirar!
E olho para o dia e penso.Porque não o posso agarrar e levar comigo para um tempo distante, quando tiver a disponibilidade de o aproveitar, deitar-me ao sol e relaxar, ou melhor ainda, algo que não digo nem às sombras em quem sempre confiei, ou nunca, por vezes é difícil distinguir os dois.
Não levamos nada connosco. Apenas o que vivemos no presente que se transforma em meras memórias para recordar e reviver quantas vezes a nossa sanidade permitir. E todos os dias que não podemos aproveitar, ficam perdidos eternamente, sem ser desfrutados de forma nenhuma, nem com uma bebida fresca, nem com um beijo caloroso. Dias assim, que de outra forma poderia ser perfeitos, são apenas esquecidos, para não serem mais revividos ou gravados onde quer que seja. A banalidade é um tormento.
De que vale um dia sem nuvens, limpo e claro, com uma temperatura perfeita e uma brisa suave se não o podemos desfrutar? Se não podemos pegar nele e levá-lo para quando quisermos? De que valem os dias e as noites sem aquela companhia que está longe ou a magia do seu beijo?
De que vale a vida se a passamos a lutar para que um dia possamos descansar sem que nunca descansemos?
Os dias foram feitos para aproveitar, antes que desapareçam, ou não?
Até.
terça-feira, 29 de julho de 2014
Right person - part 16
Passou um mês e continuava chateado com os seus pais, especialmente com o seu pai, visto que tudo se passou com ele. Durante aquele tempo, passou o mínimo de tempo possível em casa, mesmo estando de férias. O pior de tudo, é que não conseguia encarar ainda o resto da sua família. Será que todos sabiam menos ele e fez papel de parvo? Será que ainda estão todos na ignorância como ele estava? E se sabem, como é que os ia encarar agora, quando eles sabiam o que o seu pai tinha feito e sabiam que ele não sabia de nada! Portanto, para além de evitar os seus pais, evitou toda a gente. Chegou mesmo a arranjar um pequeno part-time, que lhe rendeu algum dinheiro, mas foi uma coisa passageira, e já tinha terminado. Por isso, e por outros tantos motivos, passou muito boa parte do seu tempo com Auri.
Estava a agarrar o telemóvel quando recebeu uma mensagem dela. Estava a convidá-lo para ir ao cinema naquela noite. Obviamente que aceitou. Já não iam ao cinema há algum tempo e a ideia de estar com Auri, de preferência sozinhos, no escuro do cinema, agradava-lhe. Entretanto, ainda tinha imenso tempo até à hora combinada. Mesmo que chegasse um pouco mais cedo, para jantar junto ao cinema. Fez a coisa mais logica que poderia fazer para passar o tempo. Pegou no pc e jogou um jogo online. Nem deu pelo tempo passar, quando olhou para as horas eram quase sete da tarde. Saiu do jogo, por mais que os colegas de equipa lhe pedissem para não o fazer, provavelmente iriam falhar na missão por causa da sua ausência, desligou o pc, que ficou a fazer actualizações e foi tomar um banho rápido. Depois de se secar, quase por completo, vestiu-se à pressa, por estranho que pareça, vestiu umas calças, algo que já não fazia há algum tempo, devido ao calor, mas parecia que naquela noite ia estar fresco.
Menos de cinco minutos depois, estava na paragem de autocarro. Ainda bem que passavam autocarros quase de dez em dez minutos. Apanhou o seguinte e seguiu até ao forum. Depois, foi jantar, mesmo sendo um pouco cedo para o fazer, pois se esperasse até horas que para ele fossem decentes, iria estar muito mais caótico. Assim, jantou calmamente, comento metade de uma pizza. Ainda lhe sobrou tempo para ver os filmes em exibição e comprar os bilhetes com alguma antecedência, antes que apanhasse uma fila enorme. Estava concentrado a olhar para o cartaz dos filmes que iriam entrar em exibição quando lhe tocaram no ombro. Era Ela, conhecia bem o seu toque e foi-lhe impossível não sorrir. Virou-se e ficou deslumbrado com a sua beleza.
- Uau - Não é que ela não estivesse sempre bonita, mas estava ainda mais, parecia ficar cada vez mais bela, de cada vez que a via.
Beijou-a e abraçaram-se. Por momentos esqueceu de que iam para o cinema a seguir. Aliás, esqueceu-se de tudo o que estava a sua volta, do passado ou futuro, apenas existia aquele momento, apenas existia ela e a sua vontade de a abraçar com força, sem que nunca lhe passasse sequer pela cabeça larga-la. Por momentos tudo ficou bem e nada mais importava. Mas um beijo não dura para sempre, mesmo que fique para sempre na memória.
- Compraste os bilhetes?
- Sim - respondeu retirando-os do bolso das calças.
Deram as mãos e foram até à sala do seu filme. Sentaram-se num lugar aconchegante, não ligando ao numero que estava nos seus bilhetes. A publicidade tinha acabado de começar quando desistiu de tentar resistir a Auri.
-Tu és insaciável - disse-lhe ela quando lhe beijou o pescoço calorosamente.
-Quero-te tanto, meu anjo - sussurrou-lhe ao ouvido.
Olharam-se nos olhos e percebeu que ele não era o único a querer. E, depois de fugir aos seus beijos, foi ela quem o beijou. As suas mãos começaram a agir por conta própria e enquanto ela tirava o casaco já estavam por baixo do seu vestido, junto às ancas. Beijou-a ainda mais. Não conseguia parar. Até que, subitamente....
- Se querem fazer essas poucas vergonhas, fiquem em casa! Se continuarem no marmelanço chamo o segurança, ao menos sejam discretos e não façam sons! - gritou um homem de umas filas mais abaixo. - Crianças pá! - completou enraivecido.
Pararam constrangidos. Auri até voltou a vestir o casaco. Aparentemente o filme já estava a começar. Nenhum dos dois tinha dado conta."Nós não moramos na mesma casa" pensou em dizer. Mas o homem tinha razão, aquele não era o local. O que lhe deu uma ideia interessante.
Viram o filme quase sem conversar, pelo menos até ao intervalo. Depois, novamente, não conseguiram resistir um ao outro, mas desta vez contiveram-se um pouco mais. O suficiente pelo menos. A segunda parte do filme foi mais interessante e já não se sentiam constrangidos, mesmo o homem continuando a olhar para trás de cinco em cinco minutos. Para dizer a verdade, embora ele pudesse ter um pouco de razão inicialmente, já o começava a irritar. Optou por não ligar, preferindo não estragar o encontro com a sua namorada por causa de um atrasado qualquer. Saíram do cinema quase à meia noite, portanto já não era possível comprar comida, ou o que quer que fosse, no forum, de forma que abandonaram o centro comercial e apanharam um autocarro. Resolveu acompanhar Auri literalmente até casa, visto que a hora já era tardia e nunca se sabia bem o que poderia acontecer numa noite de verão a uma rapariga sozinha.
- Alguma vez acampas-te? - Perguntou Hélio pelo caminho.
- Não... e tu?
- Também não... Mas gostava de o fazer...
- É, eu também... Nunca tive tempo ou oportunidade até agora...
- Queres ir acampar? Comigo?...
- Quando? - Respondeu ela com um sorriso.
- Não sei, amanhã? - Disse ele sorrindo também. Era bastante complicado não estar sempre a sorrir na presença dela.
- Não é um bocadinho de nada repentino?...
- Um pouco, mas pode ser depois de amanhã, não há problema! - Gracejou.
- Está bem.
O seu coração acelerou mais um pouco. Por este andar ia ficar com pressão alta. Não pensou que ela fosse dizer que sim, mas na verdade, porque não haveria? Ia ser fantástico.
Entretanto chegaram a casa de Auri. Como ela dissera antes de saírem do autocarro, era mesmo perto da paragem e não iria encontrar ninguém pelo caminho, mas preferiu prevenir de qualquer das formas, mesmo agora tendo de voltar para trás e tendo de esperar quase meia hora pelo próximo autocarro. Chegaram a porta, abraçaram-se, beijaram-se, perderam um pouco a noção do tempo e afastaram os seus corpos devagar, por mais que estes se atraíssem mutua e involuntariamente, até que ficaram apenas de mãos dadas.
- Até amanhã, Auri.
- Até amanhã...
- Não te esqueças do nosso acampamento... - disse começando a largar-lhe a mão e começando a fazer o caminho que acabaram de fazer.
- Hélio! - Chamou depois de dar dois passos.
- Sim - respondeu, virando-se automaticamente.
- Não queres entrar um pouco?...
Até.
Estava a agarrar o telemóvel quando recebeu uma mensagem dela. Estava a convidá-lo para ir ao cinema naquela noite. Obviamente que aceitou. Já não iam ao cinema há algum tempo e a ideia de estar com Auri, de preferência sozinhos, no escuro do cinema, agradava-lhe. Entretanto, ainda tinha imenso tempo até à hora combinada. Mesmo que chegasse um pouco mais cedo, para jantar junto ao cinema. Fez a coisa mais logica que poderia fazer para passar o tempo. Pegou no pc e jogou um jogo online. Nem deu pelo tempo passar, quando olhou para as horas eram quase sete da tarde. Saiu do jogo, por mais que os colegas de equipa lhe pedissem para não o fazer, provavelmente iriam falhar na missão por causa da sua ausência, desligou o pc, que ficou a fazer actualizações e foi tomar um banho rápido. Depois de se secar, quase por completo, vestiu-se à pressa, por estranho que pareça, vestiu umas calças, algo que já não fazia há algum tempo, devido ao calor, mas parecia que naquela noite ia estar fresco.
Menos de cinco minutos depois, estava na paragem de autocarro. Ainda bem que passavam autocarros quase de dez em dez minutos. Apanhou o seguinte e seguiu até ao forum. Depois, foi jantar, mesmo sendo um pouco cedo para o fazer, pois se esperasse até horas que para ele fossem decentes, iria estar muito mais caótico. Assim, jantou calmamente, comento metade de uma pizza. Ainda lhe sobrou tempo para ver os filmes em exibição e comprar os bilhetes com alguma antecedência, antes que apanhasse uma fila enorme. Estava concentrado a olhar para o cartaz dos filmes que iriam entrar em exibição quando lhe tocaram no ombro. Era Ela, conhecia bem o seu toque e foi-lhe impossível não sorrir. Virou-se e ficou deslumbrado com a sua beleza.
- Uau - Não é que ela não estivesse sempre bonita, mas estava ainda mais, parecia ficar cada vez mais bela, de cada vez que a via.
Beijou-a e abraçaram-se. Por momentos esqueceu de que iam para o cinema a seguir. Aliás, esqueceu-se de tudo o que estava a sua volta, do passado ou futuro, apenas existia aquele momento, apenas existia ela e a sua vontade de a abraçar com força, sem que nunca lhe passasse sequer pela cabeça larga-la. Por momentos tudo ficou bem e nada mais importava. Mas um beijo não dura para sempre, mesmo que fique para sempre na memória.
- Compraste os bilhetes?
- Sim - respondeu retirando-os do bolso das calças.
Deram as mãos e foram até à sala do seu filme. Sentaram-se num lugar aconchegante, não ligando ao numero que estava nos seus bilhetes. A publicidade tinha acabado de começar quando desistiu de tentar resistir a Auri.
-Tu és insaciável - disse-lhe ela quando lhe beijou o pescoço calorosamente.
-Quero-te tanto, meu anjo - sussurrou-lhe ao ouvido.
Olharam-se nos olhos e percebeu que ele não era o único a querer. E, depois de fugir aos seus beijos, foi ela quem o beijou. As suas mãos começaram a agir por conta própria e enquanto ela tirava o casaco já estavam por baixo do seu vestido, junto às ancas. Beijou-a ainda mais. Não conseguia parar. Até que, subitamente....
- Se querem fazer essas poucas vergonhas, fiquem em casa! Se continuarem no marmelanço chamo o segurança, ao menos sejam discretos e não façam sons! - gritou um homem de umas filas mais abaixo. - Crianças pá! - completou enraivecido.
Pararam constrangidos. Auri até voltou a vestir o casaco. Aparentemente o filme já estava a começar. Nenhum dos dois tinha dado conta."Nós não moramos na mesma casa" pensou em dizer. Mas o homem tinha razão, aquele não era o local. O que lhe deu uma ideia interessante.
Viram o filme quase sem conversar, pelo menos até ao intervalo. Depois, novamente, não conseguiram resistir um ao outro, mas desta vez contiveram-se um pouco mais. O suficiente pelo menos. A segunda parte do filme foi mais interessante e já não se sentiam constrangidos, mesmo o homem continuando a olhar para trás de cinco em cinco minutos. Para dizer a verdade, embora ele pudesse ter um pouco de razão inicialmente, já o começava a irritar. Optou por não ligar, preferindo não estragar o encontro com a sua namorada por causa de um atrasado qualquer. Saíram do cinema quase à meia noite, portanto já não era possível comprar comida, ou o que quer que fosse, no forum, de forma que abandonaram o centro comercial e apanharam um autocarro. Resolveu acompanhar Auri literalmente até casa, visto que a hora já era tardia e nunca se sabia bem o que poderia acontecer numa noite de verão a uma rapariga sozinha.
- Alguma vez acampas-te? - Perguntou Hélio pelo caminho.
- Não... e tu?
- Também não... Mas gostava de o fazer...
- É, eu também... Nunca tive tempo ou oportunidade até agora...
- Queres ir acampar? Comigo?...
- Quando? - Respondeu ela com um sorriso.
- Não sei, amanhã? - Disse ele sorrindo também. Era bastante complicado não estar sempre a sorrir na presença dela.
- Não é um bocadinho de nada repentino?...
- Um pouco, mas pode ser depois de amanhã, não há problema! - Gracejou.
- Está bem.
O seu coração acelerou mais um pouco. Por este andar ia ficar com pressão alta. Não pensou que ela fosse dizer que sim, mas na verdade, porque não haveria? Ia ser fantástico.
Entretanto chegaram a casa de Auri. Como ela dissera antes de saírem do autocarro, era mesmo perto da paragem e não iria encontrar ninguém pelo caminho, mas preferiu prevenir de qualquer das formas, mesmo agora tendo de voltar para trás e tendo de esperar quase meia hora pelo próximo autocarro. Chegaram a porta, abraçaram-se, beijaram-se, perderam um pouco a noção do tempo e afastaram os seus corpos devagar, por mais que estes se atraíssem mutua e involuntariamente, até que ficaram apenas de mãos dadas.
- Até amanhã, Auri.
- Até amanhã...
- Não te esqueças do nosso acampamento... - disse começando a largar-lhe a mão e começando a fazer o caminho que acabaram de fazer.
- Hélio! - Chamou depois de dar dois passos.
- Sim - respondeu, virando-se automaticamente.
- Não queres entrar um pouco?...
Até.
segunda-feira, 28 de julho de 2014
Deplorável
Trabalhar com o publico alvo de uma forma tão direta não é pêra doce, especialmente um público tão complicado. Perco a conta às vezes que me apetece puxar a mão atrás e resolver as coisas como deveria ser em tempos. Parece que esta nossa estúpida noção do "não à violência" em vez de nos tornar mais civilizados apenas nos tornou mais mal educados. Anteriormente, antes de existir toda esta democracia e esta ideia de que quando algo de mal acontece chamamos a policia e eles hão-de fazer alguma coisa em relação a isso, uma pessoa tratava-nos de uma forma inapropriada, tratava-mos do assunto na hora. Quer fosse diplomaticamente ou à "Tuga" que implica ir até lá fora e partir uns dentes, ou assim. E esta nossa falta de reação leva a outras questões, ainda mais graves. Porque uma coisa é uma pessoa ser mal educada, ou estúpida até para comigo e não fazer nada, outra é essa mesma pessoa por algum motivo passar-se e agir de forma violenta e ninguém fazer nada. Que seria o mais provável que acontecesse.
O que me leva a pensar. Considerando que me ando a passar que que possuo um desequilibro psíquico descomunal, se me passar de vez, e puxar a mão atrás para resolver as coisas, mesmo não resolvendo nada, quantos deixaria eu estendidos pelo chão até que alguém se lembrasse que se calhar era melhor impedir-me de matar toda a gente?... Claro, os seguranças servem para isso, mas tirando eles, o mais provável é que demorasse até que alguém se apercebesse e finalmente tomasse partido de alguma das partes.
Tudo isto, toda esta situação, toda esta coisa em que a nossa sociedade se foi transformando ao longo dos tempos, é deplorável.
Já lá vai o tempo em que éramos assaltados na rua e nos podíamos defender. Agora é "ai ai, chamem a policia" --' just... E ainda por cima, os poucos que pensam de forma diferente, defendem-se e ainda são acusados de violência!! Épico.
Até.
O que me leva a pensar. Considerando que me ando a passar que que possuo um desequilibro psíquico descomunal, se me passar de vez, e puxar a mão atrás para resolver as coisas, mesmo não resolvendo nada, quantos deixaria eu estendidos pelo chão até que alguém se lembrasse que se calhar era melhor impedir-me de matar toda a gente?... Claro, os seguranças servem para isso, mas tirando eles, o mais provável é que demorasse até que alguém se apercebesse e finalmente tomasse partido de alguma das partes.
Tudo isto, toda esta situação, toda esta coisa em que a nossa sociedade se foi transformando ao longo dos tempos, é deplorável.
Já lá vai o tempo em que éramos assaltados na rua e nos podíamos defender. Agora é "ai ai, chamem a policia" --' just... E ainda por cima, os poucos que pensam de forma diferente, defendem-se e ainda são acusados de violência!! Épico.
Até.
sábado, 26 de julho de 2014
Quem me dera...
Uma expressão que tenho usado muitas vezes ultimamente. Demasiadas. Realmente, foram mais ou menos bem utilizadas, pois possuo determinados desejos que não posso de todo atingir de momento e só mesmo por milagre ou que alguém de alguma forma os atingisse por mim e me desse a oportunidade de usufruir (é complicado falar de algo específico de uma forma tão geral, isto é o mais próximo de que me consigo aproximar sem revelar demasiado). De volta ao ponto original, usei demasiadas vezes essa expressão e nos últimos dias, depois de me aperceber do lapso, tenho controlado mais a língua. E por que raio estou eu a escrever sobre algo tão trivial? Bem, porque detesto repetir expressões, para começar, e porque detesto esta expressão em concreto. Porque ninguém me dará nada, não realmente. A maioria das pessoas estão um pouco habituadas a que tudo lhes caia ao colo, dinheiro, viagens, saídas, ok, se calhar estou a falar maioritariamente dos jovens a quem os pais dão tudo e mais alguma coisa. Mas não estou de todo apenas a falar de meninos mimados e ricos. A maioria dos jovens não sabe mesmo o que custa a vida. Sim, sim, todos já ouvimos essa expressão, mas acaba por ser verdade. E não, eu não estou acima de ninguém. Provavelmente também não sei realmente o que custa a vida. Nunca me esforcei muito para adquirir boas notas, nunca procurei muito por um trabalho, bem, procurar procurei, só nunca encontrei nenhum perto o suficiente da minha área de residência para que valesse o esforço, de maneira que acabava sempre por ser uma procura curta. E não quero com isto dizer que nunca trabalhei na vida, trabalhei algumas vezes, alguns dias, que se forem contabilizados em horas são equivalentes a algumas semanas de trabalho de muitos funcionários que se queixam dos seus horários. Mas não fui eu que encontrei mesmo nenhum desses trabalhos, tive sempre algum tipo de intermediário e isso não sabe bem a vitória. "Ah, mas o dinheiro é que conta", sim pois é, ganhei o dinheiro com o meu esforço, mas estou a tentar provar um ponto de vista diferente. O ponto de vista de que não nos esforçamos o suficiente. Não lutamos o suficiente e não vamos alcançar o suficiente, porque existe sempre alguém que o faça por nós, de alguma maneira. Ou pelo menos, na maioria de nós. Bem, no meu caso isso já não acontece e também já não preciso que aconteça. Consigo atingir sozinho os meus objetivos, e mesmo que não consiga, ninguém o conseguirá por mim, isso é certo.
Engraçado, quando comecei a escrever, apenas queria dizer o quão farto estava desta expressão horrível. "Quem me dera estar não sei onde", "quem me dera ter o que quer que seja", "quem me dera estar com não sei quem". Ninguém me vai dar nada disso. Nunca ninguém deu. Tudo o que tenho. Tudo o que atingi. É fonte do meu esforço. Tive de lutar por tudo o que conquistei. Talvez não tenha conquistado muito, talvez por não ter tido oportunidades o suficiente, ou talvez por ter desperdiçado demasiadas delas. Talvez essas oportunidades não tenham aparecido na altura certa. O que é certo é que, pouco ou muito, ninguém conquistou nada por mim. Eu conquistei, eu lutei, ganhei, mereci, ou mesmo que tenha tido sorte em alguma coisa, whatever. Ninguém o fez por mim, e ninguém o fará.
"Fight for yoursefl"
Até.
sexta-feira, 25 de julho de 2014
O que escrever às 02:59?
O barulho na rua era estupidamente irritante. Um anormal qualquer cantava às duas da manhã, tentava fazer algo que para ele era rap ou algo do género e de vez em quando mandava uma rima fácil para o meio. De repente a luz acendeu-se no corredor. Já há muito que coloquei os auscultadores nos ouvidos, por isso os meus sentidos em relação a tudo o que me rodeia não são certamente os mais apurados. Espero ver alguém passar, alguém que tenha acendido a luz. Não passou ninguém e a luz apagou. E acendeu, e apagou e acendeu e não parou.
A casa é antiga. Não tem isolamento de som ou do que quer que seja. Não podemos esperar que a instalação elétrica seja a melhor. Ou pelo menos é isso que dizemos a nós próprios sempre que encontramos algo diferente, algo de anormal. Uma explicação lógica que explique tudo sem qualquer margem para dúvidas. Mas a luz ainda não parou de acender e apagar e para além do candeeiro daquela lâmpada parecer uma daquelas lanternas antigas dos postes ou uma lanterna de cemitério, a situação já começa a tornar-se irritante. Ou pelo menos irritante o suficiente para escrever sobre ela. Pondero em me levantar para a ir apagar, talvez se premir o interruptor ela se apague de vez e me deixe sossegado com a minha escuridão. Mas isso implica levantar-me e eu sou demasiado preguiçoso para o fazer, especialmente depois de um dia de trabalho, em que tenho de estar pelo menos oito horas de pé, claro que acabo sempre por estar mais do que isso, mas isso é outra história, para se contar noutra altura. Para além de tudo isso, sobre o que escreverei a seguir para terminar este texto se for realmente apagar a luz e nada mais acontecer?
A minha musica parou. Altura perfeita para me levantar. Já está. Luz apagada. Agora sou só eu, o meu querido pc vermelho, isto dito por alguém que anda sempre vestido de preto é impressionante, o barulho da rua, nas pausas da música, e a dita música não é?
Queria mesmo que fosse algo de interessante isto da luz XD mas é apenas um prédio velho quase junto à costa, cheio de humidade, provavelmente. Raramente cá estou, acordado pelo menos. Tenho dormido imenso ultimamente, hábito que estou a tentar perder. Deve-se notar pela hora a que estou a publicar isto!!
De qualquer das formas, não me lembro quando foi a ultima vez que uma coisa que eu quisesse importasse realmente. O que eu quero normalmente fica sempre em último plano, mesmo quando depende de mim. Eu e esta mania de colocar as pessoas de quem gosto à minha frente e de ser muito correto com as pessoas no geral tem de terminar. Já não se fazem pessoas a sim, e as que assim são, acabam por se prejudicar em relação às outras.
A verdade é que estou de mau humor. O que é interessante, porque não estou com um humor assim há já algum tempo. O pior é que não o posso descarregar de forma nenhuma porque o seu motivo é vago e na verdade parvo e estúpido, em comparação com tudo o que me vai na alma pelo menos. E pronto, estou para aqui a ver se sai qualquer coisa disto. Inicialmente ainda parecia que iria surgir qualquer ato de literatura, entretanto ficou apenas uma grande baralhação de ideias que no geral é apenas triste. E é nisto que o pseudo-futuro-escritor se está a tornar. Um gajo mal humorado que trabalha imenso por um pseudo-salário (estou a estagiar e até estou a gostar, mas pronto, é para reclamar é para reclamar, há que ser dramático) e escreve quando deveria estar a descansar. PFF. Até a mim me enjoa.
Até.
Deus da Morte.
Subitamente,
Havia estrelas no céu,
Incandescentes.
Noites como aquela, não existem.
Inspiraram fundo e,
Gemendo de satisfação e
Ardendo de desejo,
Morreram eternamente.
Imortais.
Até.
Havia estrelas no céu,
Incandescentes.
Noites como aquela, não existem.
Inspiraram fundo e,
Gemendo de satisfação e
Ardendo de desejo,
Morreram eternamente.
Imortais.
Até.
quinta-feira, 24 de julho de 2014
Castelos...
O castelo desapareceu.
O sol pôs-se uma vez mais,
perdeu-se.
O tempo que passou
mudou tudo,
tudo o que era suposto mudar
e tudo o que era suposto ficar.
Mas até as as folhas caem
Para deixar nascer novas flores
E novos frutos
doces e sumarentos.
É essa a questão da mudança.
Existem sempre medo
de que os novos frutos
Não sejam doces como os que comemos.
O sol nasceu para um novo dia
e derreteu, aos poucos
a neve que se formou na escuridão.
As gotas das suas lágrimas
correram para os rios
e alimentaram as raízes dos gigantes
adormecidos no seu eterno inverno.
E uma vez mais
a vida renasceu.
Como se nada tivesse acontecido.
O castelo era apenas uma ilusão,
castelos constroem-se,
aos poucos.
Não nascem do dia para a noite
Nem da noite para o dia.
E agora pego em cada pedra
e empilho-a no lugar certo,
devagar e certeira
Porque existem coisas que não se querem fazer à pressa.
Até.
O sol pôs-se uma vez mais,
perdeu-se.
O tempo que passou
mudou tudo,
tudo o que era suposto mudar
e tudo o que era suposto ficar.
Mas até as as folhas caem
Para deixar nascer novas flores
E novos frutos
doces e sumarentos.
É essa a questão da mudança.
Existem sempre medo
de que os novos frutos
Não sejam doces como os que comemos.
O sol nasceu para um novo dia
e derreteu, aos poucos
a neve que se formou na escuridão.
As gotas das suas lágrimas
correram para os rios
e alimentaram as raízes dos gigantes
adormecidos no seu eterno inverno.
E uma vez mais
a vida renasceu.
Como se nada tivesse acontecido.
O castelo era apenas uma ilusão,
castelos constroem-se,
aos poucos.
Não nascem do dia para a noite
Nem da noite para o dia.
E agora pego em cada pedra
e empilho-a no lugar certo,
devagar e certeira
Porque existem coisas que não se querem fazer à pressa.
Até.
quarta-feira, 23 de julho de 2014
Pássaro azul
O pássara azul voou.
Deixou-me aqui sozinho
quando mais precisava das suas asas.
Deixou apenas uma pena
Uma recordação preciosa
Cheia de magia.
Os relâmpagos rasgam o céu
e a alma dos que ficaram
treme de agonia
Mas a minha não.
A minha foi com o coração
Voou com a luz.
Só a recordação ficou.
A recordação azul diamante
que nunca quebra.
Há quem diga que as recordações mais belas
São as que entristecem mais.
Só que o mundo mudou.
Ou terei sido eu?
Não interessa.
O que importa
é que tudo está diferente.
E não fico triste com a felicidade do passado
Nem com a dor do presente.
Porque não dói.
Mesmo quando penso na liberdade
do pássaro que não está aqui
e que quero que volte.
Ele há-de retornar com toda a sua luz
trazendo a força da primavera
e o calor do seu olhar.
O calor que ainda trago ao peito
juntamente com a sua pena
e o desejo do seu ninho.
Como quero voltar a voar.
Um dia volto.
Com o pássaro azul.
Até.
Deixou-me aqui sozinho
quando mais precisava das suas asas.
Deixou apenas uma pena
Uma recordação preciosa
Cheia de magia.
Os relâmpagos rasgam o céu
e a alma dos que ficaram
treme de agonia
Mas a minha não.
A minha foi com o coração
Voou com a luz.
Só a recordação ficou.
A recordação azul diamante
que nunca quebra.
Há quem diga que as recordações mais belas
São as que entristecem mais.
Só que o mundo mudou.
Ou terei sido eu?
Não interessa.
O que importa
é que tudo está diferente.
E não fico triste com a felicidade do passado
Nem com a dor do presente.
Porque não dói.
Mesmo quando penso na liberdade
do pássaro que não está aqui
e que quero que volte.
Ele há-de retornar com toda a sua luz
trazendo a força da primavera
e o calor do seu olhar.
O calor que ainda trago ao peito
juntamente com a sua pena
e o desejo do seu ninho.
Como quero voltar a voar.
Um dia volto.
Com o pássaro azul.
Até.
segunda-feira, 21 de julho de 2014
Right person - part 15
Subitamente ouviu um grito que o fez saltar da cama. Auri, pensou de imediato. Saiu do seu quarto praticamente a correr, sem perder tempo sequer para acender a luz. Quando chegou ao quarto de hospedes Auri estava na cama, toda molhada no próprio suor. Parecia ter acordado de um pesadelo horrível.
- Aurora, está tudo bem? - Nem sabia porque tinha colocado a pergunta daquela forma, é claro que não estava.
Não houve tempo para respostas, saiu da cama e foi até à casa de banho para mais um vómito ensanguentado. Hélio mal teve tempo de lhe segurar o cabelo e de a apoiar enquanto vomitava. Estava imensamente preocupado, e se os comprimidos não estivessem a fazer o efeito que deveriam? Mas claro, não o iria demonstrar, não queria que ela ficasse também assustada. Já bastava estar a passar por tudo aquilo. A sua mãe chegou logo em seguida.
- Aurora, querida? Como estás? - dirigindo-se para o filho. - Vai chamar a ambulância.
- Não - respondeu com uma voz frágil - Disseram no hospital que isto iria acontecer, pelo menos mais uma ou duas vezes.
- Tens a certeza? Se for preciso nós levamos-te.
- Não, obrigada. Vou tomar mais um comprimido e beber um chá para acalmar o estômago.
- Como queiras, O Hélio vai fazer-te o chá. Toma um banho, estás completamente encharcada, minha querida.
- Obrigada Helena.
A sua namorada dirigiu-se novamente para a casa de banho para tomar um duche. Sabia que não era altura para ter aqueles pensamentos, mas por um mero segundo pensou em como seria bom ir com ela. Claro, só se permitiu a pensar nisso quando já descia as escadas para a cozinha. Aqueceu a água numa cafeteira eléctrica, despejou a agua a ferver para o bule que preparou e colocou os saquinhos. Normalmente faria um chá com ervas, mas àquela hora não tinha muita paciência. Colocou o bule num tabuleiro, duas chávenas e bolachas e subiu. Só esperava que tivesse sido lento o suficiente para que Auri já estivesse vestida e rápido o suficiente para que ela não tivesse adormecido ainda. Por sorte, ou não, teve um timing perfeito. Entrou no quarto e ela estava a limpar o cabelo com a toalha. Ela era realmente bonita. Linda até. Mesmo notando-se que estava debilitada e cansada. Colocou o tabuleiro entre ambos e começou a servir o chá nas chávenas.
- Hélio, obrigada por tudo - disse abraçando-o,assim que ele pousou a primeira chávena.
- Eu vou ficar aqui contigo, para me certificar de que ficas bem - disse servindo a segunda chávena.
- Não precisas ficar, eu já estou bem.
- Não quero ouvir nada. Eu vou ficar na poltrona que é bastante confortável.
- Nem pensar. Podes ficar aqui comigo, na cama. Eu não me importo.
Sorriu, queria ter evitado sorrir tão abertamente, mas seria impossível não o fazer. Terminaram o chá, ele quase de uma vez, pois já começava a esfriar. Deu-lhe um longo beijo na testa e deitaram-se. Abraçou-a com força enquanto ela deitou a cabeça no seu peito. Amava mesmo aquela rapariga.
Adormeceram mais depressa do que conseguiram dar conta.
************
Passou uma semana desde que dormiram juntos. Finalmente Auri estava de boa saude, os vómitos e as dores pararam, por isso, deixou de existir motivo para que ela continuasse em casa de Hélio, por mais que este quisesse que ela ficasse. Não queria nada que ela fosse embora. Nada mesmo. E ela estava naquele momento a fazer as malas. Tinha gostado imenso que ela ali tivesse passado uns dias, mesmo que tivesse sido por um dos piores motivos que se pudesse esperar. Foi beber água. Não é que estivesse com muita sede, mas não sabia o que haveria de fazer. Não lhe apetecia fazer nada.
Estava a ser estupido e infantil, claro. Não era por ela sair de sua casa que deixaria de a ver. Tinha de ver as coisas pelo lado positivo. Ela já estava bem e já só faltava uma semana para terminarem as aulas. Podiam aproveitar bastante bem o tempo depois disso. Resolveu ir ter com ela, mesmo ela estando a preparar as suas coisas. Encaminhou-se até ao quarto de hóspedes e parou quando ouviu uma conversa lá dentro.
- ... Helena sabia. Ao Hélio nunca fomos capazes de dizer. Nunca pensei que o destino fosse de tal maneira macabro ao ponto de te trazer para a minha vida desta forma - estava o seu pai a dizer.
- Nunca foram capazes de dizer o quê? - Perguntou irritado abrindo a porta de rompante.
Detestava que lhe escondessem as coisas, especialmente coisas importantes. E aquilo parecia ser uma coisa bastante importante. A sua namorada parecia chocada ao mesmo tempo que enraivecida. O seu pai parecia quase tão abatido como quando estava preso.
- Hélio... Lamento imenso... Só te queríamos proteger...
- Proteger de quê? O que é que não me contaram? O que é que se passou?!
Nenhum dos dois parecia querer responder. Na verdade, Auri estava quase à beira das lágrimas. Não fazia ideia do que se passava e isso começava a irritá-lo verdadeiramente.
- Esta não é a melhor altura para falarmos do assunto, provavelmente...
- Provavelmente o quê pai? Não existe uma melhor altura para nada! Agora tens de contar.
Sentou-se na cadeira e esperou que Hélio se sentasse tambem.Sentou-se ao lado de Auri, na sua cama, que estava apenas chocada com tudo aquilo. Mesmo depois de se sentar, teve de esperar e estava prestes a começar a falar quando o seu pai começou.
- Há três anos... Quando tive todos aqueles problemas e fui preso...
- Sim, por causa do acidente e das mercadorias roubadas...
- Não... nós mentimos-te Hélio... As mercadorias que eu transportava não eram roubadas, não foi por isso que eu fui preso e tive de fazer serviço comunitário...
- Então? - Subitamente uma enorme raiva apoderou-se dele e apertou a mão da sua namorada com mais força.
- A verdade é que eu estava atrasado. Ia um pouco com velocidade a mais para a carga excessiva que trazia lá atrás. Estava a chover... Foi tudo tão rápido...!
Agora era o seu pai que parecia que ia chorar. Entretanto Aurora já estava a chorar abraçada ao seu braço. Não percebia. Não entendia porque lhe mentiram e não entendia porque isso estava relacionado com a sua namorada.
- O que é que foi rápido! Conta de uma vez, estou farto de fazer figura de ignorante!
- Despistei-me, tentei travar, mas apenas fez com que o camião deslizasse mais! Ia bater contra um carro que estava à minha frente! Olhei, quase como se o tempo parasse, eu vi duas crianças a espreitar para trás no banco do carro e desviei-me para o outro lado. Com toda a força guinei o volante, bati no separador da estrada, rompi-o até ao outro lado e acertei numa mota que ia a passar...
-Numa mota... - começava a entender aquelas palavras... Sabia que tinha existido um acidente, mas não fazia ideia que existia mais alguém envolvido. - Quem é que estava nessa mota!?
- O meu irmão! - disse Auri com as lagrimas a correr em bica.
O seu coração parou um segundo.
- E a Aurora também estava na mota... Foi um milagre ter sofrido tão poucos danos... físicos pelo menos.
- O que é que aconteceu ao irmão dela? Ele não...?
Não queria acreditar. Não podia ser verdade. O seu pai não podia ter morto uma pessoa, especialmente não o irmão da sua namorada. Não podia!
- Não sobreviveu... - Respondeu o pai com as lágrimas a começar a correr.
- E acharam que isso não era importante o suficiente para me contarem? - Explodiu - Como é que me podem ter escondido uma coisa destas?! - Levantou-se e começou a andar às voltas - como é que?..
- Desculpa Hélio... Desculpem os dois.
- Achas que passados três anos é um pedido de desculpas que vai fazer diferença!? Sinceramente! Por que é que não me contaram!? Nem consigo olhar para ti pai!
Pegou na mão de Auri e sairam ambos do quarto. A sua mãe estava na cozinha e veio à porta quando sairam de casa. Não conseguia continuar ali. Não podia.Apanharam um autocarro que estava quase vazio e sairam umas paragens mais à frente. Só pararam quando chegaram ao parque.
- Desculpa Auri... - disse abraçando-a.
Estava a ser estupido e infantil, claro. Não era por ela sair de sua casa que deixaria de a ver. Tinha de ver as coisas pelo lado positivo. Ela já estava bem e já só faltava uma semana para terminarem as aulas. Podiam aproveitar bastante bem o tempo depois disso. Resolveu ir ter com ela, mesmo ela estando a preparar as suas coisas. Encaminhou-se até ao quarto de hóspedes e parou quando ouviu uma conversa lá dentro.
- ... Helena sabia. Ao Hélio nunca fomos capazes de dizer. Nunca pensei que o destino fosse de tal maneira macabro ao ponto de te trazer para a minha vida desta forma - estava o seu pai a dizer.
- Nunca foram capazes de dizer o quê? - Perguntou irritado abrindo a porta de rompante.
Detestava que lhe escondessem as coisas, especialmente coisas importantes. E aquilo parecia ser uma coisa bastante importante. A sua namorada parecia chocada ao mesmo tempo que enraivecida. O seu pai parecia quase tão abatido como quando estava preso.
- Hélio... Lamento imenso... Só te queríamos proteger...
- Proteger de quê? O que é que não me contaram? O que é que se passou?!
Nenhum dos dois parecia querer responder. Na verdade, Auri estava quase à beira das lágrimas. Não fazia ideia do que se passava e isso começava a irritá-lo verdadeiramente.
- Esta não é a melhor altura para falarmos do assunto, provavelmente...
- Provavelmente o quê pai? Não existe uma melhor altura para nada! Agora tens de contar.
Sentou-se na cadeira e esperou que Hélio se sentasse tambem.Sentou-se ao lado de Auri, na sua cama, que estava apenas chocada com tudo aquilo. Mesmo depois de se sentar, teve de esperar e estava prestes a começar a falar quando o seu pai começou.
- Há três anos... Quando tive todos aqueles problemas e fui preso...
- Sim, por causa do acidente e das mercadorias roubadas...
- Não... nós mentimos-te Hélio... As mercadorias que eu transportava não eram roubadas, não foi por isso que eu fui preso e tive de fazer serviço comunitário...
- Então? - Subitamente uma enorme raiva apoderou-se dele e apertou a mão da sua namorada com mais força.
- A verdade é que eu estava atrasado. Ia um pouco com velocidade a mais para a carga excessiva que trazia lá atrás. Estava a chover... Foi tudo tão rápido...!
Agora era o seu pai que parecia que ia chorar. Entretanto Aurora já estava a chorar abraçada ao seu braço. Não percebia. Não entendia porque lhe mentiram e não entendia porque isso estava relacionado com a sua namorada.
- O que é que foi rápido! Conta de uma vez, estou farto de fazer figura de ignorante!
- Despistei-me, tentei travar, mas apenas fez com que o camião deslizasse mais! Ia bater contra um carro que estava à minha frente! Olhei, quase como se o tempo parasse, eu vi duas crianças a espreitar para trás no banco do carro e desviei-me para o outro lado. Com toda a força guinei o volante, bati no separador da estrada, rompi-o até ao outro lado e acertei numa mota que ia a passar...
-Numa mota... - começava a entender aquelas palavras... Sabia que tinha existido um acidente, mas não fazia ideia que existia mais alguém envolvido. - Quem é que estava nessa mota!?
- O meu irmão! - disse Auri com as lagrimas a correr em bica.
O seu coração parou um segundo.
- E a Aurora também estava na mota... Foi um milagre ter sofrido tão poucos danos... físicos pelo menos.
- O que é que aconteceu ao irmão dela? Ele não...?
Não queria acreditar. Não podia ser verdade. O seu pai não podia ter morto uma pessoa, especialmente não o irmão da sua namorada. Não podia!
- Não sobreviveu... - Respondeu o pai com as lágrimas a começar a correr.
- E acharam que isso não era importante o suficiente para me contarem? - Explodiu - Como é que me podem ter escondido uma coisa destas?! - Levantou-se e começou a andar às voltas - como é que?..
- Desculpa Hélio... Desculpem os dois.
- Achas que passados três anos é um pedido de desculpas que vai fazer diferença!? Sinceramente! Por que é que não me contaram!? Nem consigo olhar para ti pai!
Pegou na mão de Auri e sairam ambos do quarto. A sua mãe estava na cozinha e veio à porta quando sairam de casa. Não conseguia continuar ali. Não podia.Apanharam um autocarro que estava quase vazio e sairam umas paragens mais à frente. Só pararam quando chegaram ao parque.
- Desculpa Auri... - disse abraçando-a.
quarta-feira, 16 de julho de 2014
Right person - part 14
Depois de Auri adormecer, para dizer a verdade, várias horas depois de ela adormecer e da funcionária ter ido embora, praticamente expulsaram-no do hospital. Apanhou um autocarro que nem sequer sabia que existia àquela hora e foi para casa. Demorou mais de uma hora a chegar e já era quase de dia quando entrou em casa.
- Hélio Manuel! Onde é que tens andado? - Perguntou-lhe a sua mãe assim que entrou em casa.
Oh f*ck! Esquecera-se completamente de avisar os pais, agora estava metido num grande sarilho. Ainda por cima a sua mãe ficou acordada até àquela hora matutina por sua causa. Sentia-se bastante mal, pior ainda que antes.
- Desculpa mãe... eu devia ter avisado... mas aconteceram tantas coisas... - começou.
- O que é que pode ter acontecido para nem sequer um telefonema teres feito!? - interrompeu ela irritada.
E então, contou tudo o que aconteceu. Contou da sua relação com Auri, evitando pormenores, evidentemente, contou do sucedido na escola, das horas no hospital e que ela não tinha ali ninguém que a pudesse ter apoiado naquele momento. Surpreendentemente a sua mãe, depois da sua explicação abraçou-o e ofereceu-se para ir buscar a sua namorada ao hospital e disse até que ela poderia ali ficar uns dias, até recuperar. Passado um pouco, o seu pai acordou e já estava pronto para se juntar à festa para desancar Hélio quando Helena lhe contou toda a história.
Tomaram o pequeno almoço, Hélio tomou um banho e trocou de roupa, enquanto os seus pais ligavam para os seus trabalhos e inventaram uma desculpa para não irem, e foram todos até ao hospital. Quando chegaram, achou por bem falar sozinho com Auri primeiro, para o choque não ser tão grande e ela não ter tantas probabilidades de recusar. Quando a encontrou, estava com muito melhor aspeto que no dia anterior, menos pálida e com uma luz diferente. Desta vez já a beijou nos lábios, mesmo que ao de leve. Tinha medo que ela ainda estivesse demasiado fraca. Contou-lhe então a sua conversa com os seus pais e que eles se ofereceram para a levar lá para casa. A principio ela recusou, claro. No lugar dela faria exatamente o mesmo, provavelmente. Mas depois lá a convenceu. Depois apresentou-os. Foi um pouco constrangedor. Nunca tinha apresentado uma namorada aos seus pais anteriormente. Correu tudo relativamente bem, do seu ponto de vista. A caminho de sua casa, passaram por casa de Auri para que ela tomasse um banho e fosse buscar as suas coisas. Quase entrara com ela, mas pareceria demasiado mau ir sozinho com ela, com os seus pais ali, sabendo que ela ia tomar um banho. Mesmo ela estando debilitada, não deixavam de ser namorados e adolescentes, aos olhos dos pais pelo menos. Chegaram a sua casa por fim. Quando entraram, a sua mãe foi a primeira a falar.
- Hélio Manuel! Onde é que tens andado? - Perguntou-lhe a sua mãe assim que entrou em casa.
Oh f*ck! Esquecera-se completamente de avisar os pais, agora estava metido num grande sarilho. Ainda por cima a sua mãe ficou acordada até àquela hora matutina por sua causa. Sentia-se bastante mal, pior ainda que antes.
- Desculpa mãe... eu devia ter avisado... mas aconteceram tantas coisas... - começou.
- O que é que pode ter acontecido para nem sequer um telefonema teres feito!? - interrompeu ela irritada.
E então, contou tudo o que aconteceu. Contou da sua relação com Auri, evitando pormenores, evidentemente, contou do sucedido na escola, das horas no hospital e que ela não tinha ali ninguém que a pudesse ter apoiado naquele momento. Surpreendentemente a sua mãe, depois da sua explicação abraçou-o e ofereceu-se para ir buscar a sua namorada ao hospital e disse até que ela poderia ali ficar uns dias, até recuperar. Passado um pouco, o seu pai acordou e já estava pronto para se juntar à festa para desancar Hélio quando Helena lhe contou toda a história.
Tomaram o pequeno almoço, Hélio tomou um banho e trocou de roupa, enquanto os seus pais ligavam para os seus trabalhos e inventaram uma desculpa para não irem, e foram todos até ao hospital. Quando chegaram, achou por bem falar sozinho com Auri primeiro, para o choque não ser tão grande e ela não ter tantas probabilidades de recusar. Quando a encontrou, estava com muito melhor aspeto que no dia anterior, menos pálida e com uma luz diferente. Desta vez já a beijou nos lábios, mesmo que ao de leve. Tinha medo que ela ainda estivesse demasiado fraca. Contou-lhe então a sua conversa com os seus pais e que eles se ofereceram para a levar lá para casa. A principio ela recusou, claro. No lugar dela faria exatamente o mesmo, provavelmente. Mas depois lá a convenceu. Depois apresentou-os. Foi um pouco constrangedor. Nunca tinha apresentado uma namorada aos seus pais anteriormente. Correu tudo relativamente bem, do seu ponto de vista. A caminho de sua casa, passaram por casa de Auri para que ela tomasse um banho e fosse buscar as suas coisas. Quase entrara com ela, mas pareceria demasiado mau ir sozinho com ela, com os seus pais ali, sabendo que ela ia tomar um banho. Mesmo ela estando debilitada, não deixavam de ser namorados e adolescentes, aos olhos dos pais pelo menos. Chegaram a sua casa por fim. Quando entraram, a sua mãe foi a primeira a falar.
- Querida Aurora, ficarás no quarto de hóspede, quero que te
sintas como em casa, não tem de haver qualquer tipo de embaraço ou
constrangimento.
- Muito obrigada
Helena.
- De nada. O Hélio
irá acompanhar-te ao teu quarto e mostrar-te o resto das divisões.
Levou-a até ao quarto, exatamente como a sua mãe disse e depois de fecharem a porta, abraçou-a.
- Nem acredito que estás aqui meu anjo.
- Obrigado por tudo, Hélio, nem sei como te posso agradecer, tudo o que estás a fazer por mim.
- Não tens nada de agradecer, meu anjo, sabes o quanto eu te amo.
- E eu também te amo imenso - disse puxando-o para si para o beijar.
Ainda ficava impressionado com os seus beijos. Agarrou-a ao colo o mais delicadamente possível e deitou-a na cama. Continuaram com os beijos e a abraçar-se, até que por fim, ambos adormeceram, de exaustão e relaxamento, por estarem finalmente juntos, a sós.
Right person - part 13
- É bom que fiquem esclarecidos que não andas com a Lara - Sussurrou-lhe ela ao ouvido depois do beijo.
Logo depois saiu dali, deixando-o a ele extasiado no meio das raparigas da sua turma, boquiabertas. Elas depressa dispersaram. Sentiu-se aliviado, continuava livre de raparigas chatas e ao mesmo tempo, sentia uma grande satisfação em saber que todos iriam saber da sua relação com Auri.
Minutos mais tarde, enquanto bebia um iogurte, resolvendo que tinha de colocar mais qualquer coisa no estômago, algo que não costumava fazer naqueles intervalos, Cláudia e as amigas voltaram, mas algo estava diferente, errado até. Passava-se alguma coisa.
- Hélio, vem connosco, rápido! - Exclamou ela num tom de voz fora do comum.
- Onde? Que se passa? - Respondeu, já sendo arrastado pelas três raparigas.
- É a tua namorada!
Sentiu-se feliz ao ouvir aquelas palavras. Era a sua namorada. De súbito apercebeu-se do que isso poderia querer dizer. Era a sua namorada? Que teria acontecido? Ficou bastante preocupado e teve um péssimo pressentimento.
- Que aconteceu? - perguntou acelerando o passo.
Nenhuma delas chegou a responder. Quando chegaram à entrada da casa de banho das raparigas, entrou de rompante, não ligando ao facto de nunca ali ter entrado. Uma continua estava ali, sem saber o que fazer.
- Já ligaram ao 112? - Foi a primeira coisa que se lembrou de perguntar assim que viu a sua namorada estendida no chão repleto de vómito e sangue.
- Não... - respondeu a continua.
- E está à espera de quê?! - Exclamou um pouco exaltado.
A funcionária da escola saiu da casa de banho deixando-o sozinho com Auri e as restantes raparigas. Aparentemente ainda não havia nenhum alarido acerca do sucedido. Correu para a sua namorada e molhou-lhe o rosto com agua da torneira. Ela estava pálida e a sua respiração era lenta e de certa forma anormal. Estava bastante assustado e não sabia bem o que fazer. Mas tinha de fazer algo, não a podia deixar ali assim. Preparou-se para a levantar dali. Aquele chão estava frio e não lhe podia estar a fazer bem.
- Que estás a fazer? Ela desmaiou, pode ter batido com a cabeça, ou ter partido qualquer coisa, não a podes levantar! Podes fazer pior! - Disse uma das amigas de Cláudia, da qual não se estava a lembrar do nome.
Ela tinha razão, claro. Molhou alguns papeis daqueles que serviam apenas para limpar as mãos e limpou o rosto da sua amada. Em seguida colocou alguns papeis húmidos na sua testa que estava bastante quente. Claro que não valeu de grande coisa, passado um pouco veio um novo vómito ensanguentado. Felizmente, a funcionária voltou, trazendo consigo os bombeiros que pegaram nela com cuidado e a colocaram numa maca. Por um momento Auri levantou a mão e estendeu-a em direção a si, mas depressa voltou a desfalecer.
Ele e a funcionária foram com ela na Ambulância. Ela porque era a responsável, em teoria pelo menos, ele porque era considerado a pessoa mais próxima que ela tinha ali. Depois, no hospital, obviamente, deixaram-nos na sala de espera enquanto ela foi encaminhada para uma sala de tratamentos no serviço de urgência. Hélio já não conseguia ficar quieto na cadeira e depois de uma hora, já tinha perguntado várias vezes no balcão se já sabiam de alguma novidade do estado da namorada.
- Nós quando soubermos de alguma coisa avisamos. Não podes estar sempre a vir aqui perguntar. Não te preocupes, vai ficar tudo bem, isto são coisas que demoram tempo... vá. - disseram-lhe depois da sexta tentativa em obter informações.
Já era de noite e Hélio já não tinha energia nas pernas, quando finalmente uma enfermeira lhe veio dar alguma noticia.
- Boa noite. Está aqui algum parente ou algum conhecido da menina Aurora? - perguntou ela bastante amavelmente.
- Sim - respondeu saltando da cadeira.
- Trago boas noticias. A Aurora já se encontra bem e está acordada.
- Posso ir vê-la? - Perguntou aliviado mas ainda não acreditando totalmente na palavra da enfermeira.
- Sim, podem. Peço-vos é que não a façam falar muito pois ela está muito fraca.
- E sabe-nos dizer o que ela tem? - Perguntou a funcionária, mostrando algum interesse pela primeira vez.
- A Aurora tem uma úlcera gástrica, que pelo que analisamos
já não é recente. Soubemos que ela deixara de tomar os medicamentos algum tempo
mas soubemos também que ela fuma e desconfiamos que tenha sido esse o motivo
para a úlcera ter voltado a trazer-lhe problemas. Mas ela vai ficar bem, isto
se deixar de fumar e tomar mais alguns medicamentos por algum tempo.
Depois de ouvir a resposta, quase correu pelo hospital para chegar ao quarto de Auri. Quando chegou, ela estava deitada de barriga para cima, vestida com uma daquelas roupas horriveis com que vestem os doentes sempre que ficam internados, com os olhos fechados e meia tapada com uma colcha fina. Ela estava pálida e amarelecida e ainda tinha marcas de vomito na face. Detestava hospitais por isso. Tratavam do essencial e depois deixavam pormenores fundamentais para trás. Assim que entrou ela abriu os olhos e desatou a chorar.
- Oh meu anjo - Disse-lhe, tentando disfarçar e emoção - Pensei que te ia perder.
Beijou-a ao de leve na testa, não queria que ela fizesse esforços, ao que ela respondeu com uma doce caricia na sua face. Definitivamente, não a ia deixar nunca.
quarta-feira, 9 de julho de 2014
De que cor são os sonhos?
De que cor são os sonhos?
Não consigo dizer...
De que cor são os olhos dela?
De que cor é a magia?
Um sorriso inocente e apaixonado
Um beijo caloroso
Um abraço apertado
Um toque fogoso
Que cor é esta que preenche a alma?
As cores do mundo não chegam para a pintar...
De que cor são os sonhos?
Das cores que os quiseres pintar!
domingo, 6 de julho de 2014
Right person - part 12
Depois daquele pequeno-almoço Decidiram Ficar em casa
de Hélio e almoçar juntos, embora Auri estivesse um pouco relutante em fazê-lo
inicialmente. Pediram uma pizza, que não demorou muito tempo a chegar e
comeram-na bem juntinhos. Em seguida, muito a custo, foram para a escola. Não
que importasse muito onde estavam, desde que estivessem juntos, mas ainda não
tinham falado de como iriam comportar-se na escola. Se iriam encontrar-se em
todos os intervalos, almoçar sempre juntos, ou se continuariam a fazer tudo
como faziam normalmente. Não que isso tivesse muita importância, considerando
que as aulas estavam prestes a terminar. Uma coisa era certa, iam juntos para a
escola. Apanharam o autocarro e foram.
Depois de algumas paragens, desceram do autocarro e
seguiram o resto do caminho a pé, resto do caminho era o que Auri dizia, porque
na verdade eram uns meros metros. Passaram o portão de mãos dadas e pararam,
olhando um para o outro.
− Estou
atrasada para a aula… −
Disse ela.
Percebeu
então que ela não queria particularmente que as pessoas soubessem da sua
relação, provavelmente tinha medo do que poderiam dizer.
−
Eu também devo estar…
Soltaram
as mãos. Como lhe custava aquele gesto. Queria ir com ela, para onde quer que
ela fosse. E isso incluía a aula mais secante que se pudesse dar naquela
escola. Mas novamente, não se podia ter tudo.
−
Auri.
Ela
virou-se em resposta e Hélio agarrou-a pela cintura e beijou-a com ternura. Não
podia ir com ela, nem a podia levar consigo, mas podia roubar-lhe um ultimo
beijo, apenas para conseguir suportar todas aquelas aulas. Quando se separaram,
segundos depois, os olhos dela sorriam.
−
Aqui não… As pessoas vão reparar…
−
Eu sei, não te preocupes. Até logo.
−
Até logo.
O
dia ainda lhe pareceu ser mais longo depois de se separarem. Tinha uma enorme
vontade de estar constantemente com ela ao invés de aturar aqueles professores
chatos! E mesmo nos intervalos, a situação muitas vezes se tornava complicada.
Quase ao final do dia, quando já quase não suportava mais aquilo, uma rapariga
da sua turma veio meter conversa consigo. Já tinha observado a Cláudia antes.
Era uma rapariga relativamente bonita, alta e morena e dava-se com as restantes
raparigas populares da sua turma desde o início do secundário. Definitivamente,
não queria ter nada a ver com ela, especialmente agora.
−
Hélio, é verdade que acabaste com a filha do diretor? – Começou.
Novamente
aquele boato. Aquele boato que sempre lhe garantira estar longe daquelas
raparigas chatas. Mas agora já não fazia sentido manter aquele boato inútil.
−
Na verdade, nunca tive nada com a Lara…
−
Nunca tiveste nada com ela?... Mas desde sempre que se diz que são namorados…
Eu já vos vi algumas vezes juntos.
−
Somos apenas amigos – respondeu ocultado o grau de parentesco.
−
Bem, não importa – Disse aproximando-se dele – O que importa é que estejas
solteiro.
As
palavras fluíram-lhe lentamente pelo cérebro. Não estava a compreender.
−
Importa porquê? – Na verdade, agora não estava mesmo solteiro.
−
Bem… Não sei, no caso de existir alguma rapariga interessada talvez… − Disse
colocando-lhe uma mão no ombro.
Não
queria parecer rude, por isso controlou o impulso de a afastar automaticamente.
Resolveu dar um pequeno passo atrás, fingindo esticar as costas.
−
Pois… Suponho que sim. Mas na verdade… – Não sabia o que haveria de dizer a
seguir. Não queria nada ter a Cláudia ou qualquer uma das outras raparigas
atrás de si, por outro lado, não sabia se Auri queria que contasse que estavam
a namorar.
Surpreendentemente,
não teve de responder, sem saber exatamente de onde, Auri apareceu e colocou-se
entre eles agarrando-se ao seu pescoço e beijando-o nos lábios. Assim que ela o
fez, correspondeu-lhe agarrando-a pela cintura e toda a confusão de perguntas à
sua volta desapareceu.
Até.
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