Ela deitou-se no sofá, coberto de floreados de tons claros.
Não era a primeira vez que reparava no seu corpo e como era esbelta.
Especialmente com aquele tipo de vestido, justo e decotado. Os cabelos dela,
louros e encaracolados, eram tão suaves que não os conseguia parar de afagar. Claramente,
era o ponto mais atrativo naquela sala de paredes brancas e sem luz.
De súbito, o ambiente mudou e ficou violento, e nem o corpo
sensual dela, nem mesmo os seus seios redondos e atrativos, mudava aquele clima
de perigo. Puxou da faca de cozinha e cortou-lhe, meio a medo o pescoço, que rapidamente
jorrou sangue. Atingiu as veias principais, uma e outra vez. Parecia que não
estava a sangrar o suficiente, parecia que poderia sobreviver. Se era para
fazer algo, tinha de ser bem feito. Balançou a faca com força e terminou por
fim com aquela existência, sobrando apenas um corpo dilacerado e manchas de
sangue por toda a parte.
A culpa atingiu-o com força. E com mais força ainda, o medo
de ser descoberto. Cometera uma atrocidade, se alguém descobrisse o que tinha
feito, iriam expô-lo e nunca ninguém o iria perdoar. Tinha de garantir que isso
não acontecia. Agora, a grande questão era, o que fazer com o corpo? Encenar
uma morte acidental e que não pudesse ser ligada a ele ou destruir o corpo de
forma a não ser descoberto. Se não existisse corpo, não existia crime. No
entanto, a adrenalina de encenar algo de que pudesse ser descoberto, mesmo que
tivesse receio que o pudessem fazer…
Primeiro as coisas mais importantes, pois de uma forma ou de
outra, tinha de limpar a cena do crime. Lixivia deveria de ajudar, ou pelo
menos, sempre vira na tv que isso eliminaria quaisquer rastos de adn. Sentiu-se
um pouco idiota por se deixar levar por algo que vira numa serie policial, mas
não possuía qualquer tido de referencia, afinal, não era um tipo de informação
ou experiencia que se transmitisse regularmente.
Próximo passo. Já se sentia ansioso.
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