Um casal aos beijos foi tudo o que bastou. Tudo o que bastou para fazer renascer aquelas saudades. Saudades dela. Saudades do seu toque. Dos seus lábios. Dos seus beijos. Saudades daqueles quinze minutos em que nada mais existiu. E no entanto, não posso ter saudades. Seria demasiado doloroso ter saudades do que agora não posso ter, por mais que o deseje. Nem mesmo toda a nostalgia que vai na minha alma o aguentaria. Ou aguentaria? Não sei. Não quero descobrir. O cansaço de tudo apodera-se de mim com cada vez mais intensidade e agora apenas a desejo. Ter desejo não é algo mau ou desagradável, é o que nos mantém vivos neste mundo cruel, é o que nos faz continuar em frente. E este desejo é imenso. Mais que quaisquer saudades que pudesse sentir.
E de repente, volto, apenas dentro da minha mente àqueles últimos, até agora últimos, quinze minutos. Pareceram durar apenas uns segundos, uns segundos que queria que fossem eternos, mas mesmo não sendo, mesmo tendo já passado, recordo-os com alegria por terem acontecido. Por os ter vivido. E por agora os poder recordar.
Que venham mais minutos como aqueles!
E se os dragões não existem, nem mesmo os de cor esmeralda, deveriam, porque eu sei que a magia existe!
Beijos como aqueles não são deste mundo e poderia jurar que aqueles momentos que eram 15min foram passados numa outra dimensão em que só nós existíamos.
E tudo isto faz todo o sentido!
Até.
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