quinta-feira, 24 de julho de 2014

Castelos...

O castelo desapareceu.
O sol pôs-se uma vez mais,
perdeu-se.

O tempo que passou
mudou tudo,
tudo o que era suposto mudar
e tudo o que era suposto ficar.

Mas até as as folhas caem
Para deixar nascer novas flores
E novos frutos
doces e sumarentos.

É essa a questão da mudança.
Existem sempre medo
de que os novos frutos
Não sejam doces como os que comemos.

O sol nasceu para um novo dia
e derreteu, aos poucos
a neve que se formou na escuridão.

As gotas das suas lágrimas
correram para os rios
e alimentaram as raízes dos gigantes
adormecidos no seu eterno inverno.

E uma vez mais
a vida renasceu.
Como se nada tivesse acontecido.

O castelo era apenas uma ilusão,
castelos constroem-se,
aos poucos.
Não nascem do dia para a noite
Nem da noite para o dia.

E agora pego em cada pedra
e empilho-a no lugar certo,
devagar e certeira
Porque existem coisas que não se querem fazer à pressa.

Até.



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