O castelo desapareceu.
O sol pôs-se uma vez mais,
perdeu-se.
O tempo que passou
mudou tudo,
tudo o que era suposto mudar
e tudo o que era suposto ficar.
Mas até as as folhas caem
Para deixar nascer novas flores
E novos frutos
doces e sumarentos.
É essa a questão da mudança.
Existem sempre medo
de que os novos frutos
Não sejam doces como os que comemos.
O sol nasceu para um novo dia
e derreteu, aos poucos
a neve que se formou na escuridão.
As gotas das suas lágrimas
correram para os rios
e alimentaram as raízes dos gigantes
adormecidos no seu eterno inverno.
E uma vez mais
a vida renasceu.
Como se nada tivesse acontecido.
O castelo era apenas uma ilusão,
castelos constroem-se,
aos poucos.
Não nascem do dia para a noite
Nem da noite para o dia.
E agora pego em cada pedra
e empilho-a no lugar certo,
devagar e certeira
Porque existem coisas que não se querem fazer à pressa.
Até.
Sem comentários:
Enviar um comentário