quarta-feira, 23 de julho de 2014

Pássaro azul

O pássara azul voou.
Deixou-me aqui sozinho
quando mais precisava das suas asas.

Deixou apenas uma pena
Uma recordação preciosa
Cheia de magia.

Os relâmpagos rasgam o céu
e a alma dos que ficaram
treme de agonia

Mas a minha não.
A minha foi com o coração
Voou com a luz.

Só a recordação ficou.
A recordação azul diamante
que nunca quebra.

Há quem diga que as recordações mais belas
São as que entristecem mais.
Só que o mundo mudou.

Ou terei sido eu?
Não interessa.
O que importa
é que tudo está diferente.

E não fico triste com a felicidade do passado
Nem com a dor do presente.
Porque não dói.

Mesmo quando penso na liberdade
do pássaro que não está aqui
e que quero que volte.

Ele há-de retornar com toda a sua luz
trazendo a força da primavera
e o calor do seu olhar.

O calor que ainda trago ao peito
juntamente com a sua pena
e o desejo do seu ninho.

Como quero voltar a voar.
Um dia volto.
Com o pássaro azul.

Até.






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