quarta-feira, 16 de julho de 2014

Right person - part 14

Depois de Auri adormecer, para dizer a verdade, várias horas depois de ela adormecer e da funcionária ter ido embora, praticamente expulsaram-no do hospital. Apanhou um autocarro que nem sequer sabia que existia àquela hora e foi para casa. Demorou mais de uma hora a chegar e já era quase de dia quando entrou em casa.
- Hélio Manuel! Onde é que tens andado? - Perguntou-lhe a sua mãe assim que entrou em casa.
Oh f*ck! Esquecera-se completamente de avisar os pais, agora estava metido num grande sarilho. Ainda por cima a sua mãe ficou acordada até àquela hora matutina por sua causa. Sentia-se bastante mal, pior ainda que antes.
- Desculpa mãe... eu devia ter avisado... mas aconteceram tantas coisas... - começou.
- O que é que pode ter acontecido para nem sequer um telefonema teres feito!? - interrompeu ela irritada.
E então, contou tudo o que aconteceu. Contou da sua relação com Auri, evitando pormenores, evidentemente, contou do sucedido na escola, das horas no hospital e que ela não tinha ali ninguém que a pudesse ter apoiado naquele momento. Surpreendentemente a sua mãe, depois da sua explicação abraçou-o e ofereceu-se para ir buscar a sua namorada ao hospital e disse até que ela poderia ali ficar uns dias, até recuperar. Passado um pouco, o seu pai acordou e já estava pronto para se juntar à festa para desancar Hélio quando Helena lhe contou toda a história.
Tomaram o pequeno almoço, Hélio tomou um banho e trocou de roupa, enquanto os seus pais ligavam para os seus trabalhos e inventaram uma desculpa para não irem, e foram todos até ao hospital. Quando chegaram, achou por bem falar sozinho com Auri primeiro, para o choque não ser tão grande e ela não ter tantas probabilidades de recusar. Quando a encontrou, estava com muito melhor aspeto que no dia anterior, menos pálida e com uma luz diferente. Desta vez já a beijou nos lábios, mesmo que ao de leve. Tinha medo que ela ainda estivesse demasiado fraca. Contou-lhe então a sua conversa com os seus pais e que eles se ofereceram para a levar lá para casa. A principio ela recusou, claro. No lugar dela faria exatamente o mesmo, provavelmente. Mas depois lá a convenceu. Depois apresentou-os. Foi um pouco constrangedor. Nunca tinha apresentado uma namorada aos seus pais anteriormente. Correu tudo relativamente bem, do seu ponto de vista. A caminho de sua casa, passaram por casa de Auri para que ela tomasse um banho e fosse buscar as suas coisas. Quase entrara com ela, mas pareceria demasiado mau ir sozinho com ela, com os seus pais ali, sabendo que ela ia tomar um banho. Mesmo ela estando debilitada, não deixavam de ser namorados e adolescentes, aos olhos dos pais pelo menos. Chegaram a sua casa por fim. Quando entraram, a sua mãe foi a primeira a falar.
- Querida Aurora, ficarás no quarto de hóspede, quero que te sintas como em casa, não tem de haver qualquer tipo de embaraço ou constrangimento.
 - Muito obrigada Helena.

 - De nada. O Hélio irá acompanhar-te ao teu quarto e mostrar-te o resto das divisões.
Levou-a até ao quarto, exatamente como a sua mãe disse e depois de fecharem a porta, abraçou-a.
- Nem acredito que estás aqui meu anjo. 
- Obrigado por tudo, Hélio, nem sei como te posso agradecer, tudo o que estás a fazer por mim. 
- Não tens nada de agradecer, meu anjo, sabes o quanto eu te amo. 
- E eu também te amo imenso - disse puxando-o para si para o beijar. 
Ainda ficava impressionado com os seus beijos. Agarrou-a ao colo o mais delicadamente possível e deitou-a na cama. Continuaram com os beijos e a abraçar-se, até que por fim, ambos adormeceram, de exaustão e relaxamento, por estarem finalmente juntos, a sós. 

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