O sol desaparece no horizonte.
As linhas apagam-se dos olhos observadores.
Algo termina.
Algo começa.
Os ciclos da vida são compostos de linhas.
Que se apagam para que novas surjam
Sem que nunca desapareçam,
até que desaparecem.
Com o pesar.
Com a alegria.
Com o desespero,
do fim e do recomeço.
O infinito perde-se nas infinidades finitas da vida.
A água esgota-se.
O oxigénio falta.
O sangue escorre para fora da alma.
E enche o ar de vida.
De vontade,
de desejo...
Desejo de viver!
De lutar por aquilo que vale a pena
(e apenas aquilo que vale a pena)
E desistir de todas a ilusões de pontas afiadas.
O sol desaparece no horizonte.
As linhas negras voltam a surgir.
Debaixo da pequena Lua.
Por cima da relva acabada de cortar.
Por entre as lágrimas perdidas.
As linhas tornam-se confusas.
O final parece inevitável.
Parece tarde para desejos.
Mas estes surgem sem ser convidados
cortantes.
Arrebatadores.
Imensos e insanos.
Como almas perdidas.
Que procuram encontrar,
o amor há tanto "esquecido"
mas nunca perdido.
A velocidade do tempo oscila
descontroladamente.
A impossibilidade de provar
O fruto proibido
Torna-o mais possível.
Os desafios são para ser conquistados.
Tudo depende da força.
E da vontade de lutar.
Até ao fim.
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