Uma expressão que tenho usado muitas vezes ultimamente. Demasiadas. Realmente, foram mais ou menos bem utilizadas, pois possuo determinados desejos que não posso de todo atingir de momento e só mesmo por milagre ou que alguém de alguma forma os atingisse por mim e me desse a oportunidade de usufruir (é complicado falar de algo específico de uma forma tão geral, isto é o mais próximo de que me consigo aproximar sem revelar demasiado). De volta ao ponto original, usei demasiadas vezes essa expressão e nos últimos dias, depois de me aperceber do lapso, tenho controlado mais a língua. E por que raio estou eu a escrever sobre algo tão trivial? Bem, porque detesto repetir expressões, para começar, e porque detesto esta expressão em concreto. Porque ninguém me dará nada, não realmente. A maioria das pessoas estão um pouco habituadas a que tudo lhes caia ao colo, dinheiro, viagens, saídas, ok, se calhar estou a falar maioritariamente dos jovens a quem os pais dão tudo e mais alguma coisa. Mas não estou de todo apenas a falar de meninos mimados e ricos. A maioria dos jovens não sabe mesmo o que custa a vida. Sim, sim, todos já ouvimos essa expressão, mas acaba por ser verdade. E não, eu não estou acima de ninguém. Provavelmente também não sei realmente o que custa a vida. Nunca me esforcei muito para adquirir boas notas, nunca procurei muito por um trabalho, bem, procurar procurei, só nunca encontrei nenhum perto o suficiente da minha área de residência para que valesse o esforço, de maneira que acabava sempre por ser uma procura curta. E não quero com isto dizer que nunca trabalhei na vida, trabalhei algumas vezes, alguns dias, que se forem contabilizados em horas são equivalentes a algumas semanas de trabalho de muitos funcionários que se queixam dos seus horários. Mas não fui eu que encontrei mesmo nenhum desses trabalhos, tive sempre algum tipo de intermediário e isso não sabe bem a vitória. "Ah, mas o dinheiro é que conta", sim pois é, ganhei o dinheiro com o meu esforço, mas estou a tentar provar um ponto de vista diferente. O ponto de vista de que não nos esforçamos o suficiente. Não lutamos o suficiente e não vamos alcançar o suficiente, porque existe sempre alguém que o faça por nós, de alguma maneira. Ou pelo menos, na maioria de nós. Bem, no meu caso isso já não acontece e também já não preciso que aconteça. Consigo atingir sozinho os meus objetivos, e mesmo que não consiga, ninguém o conseguirá por mim, isso é certo.
Engraçado, quando comecei a escrever, apenas queria dizer o quão farto estava desta expressão horrível. "Quem me dera estar não sei onde", "quem me dera ter o que quer que seja", "quem me dera estar com não sei quem". Ninguém me vai dar nada disso. Nunca ninguém deu. Tudo o que tenho. Tudo o que atingi. É fonte do meu esforço. Tive de lutar por tudo o que conquistei. Talvez não tenha conquistado muito, talvez por não ter tido oportunidades o suficiente, ou talvez por ter desperdiçado demasiadas delas. Talvez essas oportunidades não tenham aparecido na altura certa. O que é certo é que, pouco ou muito, ninguém conquistou nada por mim. Eu conquistei, eu lutei, ganhei, mereci, ou mesmo que tenha tido sorte em alguma coisa, whatever. Ninguém o fez por mim, e ninguém o fará.
"Fight for yoursefl"
Até.
A vida só faz sentido com um "quem me dera" de vez em quando pois só assim vamos descobrindo o que queremos e nesse momento que queremos, lutamos, e tu és um lutador!
ResponderEliminarSó te faltam asas.... :)
Mas novamente, ou luto pelas asas ou elas não nascem...
ResponderEliminarMas sim, talvez graças a ter repetido tanto essa expressão, tenha percebido exatamente o que quero, quando quero, mesmo não o podendo ter agora.