domingo, 6 de julho de 2014

Right person - part 12

Depois daquele pequeno-almoço Decidiram Ficar em casa de Hélio e almoçar juntos, embora Auri estivesse um pouco relutante em fazê-lo inicialmente. Pediram uma pizza, que não demorou muito tempo a chegar e comeram-na bem juntinhos. Em seguida, muito a custo, foram para a escola. Não que importasse muito onde estavam, desde que estivessem juntos, mas ainda não tinham falado de como iriam comportar-se na escola. Se iriam encontrar-se em todos os intervalos, almoçar sempre juntos, ou se continuariam a fazer tudo como faziam normalmente. Não que isso tivesse muita importância, considerando que as aulas estavam prestes a terminar. Uma coisa era certa, iam juntos para a escola. Apanharam o autocarro e foram.
Depois de algumas paragens, desceram do autocarro e seguiram o resto do caminho a pé, resto do caminho era o que Auri dizia, porque na verdade eram uns meros metros. Passaram o portão de mãos dadas e pararam, olhando um para o outro.
Estou atrasada para a aula… − Disse ela.
Percebeu então que ela não queria particularmente que as pessoas soubessem da sua relação, provavelmente tinha medo do que poderiam dizer.
− Eu também devo estar…
Soltaram as mãos. Como lhe custava aquele gesto. Queria ir com ela, para onde quer que ela fosse. E isso incluía a aula mais secante que se pudesse dar naquela escola. Mas novamente, não se podia ter tudo.
− Auri.
Ela virou-se em resposta e Hélio agarrou-a pela cintura e beijou-a com ternura. Não podia ir com ela, nem a podia levar consigo, mas podia roubar-lhe um ultimo beijo, apenas para conseguir suportar todas aquelas aulas. Quando se separaram, segundos depois, os olhos dela sorriam.
− Aqui não… As pessoas vão reparar…
− Eu sei, não te preocupes. Até logo.
− Até logo.
O dia ainda lhe pareceu ser mais longo depois de se separarem. Tinha uma enorme vontade de estar constantemente com ela ao invés de aturar aqueles professores chatos! E mesmo nos intervalos, a situação muitas vezes se tornava complicada. Quase ao final do dia, quando já quase não suportava mais aquilo, uma rapariga da sua turma veio meter conversa consigo. Já tinha observado a Cláudia antes. Era uma rapariga relativamente bonita, alta e morena e dava-se com as restantes raparigas populares da sua turma desde o início do secundário. Definitivamente, não queria ter nada a ver com ela, especialmente agora.
− Hélio, é verdade que acabaste com a filha do diretor? – Começou.
Novamente aquele boato. Aquele boato que sempre lhe garantira estar longe daquelas raparigas chatas. Mas agora já não fazia sentido manter aquele boato inútil.
− Na verdade, nunca tive nada com a Lara…
− Nunca tiveste nada com ela?... Mas desde sempre que se diz que são namorados… Eu já vos vi algumas vezes juntos.
− Somos apenas amigos – respondeu ocultado o grau de parentesco.
− Bem, não importa – Disse aproximando-se dele – O que importa é que estejas solteiro.
As palavras fluíram-lhe lentamente pelo cérebro. Não estava a compreender.
− Importa porquê? – Na verdade, agora não estava mesmo solteiro.
− Bem… Não sei, no caso de existir alguma rapariga interessada talvez… − Disse colocando-lhe uma mão no ombro.
Não queria parecer rude, por isso controlou o impulso de a afastar automaticamente. Resolveu dar um pequeno passo atrás, fingindo esticar as costas.   
− Pois… Suponho que sim. Mas na verdade… – Não sabia o que haveria de dizer a seguir. Não queria nada ter a Cláudia ou qualquer uma das outras raparigas atrás de si, por outro lado, não sabia se Auri queria que contasse que estavam a namorar.

Surpreendentemente, não teve de responder, sem saber exatamente de onde, Auri apareceu e colocou-se entre eles agarrando-se ao seu pescoço e beijando-o nos lábios. Assim que ela o fez, correspondeu-lhe agarrando-a pela cintura e toda a confusão de perguntas à sua volta desapareceu.

Até. 

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