sábado, 14 de junho de 2014

Right person - Part 6

- Que se passou? Foi assim tão mau? – Enviou as mensagens antes mesmo de sair do fórum.
Não compreendia! Ela parecia querer tanto quanto ele e correspondeu ao beijo dele e no entanto… A reação foi tudo menos positiva. Ainda por cima não lhe respondia sequer. Não ia voltar a enviar mensagens até que respondesse.
Foi jogar um jogo de computador on-line, para tentar relaxar e clarear as ideias. Claro que isso era mais fácil de dizer, neste caso pensar, do que realmente fazer. Horas mais tarde, já depois de algumas derrotas deploráveis e lhe ter apetecido inúmeras vezes atirar o pc pela janela, ela finalmente respondeu.
- Ainda perguntas?
What the hell!? Será que era suposto aquilo ter sido uma reação normal? Será que era ele que estava equivocado? Realmente por vezes tinha uma memória um pouco estranha, mas não lhe parecia que tivesse feito algo que exigisse tal reação!
- Sim… Acho que tenho pelo menos o direito de saber o que correu assim tão mal…
Saiu do jogo. Já não conseguia pensar no que quer que fosse, não valia a pena estar a deixar mal a sua equipa. Pura e simplesmente não se ia concentrar e não tinha mais paciência. Como de costume, a resposta pareceu-lhe demorar imenso a chegar, mas chegou.
- H, tu tens namorada! Por que é que me fizeste isto!?
Então era isso… Aquela história, outra vez. Sempre se dera bem com Lara, que por acaso é filha do diretor da escola em que estava atualmente. Há alguns anos, talvez não assim tantos, chegara mesmo a considerar em se tornar seu namorado e durante um mês, quase tornou, mas a história nunca passou de uma beijinhos e de uma boa amizade. Talvez o facto de serem família tivesse contribuído para que as coisas não tivesse evoluído, mas a verdade é que estava bem assim, gostava muito dela e eram bastante íntimos, mas mais como irmãos do que propriamente como namorados. A parte má é que o boato de que eram namorados ficou intrincado na escola, aparentemente até agora, nunca se importou muito com isso, afastava raparigas histéricas e chatas que se tentavam atirar a ele, mas agora estavam a afastar a única rapariga pela qual se apaixonara de verdade.
- Auri, isto é um grande mal-entendido, eu não tenho namorada!
- Eu vi-vos juntos há uns dias, tu e a filha do diretor!
- Sim, nós somos amigos, estamos juntos muitas vezes.
- Claro que são só amigos!
- Não!
- Então admites?
- Não, para além de amigos, somos primos!
- Primos?...
- Sim, a mãe dela é irmã da minha. Podes perguntar-lhe se quiseres…
- Não é preciso mas…
Mal podia acreditar que quase perdia a rapariga de que gostava, e tinha levado um estalo, por causa de um boato. Parecia mesmo patético!
- Vamos encontrarmo-nos, pessoalmente explico-te tudo melhor. Embora não haja muito mais para explicar.
- Também acho que é melhor… mas já é tarde, falamos melhor amanhã!
- Ok. Até amanhã, beijos.
Quando enviou a mensagem lembrou-se do beijo e por um segundo foi quase como se sentisse os seus lábios novamente, mas logo se lembrou da bofetada.
- Beijos… e desculpa.

Desculpava-a amanhã. A bofetada magoou mais que a cara, por mais que ela pensasse que tinha razão.

Até.  

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