A escuridão da noite era bastante acolhedora, por
isso, como sempre, não acendera nenhuma luz quando entrou em casa, pelo menos
até chegar ao seu quarto. Estranhamente, este tinha a porta fechada e não
apenas encostada como de costume. Provavelmente a sua mãe andara para lá à
procura de roupa para lavar e fechou-a. Não tinha importância, obviamente.
Abriu-a devagar e deixou cair o casaco ao chão ao ver tanta luz no seu
interior. Mais de uma dezena de velas estava acesa no interior do seu quarto e
havia pétalas de rosa espalhadas por todo o lado. Tinha a certeza de que tinha
limpo tudo aquilo depois do encontro com Auri. Para além disso, não via sinais
da manta ou das almofadas no chão, de maneira que não existia mesmo maneira de
se ter esquecido. No entanto, lá estava.
Subitamente, olhou para a sua cama. Com a fraca luz
providenciada pelas pequenas velas, era difícil dizer quem seria, para além de
ser uma rapariga. Mas ele reconhecia-a facilmente, cada pormenor seu, cada
curva do seu cabelo e até o seu cheiro. Ela saltou da cama, com toda a sua
graciosidade e beijou-o com paixão. Sobre o seu corpo tinha apenas um pijama
fino de verão, algo que realçava bastante todos os seus contornos suaves.
−
Auri, como? Os meus pais…?
−
Não te preocupes com eles – sussurrou de uma forma que quase o fazia enlouquecer.
−
Mas?...
−
Eles não me viram entrar – Disse antes de o voltar a beijar e o puxar para a
cama.
Deixou-se
ir. Como poderia não deixar? Abraçou a sua cintura com força e beijou-a de uma
forma arrebatadora, ou pelo menos assim pensava. Ela entrelaçou as suas pernas
à sua volta e agarrou o seu cabelo. Parecia que desta vez não ia haver um filme
ou mesmo um gelado para arrefecer a sua paixão. Estavam ambos em brasa. As suas
mãos começaram a agir por conta própria enquanto acariciava Auri e pouco depois
estavam por baixo do pijama dela. Quando se apercebeu disso, apercebeu-se também
que ela já lhe tinha arrancado a camisola. Tirou também a dela, só para que
ficassem em pé de igualdade. O desejo que os dois possuíam era palpável, e
tinha a certeza de que a temperatura dentro do seu quarto subira pelo menos uns
cinco graus Celcius. Só esperava que os seus pais não acordassem com o calor. A
sua excitação era incontrolável, então, fizeram os seus corpos rebolar e Auri
ficou em cima dele. Pouco depois estavam apenas com roupa interior. Por um
minuto, ficou apenas a admirá-la. Realmente, amava-a, amava-a como nunca amou ninguém,
embora nunca lho tivesse dito com todas as letras. Agarrou-se a ela ainda com
mais força. A luz das velas começou a tremer e acabara por se extinguir,
deixando-os ali, no escuro, apenas com a luz um do outro e todo o seu calor.
Tirou-lhe o sutiã cuidadosamente e em seguida as suas cuecas enquanto beijava
todo o seu corpo, lenta e carinhosamente. Não queria que aquele momento
terminasse nunca. Assim que lhe retirou toda a roupa interior, Auri fez de
alguma forma mágica desaparecer os seus boxers e ficou em cima dela, beijando-o
e agora mordendo-lhe o pescoço.
Por
algum motivo que não percebeu muito bem começou a lamber-lhe o nariz, de uma
forma rápida e incansável. Depois mordeu-o suavemente, quase como lhe tinha
mordido o pescoço antes e então com mais força. Tanta que doeu. Acordou de um
salto, que assustou o seu pequeno gato que estava em cima da sua cara a
atacar-lhe o nariz e o fez fugir do seu quarto. Provavelmente iria ficar com
marcas no nariz.
Estava
encharcado em suor e a sua cama estava toda estrampalhada. De alguma forma
tinha arrancado os cobertores e os lençóis. Raios partam o gato! Logo quando
estava a chegar à melhor parte do sonho, tinha de o acordar. De súbito o seu
despertador tocou. Também já não ia dormir de qualquer das formas. Levantou-se
e foi para a casa de banho, para um duche frio.
Os
seus sentimentos por Auri começavam a tornar-se incontroláveis.
Até.
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