domingo, 29 de junho de 2014

Right person - part 10

A escuridão da noite era bastante acolhedora, por isso, como sempre, não acendera nenhuma luz quando entrou em casa, pelo menos até chegar ao seu quarto. Estranhamente, este tinha a porta fechada e não apenas encostada como de costume. Provavelmente a sua mãe andara para lá à procura de roupa para lavar e fechou-a. Não tinha importância, obviamente. Abriu-a devagar e deixou cair o casaco ao chão ao ver tanta luz no seu interior. Mais de uma dezena de velas estava acesa no interior do seu quarto e havia pétalas de rosa espalhadas por todo o lado. Tinha a certeza de que tinha limpo tudo aquilo depois do encontro com Auri. Para além disso, não via sinais da manta ou das almofadas no chão, de maneira que não existia mesmo maneira de se ter esquecido. No entanto, lá estava.
Subitamente, olhou para a sua cama. Com a fraca luz providenciada pelas pequenas velas, era difícil dizer quem seria, para além de ser uma rapariga. Mas ele reconhecia-a facilmente, cada pormenor seu, cada curva do seu cabelo e até o seu cheiro. Ela saltou da cama, com toda a sua graciosidade e beijou-o com paixão. Sobre o seu corpo tinha apenas um pijama fino de verão, algo que realçava bastante todos os seus contornos suaves.
− Auri, como? Os meus pais…?
− Não te preocupes com eles – sussurrou de uma forma que quase o fazia enlouquecer.
− Mas?...
− Eles não me viram entrar – Disse antes de o voltar a beijar e o puxar para a cama.
Deixou-se ir. Como poderia não deixar? Abraçou a sua cintura com força e beijou-a de uma forma arrebatadora, ou pelo menos assim pensava. Ela entrelaçou as suas pernas à sua volta e agarrou o seu cabelo. Parecia que desta vez não ia haver um filme ou mesmo um gelado para arrefecer a sua paixão. Estavam ambos em brasa. As suas mãos começaram a agir por conta própria enquanto acariciava Auri e pouco depois estavam por baixo do pijama dela. Quando se apercebeu disso, apercebeu-se também que ela já lhe tinha arrancado a camisola. Tirou também a dela, só para que ficassem em pé de igualdade. O desejo que os dois possuíam era palpável, e tinha a certeza de que a temperatura dentro do seu quarto subira pelo menos uns cinco graus Celcius. Só esperava que os seus pais não acordassem com o calor. A sua excitação era incontrolável, então, fizeram os seus corpos rebolar e Auri ficou em cima dele. Pouco depois estavam apenas com roupa interior. Por um minuto, ficou apenas a admirá-la. Realmente, amava-a, amava-a como nunca amou ninguém, embora nunca lho tivesse dito com todas as letras. Agarrou-se a ela ainda com mais força. A luz das velas começou a tremer e acabara por se extinguir, deixando-os ali, no escuro, apenas com a luz um do outro e todo o seu calor. Tirou-lhe o sutiã cuidadosamente e em seguida as suas cuecas enquanto beijava todo o seu corpo, lenta e carinhosamente. Não queria que aquele momento terminasse nunca. Assim que lhe retirou toda a roupa interior, Auri fez de alguma forma mágica desaparecer os seus boxers e ficou em cima dela, beijando-o e agora mordendo-lhe o pescoço.
Por algum motivo que não percebeu muito bem começou a lamber-lhe o nariz, de uma forma rápida e incansável. Depois mordeu-o suavemente, quase como lhe tinha mordido o pescoço antes e então com mais força. Tanta que doeu. Acordou de um salto, que assustou o seu pequeno gato que estava em cima da sua cara a atacar-lhe o nariz e o fez fugir do seu quarto. Provavelmente iria ficar com marcas no nariz.
Estava encharcado em suor e a sua cama estava toda estrampalhada. De alguma forma tinha arrancado os cobertores e os lençóis. Raios partam o gato! Logo quando estava a chegar à melhor parte do sonho, tinha de o acordar. De súbito o seu despertador tocou. Também já não ia dormir de qualquer das formas. Levantou-se e foi para a casa de banho, para um duche frio.

Os seus sentimentos por Auri começavam a tornar-se incontroláveis.

Até. 

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