Apetece-me escrever. Há dias que tenho esta vontade. Não sei exatamente o quê. Deixar sair o que me vai na alma já não é tão simples como outrora fora. Olho para trás e vejo que muitas palavras foram escritas em vão, e ditas também. Ao mesmo tempo, tantas ficaram por escrever, por dizer... E eu aqui sem saber, o que realmente quero escrever.
Quero escrever coisas que não sei. Coisas que sinto e não posso explicar, talvez porque essa explicação esteja para além do alcance da minha inteligência, por agora pelo menos. Não vejo com clareza. Existem demasiadas coisas a turvar a minha visão. Demasiados sentimentos, demasiadas vontades... Se ao menos pudesse satisfazer todas estas vontades... Mas nem a vontade de escrever consigo satisfazer.
Preciso de dormir, durante um mês de seguida, e recuperar todas as forças que perdi e que nunca voltei a ter. Acho que nunca as vou recuperar, e não, não é por não poder dormir durante um mês, mas o motivo também não interessa.
Eu estou bem. Como sempre. Apenas cansado, talvez. De algo e de tudo um pouco. Desta vida onde apenas se trabalha. Um dia alguém disse algo do género "escolhe um trabalho que ames e nunca terás de trabalhar na tua vida". Pois, mas neste pedaço de terra a que chamamos país ainda não se dá um salário a um escritor, de maneira a que assim não me safo. Claro que quando digo isto todos me dizem que posso escrever em part-time. Claro que posso, mas a escrita é uma arte que demora algum tempo a aprimorar e a produzir. Não posso apenas escrever um livro em duas ou três horas, num dia em que chegue do trabalho já cansado. E mesmo que tivesse esse tempo, que na verdade não tenho, é preciso ter inspiração, coisa que não acontece quando se está cansado. Engraçado como tenho cada vez mais perguntas e cada vez menos respostas. Quase tanto como querer escrever de algo e não saber de quê.
Parece-me que coisas bastante más se avizinham. Também é complicado esperar um futuro prospero nesta fase da minha vida. Espero apenas que as coisas boas venham também, apenas para me fazer continuar a ter algo a que chamamos esperança. Não que a tenha de verdade... ou talvez tenha e só não o saiba.
Anyway, aquilo que eu acho, aquilo que eu penso ou mesmo o que sinto, nada disso importa. As coisas são como são e nada há a fazer.
(PS Na noite passada sonhei com uma flor há muito perdida e esquecida, por momentos tive-a nas minhas mãos e era mais suave e agradável do que poderia imaginar. As estranhas partidas de uma mente cansada são interessantes em níveis que mais ninguém entende).
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
Porque a magia existe..
Um casal aos beijos foi tudo o que bastou. Tudo o que bastou para fazer renascer aquelas saudades. Saudades dela. Saudades do seu toque. Dos seus lábios. Dos seus beijos. Saudades daqueles quinze minutos em que nada mais existiu. E no entanto, não posso ter saudades. Seria demasiado doloroso ter saudades do que agora não posso ter, por mais que o deseje. Nem mesmo toda a nostalgia que vai na minha alma o aguentaria. Ou aguentaria? Não sei. Não quero descobrir. O cansaço de tudo apodera-se de mim com cada vez mais intensidade e agora apenas a desejo. Ter desejo não é algo mau ou desagradável, é o que nos mantém vivos neste mundo cruel, é o que nos faz continuar em frente. E este desejo é imenso. Mais que quaisquer saudades que pudesse sentir.
E de repente, volto, apenas dentro da minha mente àqueles últimos, até agora últimos, quinze minutos. Pareceram durar apenas uns segundos, uns segundos que queria que fossem eternos, mas mesmo não sendo, mesmo tendo já passado, recordo-os com alegria por terem acontecido. Por os ter vivido. E por agora os poder recordar.
Que venham mais minutos como aqueles!
E se os dragões não existem, nem mesmo os de cor esmeralda, deveriam, porque eu sei que a magia existe!
Beijos como aqueles não são deste mundo e poderia jurar que aqueles momentos que eram 15min foram passados numa outra dimensão em que só nós existíamos.
E tudo isto faz todo o sentido!
Até.
E de repente, volto, apenas dentro da minha mente àqueles últimos, até agora últimos, quinze minutos. Pareceram durar apenas uns segundos, uns segundos que queria que fossem eternos, mas mesmo não sendo, mesmo tendo já passado, recordo-os com alegria por terem acontecido. Por os ter vivido. E por agora os poder recordar.
Que venham mais minutos como aqueles!
E se os dragões não existem, nem mesmo os de cor esmeralda, deveriam, porque eu sei que a magia existe!
Beijos como aqueles não são deste mundo e poderia jurar que aqueles momentos que eram 15min foram passados numa outra dimensão em que só nós existíamos.
E tudo isto faz todo o sentido!
Até.
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Objetivos
Alguma vez te sentiste perdido? Como se te perdesses de todos os teus objetivos, como se te perdesses da vida e não soubesses pelo que estás a lutar, mesmo estando sempre esgotado de tanta luta.
A certa altura, sentas-te, olhas para o horizonte e pensas, qual é o objetivo de tudo isto? Por que começas-te tudo isto, o que queres, o que gostas, o teu verdadeiro objetivo. Viver ou sobreviver? Nascer, crescer, reproduzir e morrer? Serás apenas mais um? Será esta a essência da tua existência? Trabalhar todos os dias até à velhice em algo que realmente não aprecias apenas para ganhar dinheiro suficiente para sobreviver de uma forma mais ou menos confortável mas que na verdade nunca poderás realmente desfrutar porque precisas continuar sempre a trabalhar para atingires aquele objetivo que há tanto tempo já perdeste.
Qual será o caminho certo? Quando não se sabe onde se quer chegar, todos os caminhos lá vão dar, ou mais provavelmente, nenhum.
Qual é o teu sonho, o teu verdadeiro sonho, independentemente de tudo, não interessa se é alcançável ou não, ainda não pelo menos. Se tens um, deverias segui-lo, colocá-lo à frente de tudo e todos, pois na minha opinião, essa será a única forma de alcançar a felicidade. A mais pura felicidade de todas.
Engraçado como é mais fácil aconselhar os outros que seguir os nossos próprios conselhos.
Está a chegar a hora. A hora de jogar tudo para o alto e esperar que caia com muito ou pouco estardalhaço, mas que não importe mais nem menos do que importou. Está a chegar a hora de desistir de uma farsa e olhar o destino de frente. Mas qual será a farsa e qual será a verdade?
Não se pode ter duas vidas.
Até.
terça-feira, 12 de agosto de 2014
Right person - part 18
No dia seguinte, depois de terem tomado o pequeno almoço, decidiram que iriam acampar no dia seguinte, num parque de campismo perto da praia. Saiam de manhã, de autocarro, sendo que se encontravam na paragem. Claro está, depois do pequeno almoço ligou à sua mãe a informar que tinha dormido em casa da namorada e que no dia seguinte iam acampar. Ela ainda o questionou de quanto tempo iam e para onde iam, mas não adiantou muitos pormenores. Sabia que ela continuava a ser mãe dele e continuava a adorá-la, mas estava demasiado magoado com ela.
Por isso, depois daquela chamada, resolveram almoçar juntos, mesmo ali em casa. Ajudou Auri a cozinhar. Fizeram uma comida simples, massa com carne, que no final ficou deliciosa, talvez por ambos colocarem tanto amor no que estavam a fazer. Deliciaram-se e foram passear. Era estranho como agora que tinham feito amor pela primeira vez, ainda a desejasse mais, no entanto, não queria parecer um tarado que apenas pensa em sexo, de maneira que era melhor saírem de casa e apanharem um pouco de ar. Caminharam um pouco, pela beira do rio, enquanto planeavam o que cada um deveria levar para o acampamento. Ambos decidiram levar alguma comida e agua, pelo menos para o inicio, nao sabiam exatamente onde poderiam comer ou se havia algum sitio conveniente para comprar comida, para alem de que parte da comida que ficaria em casa de Auri acabaria por se estragar dali a uns dias.
O tempo passou a correr e pouco depois de comerem um gelado, já eram 18h e tinham de ir para casa, preparar as malas. Auri voltou a pé, visto ainda ser de dia e estar mesmo ali ao lado, foi sozinha até casa, de outra forma Hélio iria com ela. Este, apanhou o próximo autocarro que também não demorou muito tempo e seguiu até à sua paragem. Mesmo a viagem sendo curta, foi o suficiente para relembrar tudo o que se passou. Não se lembrava se alguma vez ter dormido tão bem, mesmo tendo acordado de manhã, umas boas horas antes de se levantarem. Acordou com um doce beijo de Auri. Por momentos quase não acreditou que ali estivesse, mas estava e provou-o a sim próprio beijando-a e puxando-a mais para si. E assim dormiram, até decidirem que ficar mais tempo na cama seria demasiado demasiadamente pouco produtivo para tudo o que ainda queriam fazer juntos.
Chegou à sua paragem, saiu e seguiu até casa. Diretamente para o quarto. Tambem nao estava mais ninguém em casa. Arrumou um monte de roupa, maioritariamente de verão, foi até à dispensa buscar alguma comida e duas garrafas de água e empacotou tudo. No final, já incluindo a tenda que estava no fundo do seu guarda fatos, ficou com duas mochilas bastante compactadas e pesadas. Foi até ao pc e não resistiu jogar um pequeno jogo online, afinal, não ia jogar nos próximos tempos, aproveitou e deixou essa informação no seu perfil para que os seus amigos soubessem que estava off por algum motivo. Pouco tempo passou até que a porta da entrada abrisse e os seus pais chegassem. Resolveu descer, visto que tinha passado a noite fora de casa e não tinha avisado, seria no mínimo de mau tom não o fazer.
- Boa noite - disse ao descer.
- Boa noite, Hélio - responderam ambos.
- Para onde vais amanhã afinal? - perguntou a sua mãe.
- Acampar.
- Sim, mas onde? - interrogou o seu pai calmamente.
Ficou um pouco relutante em responder. Não é como se devesse realmente safisfações, já tinha feito dezoito anos, mas na verdade devia, vivia debaixo do teto deles e eram eles que o sustentavam por isso.
- Naquele acampamento perto da praia a que fomos há uns anos atrás.
- Tens comida? - continuou o seu pai.
- Sim. - respondeu secamente.
- Sabes Hélio, independentemente de tudo, eu sou teu pai e preocupo-me contigo. Não me importo que vás acampar com a Auri, mas se acontecer alguma coisa, liga-nos, sejam que horas forem, estamos entendidos?
- Sim, eu sei pai.
Passaram o resto do tempo apenas a ver televisão, num silencio incómodo. Depois jantaram, massa com carne, muito mais elaborada do que a que tinha feito ao almoço, mas nem por isso mais saborosa. Depois de jantar, um banho rápido e cama. No dia seguinte tinha um longo dia.
- Dorme bem A. Até amanhã. Amo-te. - foi a ultima sms que enviou à sua namorada naquela noite.
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Levantou-se cedo. Queria garantir que não perdia o autocarro. Tomou um grande pequeno almoço, algo que nao costumava fazer muitas vezes, e saiu carregado. Apanhou o autocarro até à paragem onde teria de fazer escala. Depois de chegar, esperou aproximadamente cinco minutos até ver Auri carregada até à ponta dos cabelos. Também ela trazia duas mochilas, embora fossem menores. Quase ficou preocupado com a falta de espaço que iam ter dentro da tenda com toda aquela bagagem, mas depressa o esqueceu ao olhar para as curvas dela. Estava vestida com uma camisola de alças, ou pelo menos parecia por debaixo do casaco fino, uns calções curtos e umas sapatilhas, toda ela bastante desportiva.
Abraçaram-se e beijaram-se, como se não se vissem há semanas. Cada momento afastados parecia uma eternidade. Entretanto o autocarro chegou, colocaram as malas na bagageira lateral e seguiram para a nova aventura. Juntos, de mãos dadas e óculos de sol.
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
Right person - part 17
Nem sequer pensou no assunto. Assim que ela acabara de fazer a pergunta, literalmente saltou para a frente dela e beijou-a, abraçou-a e levantou-a no ar rodando de alegria.
- Isso é um sim? - perguntou ela enquanto abria a porta de casa.
- Sim! É mais que um sim!
- Mais que um sim? - Interrogou na brincadeira.
Ela parecia fazer sempre este tipo de perguntas para o qual nunca se tem exatamente a resposta, mesmo tendo acabado de dizer o que ela questionou. Por isso respondeu da melhor maneira que se lembrou. Beijou-a e atravessaram a soleira da casa.
- A minha casa não é propriamente tão grande quanto a tua mas...
Realmente a casa era pequena e antiga, mas estava bastante arrumada e de certa forma tinha um ar extremamente acolhedor. Sentiu-se mais em casa ali, mesmo tendo acabado de chegar, que na sua própria casa, exceptuando o seu quarto.
- Então é aqui que passas o teu tempo... - exclamou sorrindo ao conhecer a casa da namorada - Parece ser bem fixe viver aqui.
- Não me posso queixar. Queres beber alguma coisa ou assim? - perguntou levando-o para a sala.
- Ou assim - respondeu segurando-lhe a cintura.
- Posso arranjar isso.
Sentaram-se no sofá, nunca parando de se beijar e um pouco depois as mãos de Hélio estavam novamente nas ancas de Auri, por baixo do vestido. Hesitou por um momento. E se estivesse a ir mais longe do que ela desejava? Não a queria forçar a nada. Mas o seu pequeno momento de hesitação foi o suficiente para que ela se colocasse por cima dele e já não estavam sentados no sofá. Ela arrancou-lhe a camisola e ele, por sua vez retirou-lhe o vestido. Nenhum dos dos se importava com mais nada. A casa poderia literalmente cair que eles não dariam conta. Só queria beijá-la. Só queria estar mais perto dela e fazê-la sentir-se bem, de todas as formas que conseguisse imaginar. Por isso, era o que ia fazer.
a certa altura, quando já estavam os dois descalços, Auri levantou-se suavemente de cima dele e puxou-o, ao que ele se levantou logo, agarrando-se a ela e beijando-lhe o pescoço.
- É mais confortável estarmos no meu quarto...
E assim foram, devagar e quase chocando com as paredes. chegando ao quarto Hélio foi empurrado para a cama de casal lá existente. Por mais que soubesse que a sua namorada era bonita, nunca pensou que ela ficasse tão bem apenas de roupa interior. Continuaram o que começaram no sofá da sala e um pouco depois também já tinha perdido as calças. Estava bastante excitado. Estavam os dois. Ia ser a primeira vez de ambos. Rolaram na cama por entre beijos e quando ficou no topo, começou a beijá-la no pescoço, passando devagar os seus lábios por todo os seu corpo até chegar aos seios, onde parou um pouco para retirar o sutiã que estranhamente desapertava à frente e não atrás como seria de esperar. Continuou com os beijos até que a deixou completamente despida e mais húmida que antes. Quando voltou a ir para cima dela, depois de lhe retirar todas as roupas e de retirar as suas também, olhou-a nos olhos e parou.
- Eu amo-te. Amo-te mesmo! Nunca amei ninguém assim Auri.
- Eu também te amo Hélio - disse abraçando-o enquanto os dois se tornavam num só.
terça-feira, 5 de agosto de 2014
The hunger games - Catching fire - conclusão
Finalmente li o livro e vi o filme. A história está fantástica, mas depois do primeiro, nem esperava outra coisa. Para ser franco, o filme está um pouco pobre, assim como o primeiro, mas está bem conseguido e relativamente fiel ao livro. Claro, perde imenso nos pormenores. Houve uma cena inteira cortada, que era mais ou menos relevante, sim, porque antes da ceifa, supostamente a Katniss deveria ter ficado com a cara toda negra e bastante magoada numa perna por ter saltado de uma árvore a uma altura de três metros. Uma outra parte que não gostei particularmente foi quase no final. Notou-se que quem fez o filme leu realmente o livro, mas no livro não se percebia à partida o que estava a acontecer, quem era aliado, quem era inimigo, e ali, foi apenas demasiado óbvio.
Críticas à parte, foi um filme muito bom, história brilhante, estou ansioso por ler a terceira parte e para, eventualmente, ver o terceiro filme!
Até.
Críticas à parte, foi um filme muito bom, história brilhante, estou ansioso por ler a terceira parte e para, eventualmente, ver o terceiro filme!
Até.
sábado, 2 de agosto de 2014
Banho de cerveja
Quando alguém vos disser que os melhores banhos são de cerveja, não acreditem. Não são. Nada fixe mesmo. Experimentei hoje e não é agradável, apenas fresco. Também foram só sete imperiais, ou finos, dependendo da vossa localização geográfica. Interessante como as coisas mudam de nome dependendo de onde moram. Isto dentro do mesmo país. Cerveja é cerveja, independentemente do que lhe chamem.
Voltando ao meu esplêndido dia, em que teve um pouco de tudo, até mesmo estes banhos fantásticos. Foi daqueles dias que mais valia não ter saído da cama. É que não mesmo. Mas sou obrigado não é? Há coisas que se têm de fazer e não é por não nos apetecer muito que não as fazemos.
Novamente, e apenas para reforçar, banhos é com água pessoal!! Cerveja só mesmo para beber, se bem que, um dia, uma grande sábia disse-me em conversa, quando falávamos de cremes anti-rugas ou algo do género "Não ponho nada na pele que não colocaria na boca", suponho que neste caso seja o contrário. Ainda estou a dever um café a essa senhora, extraordinário o numero de cafés que vou ficando a dever às pessoas. A contar com esse são dois ou três. Talvez não seja assim tão extraordinário, mas é interessante pensar nas pessoas do passado e pensar que ofereci esses cafés apenas para manter essa porta aberta, para que um dia tenha a desculpa de dizer "Hei, estou-te a dever um café, que tal hoje?", se bem que neste caso é mais "estou-lhe", há que ter respeito pelas pessoas mais sábias que nós.
"Wow, o miúdo egocêntrico está a considerar alguém sábio" pensarão muitas pessoas ao ler isto, claro, se muitas pessoas lê-sem, algo que sem dúvida alguma não acontece, but, who cares? E sim, considero muitas pessoas mais sábias ou inteligentes que eu, mesmo porque de sabedoria ainda tenho pouco, mesmo sendo mais ou menos inteligente. E depois, para mim existem algumas pessoas, menos, que são sábias por algum motivo, talvez nem tenham muitos mais conhecimentos que outras pessoas que conheça, nem mesmo sejam mais inteligentes, mas por algum motivo admiro-as. Penso que é uma das coisas que falta a estes miúdos de hoje em dia, admirar alguém para além de um monte de bandas e atores que apenas vendem a sua imagem, quem diz isso diz jogadores de futebol. E sim, musica e cinema é importante, a vida sem esses dois tipos de arte seria bastante complicada, mas eu estava mais a falar de jovens viciados que apenas vêm isso à frente, um pouco como são as fãs de justin bieber, ou eram... Não sei!
Anyway, já chega, o que era para ser dito, dito está. Nada de banhos com cerveja e colocar em mente que tenho de pagar estas dividas de cafés antes que perca as pessoas de vista!
Até.
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
Futuro.
Há já algum tempo que me deixei de pensar no futuro. Para quê fazer planos se existe algo que os acaba por arruinar? Existiu um período da minha vida em que vivia apenas pensando que no futuro tudo se haveria de compor. Grande erro. E agora não penso. Vivo, ou sobrevivo, não interessa, mas não penso. De que vale planear quando não podemos prever tudo? Existem demasiadas coisas imprevisíveis, demasiadas coisas que não dependem de nós. Agora apenas penso no futuro, quando o presente está arruinado.
Hoje acordei a pensar no futuro. O quanto vou ganhar e o quanto vou perder. Perder tudo, ganhar nada. É o que me parece neste momento. Não é minimamente justo e começo a ficar cansado das injustiças desta vida. Ponham-me obstáculos com que eu possa lutar, que eu possa ultrapassar, agora coisa que não posso controlar, que não podem ficar nas minhas mãos, que não posso fazer absolutamente nada para combater e que apenas dependem dos outros... Não poderia ser pior. Pois, se calhar é essa a ideia de um obstáculo não é? Sim, mas duas vezes? Qual é o objetivo? Se é que existe algum!
E sim, eu acredito em Deus, assim como acho que Ele não faz milagres ou coisa alguma. Deu-nos as ferramentas que precisamos para evoluir e agora que temos os meios, ou a capacidade para os construir, que nos temos de desenrascar, e esta teoria sempre me pareceu bem, até que aconteceu tudo isto, e talvez já não me esteja a referir ao meu caso em concreto! Mas colocar algo a nossa frente que não podemos fazer nada para ultrapassar nem evitar de alguma forma, onde é que estão os meios ou as ferramentas para o evitar?? Onde está a nossa chance para sobreviver!? Sempre acreditei que existisse alguma justiça nas coisas, uma certa lógica no meio do raio do caos, mas muitas vezes começo a pensar que não existe nada. Isso ou Deus está-se a borrifar para o que acontece a este mundo! Ou pura e simplesmente, é ainda mais sádico que eu! Não quero acreditar nisto. Quero ainda acreditar que tudo acontece por um motivo, mas fodasse, que motivos tão errados serão estes!?
Talvez seja apenas eu que não seja inteligente o suficiente, talvez tenha demasiada raiva reprimida, demasiado ódio, demasiada angustia e até demasiado amor. Talvez não consiga ver as coisas com a clareza necessária. Talvez esteja errado. Talvez. Talvez!!
O que é certo é que não consigo ver o meu futuro, olho para tudo e apenas vejo erros.
O que realmente quero fazer? O que considero mesmo importante para mim?
A vida é demasiado curto para desperdiçar o meu tempo desta maneira, mas também é demasiado curta para que não a aproveite convenientemente.
Para agora, apenas existe uma ou duas coisas que não aguentaria mesmo perder.
Até.
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