Cada vez mais me convenço
de que a este mundo não pertenço.
Ou o meu grau de insanidade está a aumentar
Ou, definitivamente, está tudo a desabar.
Cada vez mais vejo agonia
Sinto-a de maneira fria
Talvez não esteja mesmo muito são
Pela minha indiferença e reflexão
Mas, cada vez mais, não quero saber
De que é que me interessa viver
no meio de gente inacabada
cada vez mais, gente de mente errada.
Esta sociedade,
composta de futilidade
Cada vez mais me enjoa
Como posso ser uma pessoa?
Se ser pessoa é ser isto
prefiro nem ser visto
a ser reconhecido
como humano poluído
Cada vez mais me pergunto
Se não seria melhor ser defunto
que olhar para a humanidade
a destruir tudo de verdade.
Até
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