sábado, 17 de maio de 2014

Cada vez mais...

Cada vez mais me convenço
de que a este mundo não pertenço.
Ou o meu grau de insanidade está a aumentar
Ou, definitivamente, está tudo a desabar.

Cada vez mais vejo agonia
Sinto-a de maneira fria
Talvez não esteja mesmo muito são
 Pela minha indiferença e reflexão

Mas, cada vez mais, não quero saber
De que é que me interessa viver
no meio de gente inacabada
cada vez mais, gente de mente errada.

Esta sociedade,
composta de futilidade
Cada vez mais me enjoa
Como posso ser uma pessoa?

Se ser pessoa é ser isto
prefiro nem ser visto
a ser reconhecido
como humano poluído

Cada vez mais me pergunto
Se não seria melhor ser defunto
que olhar para a humanidade
a destruir tudo de verdade.

Até



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