quarta-feira, 28 de maio de 2014

Right person - part 4

Passou cerca de uma semana desde que se encontraram na paragem de autocarro e começaram a trocar mensagens e chamadas. Enquanto estava a passear a sua cadela, altura em que tomava muitas das suas decisões, resolveu finalmente convidá-la para sair. Não tinha grande jeito ara fazer algo do género, as coisas nunca lhe pareciam sair naturalmente, parecia que os seus sentimentos se interpunham entre a sua cabeça e a sua boca e nunca conseguia dizer algo realmente decente. Começou por tirar uma foto de uma rosa que desabrochava ali num pedaço de terra junto ao caminho em que estava a passar. A cadela quase lhe arrancava a trela das mãos no momento em que tirou a fotografia, por sorte já tinha capturado a imagem que pretendia e nem a cadela nem a fotografia lhe escaparam. Agora precisava da mensagem perfeita. Claro que estava a exagerar, mas era bastante comum pensar demasiado, mesmo em coisas tão simples como aquela, não é que ele fosse mau a improvisar, mas sempre planeara demasiado as coisas.
Depois de muito pensar, de passear o dobro do tempo que costumava e quase ter caído num grande buraco no meio do pinhal de tão distraído que estava, concluiu que mais valia deixar as coisas o mais simples que conseguisse. Regressou a casa e enviou-lhe um MMS com a foto da rosa e uma pergunta.
“Queres ir ao cinema um dia destes?”
Sentiu-se parvo no momento depois de ter enviado a mensagem, não pelo texto, mas sim por ter enviado uma foto juntamente com a pergunta. Ele era antiquado e até um pouco romântico demais nestas coisas, afinal de contas, aquilo era um convite e um convite tem sempre uma imagem de capa, mesmo quando é digital, ou era disto que se tentava convencer para que não se sentisse tão idiota.
– A rosa é bonita – respondeu ela.
– Também achei! Tirei a foto a pensar em ti.
– obrigado :$
Gostava quando ela enviava aquele “smile” envergonhado, de certa forma fazia sempre com que o seu pequeno coração acelerasse mais um pouco, mesmo sabendo que um “smile” é apenas um “smile” e nada mais.
– De nada.
Ficou à espera durante quase uma hora até que finalmente compreendeu que ela se deveria mesmo ter esquecido, ou pura e simplesmente não tinha reparado na pergunta que acompanhava a fotografia.
– Acabaste por não me responder!
– Ao quê? – respondeu ela por fim.
– Se queres ou não ir ao cinema comigo…
– Quando?
– Quando quiseres! Amanhã ou depois…
A próxima resposta demorou a chegar. Tanto que pensou que o seu telemóvel estivesse com algum problema, mas resolveu que não ia pressionar. Estava ansioso e nervoso por uma resposta. Sabia que não deveria estar assim, ou talvez devesse, para dizer a verdade, já não sabia nada. Só sabia que acordava a pensar em Auri e adormecia a pensar nela, nada mais importava, não verdadeiramente pelo menos.
– Não sei… – disse ao anoitecer.
Não havia nada que mais detestasse que aquilo. Aquela situação e aquela resposta. Para quê uma tamanha demora para um simples “não sei”? Preferia até um “não” diretamente ao invés daquilo.
– Então quem sabe? :p – tentou disfarçar o seu descontentamento gracejando.
– Não sei.
Outra vez aquela triste resposta. Começou a pensar que os seus sentimentos não eram realmente correspondidos, por mais que tenha pensado que sim. Logo depois de ter pensado nisto, pensou que sentimentos seriam esses… Nunca tinha pensado nisso antes.
– Vá lá, vai ser divertido! Deixo-te escolher o filme! ;)
As respostas custavam cada vez mais a chegar. Não sabia se ela estaria realmente a demorar muito tempo a responder ou se era ele que estava demasiado nervoso por as receber. Quando esperamos por algo, parece sempre demorar mais.
– Okay… Talvez… depois de amanhã então?
– Parece-me bem! – Respondeu aliviado.

– Encontramo-nos lá então! 


Até.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Right person - part 3

Supostamente, e apenas supostamente pois sempre achara este género de coisas estupidas, teria de esperar três dias para contactar uma rapariga em que estivesse interessado. Esperou o máximo que conseguiu, que foi até sair do autocarro e ter entrado no seguinte, no qual já viajou sentado.
– O querer é o primeiro passo para algo acontecer – respondeu, tentando de alguma forma causar uma primeira boa impressão.
E essa resposta, cheia de algo ainda inexplicável, foi o início de uma avalanche de troca de sms’s.  Ainda não tinha chegado a casa e já sabia que não quereria nunca parar de falar com aquela rapariga. Não sabia porquê, acabara de a conhecer.
– Que foste fazer ao fórum com os teus amigos? Não pareciam ser do género que gosta de ler XD.
– Não são. Fomos ao cinema. E tu que foste fazer com as tuas amigas?
– Cinema também! Ainda havemos de ter visto o mesmo filme! Que foram ver?
– Não me parece, nós fomos ver o “The Wolverine” e vocês?
– “The mortal instruments”
– Pensei em ir ver esse, mas o Wolverine deve estar quase a sair do cinema… antes que depois já não conseguisse ver… O vosso filme estava alguma coisa de jeito?
– Sim, tens de ver!

Continuaram a falar de coisas triviais, assuntos quase sem importância que pura e simplesmente lhes dava prazer em compartilhar. Pouco tempo depois de começarem a conversar, descobriram que nenhum deles era realmente de Coimbra, mas que iam para lá estudar nesse mesmo ano e que consequentemente ambos tinham terminado de acabar o secundário. E, sem sequer tentarem, foram-se conhecendo, de uma forma quase inexplicável. 

terça-feira, 20 de maio de 2014

What a hell is wrong?

Everything is red!
There is blood everywhere!
But I don't understand
I don't remember any of this...

That sword is not mine
so why the hell is the blood on my hands?
the floor is shaking.
ten seconds after this, and nothing exist.

Where are the shades?
Where is the blood?
where are the darkness?
There is everything in my heart?...

A cute girl is just where all this pain was before
suddenly, the world is not so bad
and what was a dark and eternal night
started to fade away into a ((im)possible) beautiful morning.

See ya...

sábado, 17 de maio de 2014

Cada vez mais...

Cada vez mais me convenço
de que a este mundo não pertenço.
Ou o meu grau de insanidade está a aumentar
Ou, definitivamente, está tudo a desabar.

Cada vez mais vejo agonia
Sinto-a de maneira fria
Talvez não esteja mesmo muito são
 Pela minha indiferença e reflexão

Mas, cada vez mais, não quero saber
De que é que me interessa viver
no meio de gente inacabada
cada vez mais, gente de mente errada.

Esta sociedade,
composta de futilidade
Cada vez mais me enjoa
Como posso ser uma pessoa?

Se ser pessoa é ser isto
prefiro nem ser visto
a ser reconhecido
como humano poluído

Cada vez mais me pergunto
Se não seria melhor ser defunto
que olhar para a humanidade
a destruir tudo de verdade.

Até



sexta-feira, 16 de maio de 2014

Everything?

Everything I am
Everything I was
Everything I will be...
Everything is or will be lost. Forever.
Let it go.
There is nothing to do about it.
Nothing that can even be explained.
And that's okay.
Bad things happen.
People die.
Demons born.
Angels fall.
Every cicles have an end.
That's life.
And it will not change, even if we want.
There is nothing to do about it.
So, why would I care?
Everything will be lost, forever.
And I am already lost anyway.
So..?

See ya.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Right person - part 2

Sentado na paragem de autocarro, com os pés em cima do banco, lia o seu recém comprado livro de fantasia. Acabara de o comprar, mas já tinha lido cerca de cinquenta páginas. Estava quase na hora do seu autocarro, sabia apenas porque estava a começar a ficar com menos luz solar, o que tornava mais complicado ler as pequenas palavras. Sentiu um odor, um perfume, no ar, agradável e desviou os olhos do seu livro. A sua pulsação acelerou. Lá estava ela. Na sua paragem e com um exemplar do livro que estava a ler na mão.
- "Boa leitura"
Conseguiu ler os seus lábios, mesmo antes de arrancar desajeitadamente os auriculares dos ouvidos.
- Obrigado! Estou no inicio mas está a ficar interessante - respondeu enquanto fechava o livro.
- Não puseste um marcador! Agora perdeste-te!
- Não uso... Costumo decorar o numero da página...
- Também já tentei fazer isso, mas não posso dizer que resulte!
- Comigo também só resulta se não passar muito tempo.
Nem estava a acreditar que aquela rapariga estava ali ao seu lado. Ainda por cima com um livro igual ao seu nas mãos. Para além de ser bonita, podia pelo menos dizer que tinha muito bom gosto. Mas havia algo mais que o atraía em relação a ela, algo inexplicável.
- Como te chamas?
- Hélio. E tu?
- Aurora. Mas podes chamar-me Auri se preferires.
Era primeira Aurora que conhecia, supunha que aquela fosse realmente uma rapariga única. O autocarro chegou. Ia pedir-lhe o número de telemóvel a seguir, mas parecia que não ia haver tempo para isso. Por sorte, coincidência ou destino, ambos entraram. O autocarro estava praticamente cheio, tiveram que seguir em pé, não que fizesse grande diferença.
- Queres o meu numero? Para o caso de depois quereres falar sobre o livro ou...
- Sim - respondeu, cortando-lhe a pergunta idiota a meio.
Que raio de maneira de pedir o numero a uma rapariga! Em que estaria a pensar?
Auri passou-lhe o telemóvel para a mão e ele marcou os nove dígitos e devolveu para que ela guardasse o numero com o nome que quisesse. "Hélio, o rapaz estranho que encontrei na paragem de autocarro" parecia adequado, não fosse a sua extensão.
Passados alguns minutos, não saberia dizer quantos, o condutor travou repentinamente e reclamou com o transito e ela, involuntariamente, chocou com ele, e por um segundo, quase se abraçaram para não cair ao chão. A sua pulsação estava realmente acelerada naquele momento e quase corava.
- Desculpa...
- Não faz mal!
Na paragem seguinte, ela saiu e menos de um minuto depois, o seu telemóvel vibrou.
- "espero encontrar-te em breve"

Até.


sexta-feira, 9 de maio de 2014

Há coisas que doem

- Então, o que é que parece?
- Parece que me espetaram uma tesoura com gume duplo e desde então não pararam de a abrir e fechar.
- Porque não arrancas a tesoura?
- Por mais que quisesse, não está nas minhas mãos. É impressionante como quase todas as coisas que nos magoam mais o coração, nunca estão nas nossas mãos.
- É, também me doí.
- Então porque não ma arrancas?
(...)

Até.

Right person - Part 1

Estava a conversar com os seus amigos quando a viu pela primeira vez. Os seus olhares cruzaram-se e o seu coração disparou. Não estava habituado a que algo do género acontecesse e quase corou. Ela era uma rapariga fofinha com longos caracóis castanhos e grandes olhos castanhos esverdeados, rapidamente desviou o olhar e continuou a conversar com as amigas. Ele por outro lado teve de ser acotovelado por um dos seus amigos para regressar à Terra. Logo gracejaram por supostamente estar a olhar para as raparigas, de certa forma até estava mesmo, mas apenas para uma. Não se importava. Provavelmente nunca mais a veria, portanto também não havia nada com que se importar. Evidentemente, estava errado, se assim não fosse, esta história não teria sentido em ser contada.

Até.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Mergulho das escadas

Fechou os olhos àquela queda vertiginosa. Estava quase no último andar, no topo das escadas, sempre gostara da ilusão das escadas dos vários andares interligando-se entre si de forma infinita, até que, repentinamente, terminam no frio chão. Desde que se lembrava, sonhara em descê-las da forma mais rápida e atravessar a ilusão infinita. Passou muitos finais de tarde ali sentada, em frente à janela, até o sol se pôr e as estrelas misteriosas subirem ao céu escuro.
Quando finalmente abriu os olhos, a luz tinha desaparecido. O frio era agradável naquela época do ano, mas as nuvens tapavam toda e qualquer luminosidade das estrelas lá fora. Abriu os braços e deixou-se cair suavemente para trás. Voou a uma velocidade estonteante antes de embater no chão violentamente. Interessante como algo que começou de forma tão suave terminou de forma tão violenta. No último momento, podia jurar que vira a própria morte e que poderia abrir um par de asas pálidas para lhe conseguir escapar. Todos vemos o que queremos, especialmente nos momentos de maior desespero.

A paz e as sombras implodiram dentro de si uma última vez, enquanto uma lágrima rolava e gelava na sua face. Nunca ninguém dirá se era de tristeza ou felicidade, nostalgia apenas talvez. E então, tudo terminou. O seu corpo explodiu no chão e o seu espirito libertou-se para o desconhecido.  

Até.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Obrigado! :)

Já tinha visto facejaking, blogjaking ainda não XD
Mas estranhamente, foi muito fofo da tua parte :)
E tens razão, todas as fases más da vida acabam por terminar, mas enquanto as vivemos é complicado!

"Your favourite and sweet friend" e depois sou eu que sou egocentrico xp (mesmo que na realidade isso até seja mais ou menos verdade ;))

Obrigado pela mensagem e pela sua originalidade, e sim, fiquei mesmo surpreendido!!
Beijos ;)

Até.

Surprise :)

Entrei no teu blog.... (Whatch me :) ....HAHAHAHAHAH)

Sabes este mar de espinhos em que vivemos um dia irá transformar-se!
As rosas murchas com a primavera voltaram a desabrochar!


Big Kiss

Your favourite and sweet friend.