O sol desaparece no horizonte.
As linhas apagam-se dos olhos observadores.
Algo termina.
Algo começa.
Os ciclos da vida são compostos de linhas.
Que se apagam para que novas surjam
Sem que nunca desapareçam,
até que desaparecem.
Com o pesar.
Com a alegria.
Com o desespero,
do fim e do recomeço.
O infinito perde-se nas infinidades finitas da vida.
A água esgota-se.
O oxigénio falta.
O sangue escorre para fora da alma.
E enche o ar de vida.
De vontade,
de desejo...
Desejo de viver!
De lutar por aquilo que vale a pena
(e apenas aquilo que vale a pena)
E desistir de todas a ilusões de pontas afiadas.
O sol desaparece no horizonte.
As linhas negras voltam a surgir.
Debaixo da pequena Lua.
Por cima da relva acabada de cortar.
Por entre as lágrimas perdidas.
As linhas tornam-se confusas.
O final parece inevitável.
Parece tarde para desejos.
Mas estes surgem sem ser convidados
cortantes.
Arrebatadores.
Imensos e insanos.
Como almas perdidas.
Que procuram encontrar,
o amor há tanto "esquecido"
mas nunca perdido.
A velocidade do tempo oscila
descontroladamente.
A impossibilidade de provar
O fruto proibido
Torna-o mais possível.
Os desafios são para ser conquistados.
Tudo depende da força.
E da vontade de lutar.
Até ao fim.
domingo, 26 de outubro de 2014
sábado, 25 de outubro de 2014
Algo vai crescendo no meu peito.
Cresce sem que se veja.
Cresce sem que note.
Mas está lá.
Maior do que esperava.
Pior(melhor) do que imaginava.
Nunca pensei.
E eu penso demasiado.
Que algo chegasse tão fundo.
Especialmente com tal velocidade.
Está demasiado enraizado.
Suga-me a vida
Que nem beijo da morte.
Dá-me esperança
Que nem anjo alado.
Mas ainda estou aqui.
À espera.
De poder proteger todos.
Quando nem a mim protejo.
Algo vai crescendo no meu peito.
Cresce sem que se veja
Cresce sem que se note
Mas está lá.
Mais forte que antes.
Puxa-me para fora.
Substitui o desespero.
Consome-me a alma.
Mata-me a preguiça e a vontade.
Cobra-me o presente.
Ilude-me com o futuro.
E eu não sei.
Se fique ou fuja daqui.
Se lute ou desista de ti(mim).
se grite ou me cale.
De vez...
O mundo não é simples.
A vida não é fácil.
E o caminho termina.
Cresce sem que se veja.
Cresce sem que note.
Mas está lá.
Maior do que esperava.
Pior(melhor) do que imaginava.
Nunca pensei.
E eu penso demasiado.
Que algo chegasse tão fundo.
Especialmente com tal velocidade.
Está demasiado enraizado.
Suga-me a vida
Que nem beijo da morte.
Dá-me esperança
Que nem anjo alado.
Mas ainda estou aqui.
À espera.
De poder proteger todos.
Quando nem a mim protejo.
Algo vai crescendo no meu peito.
Cresce sem que se veja
Cresce sem que se note
Mas está lá.
Mais forte que antes.
Puxa-me para fora.
Substitui o desespero.
Consome-me a alma.
Mata-me a preguiça e a vontade.
Cobra-me o presente.
Ilude-me com o futuro.
E eu não sei.
Se fique ou fuja daqui.
Se lute ou desista de ti(mim).
se grite ou me cale.
De vez...
O mundo não é simples.
A vida não é fácil.
E o caminho termina.
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
E se eu desaparecesse amanhã?
Tanto está prestes a mudar... Mudança nunca foi o meu forte. Por mais necessária que seja. E agora o caos. Total caos. Tudo o que se vai passar, tudo o que estás prestes a mudar. A minha vida já está de pernas para o ar de qualquer das formas. Só não quero magoar ninguém, pelo menos não mais ainda.
E se eu desaparecesse amanhã? Sem deixar rasto. Seria mais doloroso que assistir a tudo o que está prestes a passar, ou menos? Nunca saberei a resposta a isso, suponho.
Estou apenas cansado. Como sempre. E a luta vai só agora começar.
Mas é a minha luta. Não posso deixar ninguém lutar por mim. Sofrer por mim. O que vier vem e cá estarei para o enfrentar, sozinho, onde só eu me magoo.
Até ao fim.
E se eu desaparecesse amanhã? Sem deixar rasto. Seria mais doloroso que assistir a tudo o que está prestes a passar, ou menos? Nunca saberei a resposta a isso, suponho.
Estou apenas cansado. Como sempre. E a luta vai só agora começar.
Mas é a minha luta. Não posso deixar ninguém lutar por mim. Sofrer por mim. O que vier vem e cá estarei para o enfrentar, sozinho, onde só eu me magoo.
Até ao fim.
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
.....
A vida é uma porcaria cheia de sombras que não nos deixam ver com clareza, ou pelo menos clareza suficiente para saber o que é certo a fazer. Há muito tempo que caminho por entre as sombras, tanto que me apaixonei por ela. Eu vejo com clareza, mas nem para os olhos mais bem treinados, estas sombras são límpidas o suficiente. Não consigo ver. Não sei o que fazer. Eu, o idiota que sempre parece saber tudo o que quer do futuro.
Detesto não conseguir ver onde vou por os pés, gosto da segurança da terra firme. Não sei como dar o próximo passo. Vou construir ou destruir tudo? Um tudo o nada, como em quase tudo o que acontece na vida. Isto vai doer. Estou cansado de dores. Vai doer imenso. Não sei se tenho forças suficientes.
E no entanto, é o certo a fazer. Consigo ver isso, com os meus olhos, mesmo que não consiga com o que resta do meu coração.
Até.
Detesto não conseguir ver onde vou por os pés, gosto da segurança da terra firme. Não sei como dar o próximo passo. Vou construir ou destruir tudo? Um tudo o nada, como em quase tudo o que acontece na vida. Isto vai doer. Estou cansado de dores. Vai doer imenso. Não sei se tenho forças suficientes.
E no entanto, é o certo a fazer. Consigo ver isso, com os meus olhos, mesmo que não consiga com o que resta do meu coração.
Até.
Mudança...
Os seus olhos tornaram-se vermelhos.
A vida cinzenta.
E a sua alma negra como ébano.
As coisas mudam. Evoluem, regridem, mas nunca param.
Para melhor ou pior.
A mudança é constante.
E ninguém a pode parar.
Até.
A vida cinzenta.
E a sua alma negra como ébano.
As coisas mudam. Evoluem, regridem, mas nunca param.
Para melhor ou pior.
A mudança é constante.
E ninguém a pode parar.
Até.
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
sábado, 4 de outubro de 2014
Uma, duas, três, quatro...
Uma, duas, três, quatro... As folhas caiem no lago.
Perturbam a sua água, doce, límpida e calma.
Acordam os peixes que dormem.
Descansam os peixes acordados.
Uma, duas, três, quatro... Ondas que rebentam na costa.
Molham as folhas já secas e endurecidas pelo sol.
Libertam o pó da secura.
Fecham os olhos aos pássaros.
Distraem a procura do mundo.
Uma, duas, três, quatro... Libélulas levantaram junto à água.
Bateram as asas e voaram rapidamente.
Os pássaros mergulharam.
Os peixes esconderam-se.
Uma, duas, três, quatro... Penas negras a boiar.
As garras fecharam-se em volta dos insectos.
Os olhos abriram-se.
O Chilrear rebentou.
Uma, duas, três, quatro... Crias no ninho para alimentar.
Silenciam-se, uma a uma.
Os peixes adormecem.
As ondas somem.
Uma, duas, três, quatro... folhas que se perdem no esquecimento.
Das mentes há muito perdidas.
Das mentes que ainda se vão perder.
Todos vamos esquecer...
Até.
Perturbam a sua água, doce, límpida e calma.
Acordam os peixes que dormem.
Descansam os peixes acordados.
Uma, duas, três, quatro... Ondas que rebentam na costa.
Molham as folhas já secas e endurecidas pelo sol.
Libertam o pó da secura.
Fecham os olhos aos pássaros.
Distraem a procura do mundo.
Uma, duas, três, quatro... Libélulas levantaram junto à água.
Bateram as asas e voaram rapidamente.
Os pássaros mergulharam.
Os peixes esconderam-se.
Uma, duas, três, quatro... Penas negras a boiar.
As garras fecharam-se em volta dos insectos.
Os olhos abriram-se.
O Chilrear rebentou.
Uma, duas, três, quatro... Crias no ninho para alimentar.
Silenciam-se, uma a uma.
Os peixes adormecem.
As ondas somem.
Uma, duas, três, quatro... folhas que se perdem no esquecimento.
Das mentes há muito perdidas.
Das mentes que ainda se vão perder.
Todos vamos esquecer...
Até.
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
Paralelo, entre mundos
Vivo entre os mundos que não compreendo. Apaixono-me por cada um deles, uma e outra vez. Todos brilham na luz do sol. Todos são negros sobre a escuridão da noite. É na escuridão que me perco.
Oiço as vozes de todos os mundos e fico, paralelo. Em paralelo, nunca me encontro com nenhum, totalmente ausente e presente. E então, esses mundos encontram-se. Dois mundos apaixonantes juntam-se nos conhecimentos e relações, mesmo continuando separados, estão juntos. Fico feliz, mesmo não intercedendo. O tempo passa. O meu sono chega e vai. Pessoas morrem, partem, desaparecem. Pessoas nascem, vivem e permanecem, por sabe-se lá quanto tempo, depende do quanto teve destinado, ou não. E o conflito surge.
Um dos mundos apaixonou-se, infinitamente mais que eu. Um mundo apaixonar-se por outro pode ser algo perigoso, como eu bem sei, bem vi. Bem senti. Esse mundo queria mais que apenas trocas comerciais e pequenos apoios estratégicos. Queria mais que um simples Pacto de Não Agressão. Queria uma total junção. Uma junção em que deixaríamos de falar em dois mundos e sim numa aliança plena e total.
Por que me deixei acordar em tal momento? Outra vez. Dormir é tão mais simples, não existir... apenas, deixar existir. Os dados estavam lançados. Os mundos separaram-se. Ficaram mais longe que nunca. O segundo mundo sempre dissera, desde inicio que não queria mais que aquilo. Uma tentativa de aproximação foi ultrajante, mas nem um mundo inteiro consegue evitar apaixonar-se. Por momentos, uma guerra levantou. Por motivos irreais, evaporou, deixando para trás a raiva e a mágoa. Ambos ficaram intactos. Ou assim parecia.
Deixo-me aqui.
Paralelo.
De dois mundos desfeitos de magia e dor.
Imaginando, quando terei o meu próprio mundo de volta.
Até.
Oiço as vozes de todos os mundos e fico, paralelo. Em paralelo, nunca me encontro com nenhum, totalmente ausente e presente. E então, esses mundos encontram-se. Dois mundos apaixonantes juntam-se nos conhecimentos e relações, mesmo continuando separados, estão juntos. Fico feliz, mesmo não intercedendo. O tempo passa. O meu sono chega e vai. Pessoas morrem, partem, desaparecem. Pessoas nascem, vivem e permanecem, por sabe-se lá quanto tempo, depende do quanto teve destinado, ou não. E o conflito surge.
Um dos mundos apaixonou-se, infinitamente mais que eu. Um mundo apaixonar-se por outro pode ser algo perigoso, como eu bem sei, bem vi. Bem senti. Esse mundo queria mais que apenas trocas comerciais e pequenos apoios estratégicos. Queria mais que um simples Pacto de Não Agressão. Queria uma total junção. Uma junção em que deixaríamos de falar em dois mundos e sim numa aliança plena e total.
Por que me deixei acordar em tal momento? Outra vez. Dormir é tão mais simples, não existir... apenas, deixar existir. Os dados estavam lançados. Os mundos separaram-se. Ficaram mais longe que nunca. O segundo mundo sempre dissera, desde inicio que não queria mais que aquilo. Uma tentativa de aproximação foi ultrajante, mas nem um mundo inteiro consegue evitar apaixonar-se. Por momentos, uma guerra levantou. Por motivos irreais, evaporou, deixando para trás a raiva e a mágoa. Ambos ficaram intactos. Ou assim parecia.
Deixo-me aqui.
Paralelo.
De dois mundos desfeitos de magia e dor.
Imaginando, quando terei o meu próprio mundo de volta.
Até.
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Fogo Negro.
Escuridão, muito mais escuridão. Fogo negro, chamas que queimam sem parar e não param de se expandir. Corre, corre o mais que puderes. Nada, absolutamente nada te pode salvar. Agora já não. Não, não depois das sobras negras ta alcançarem a alma e a consumirem. É tarde demais para parar esse fogo. É tarde demais para travar essas trevas. Corre. Até ao fim. Deixa um rasto de sangue que possa seguir. O cheiro de sangue é endoidecedor!!
Podes tentar voar se quiseres, mas as sombras não deixarão que te separes da terra. O teu coração está corrompido. Perdido. Desfeito. As tuas lágrimas são pretas. As tuas asas estão partidas. As sombras sufocam-te. Não te deixam respirar. Podes revirar os olhos o quanto quiseres. Podes sangrar, espernear, gritar, chorar, sofrer, resistir... Nada fará diferença. É o fim. Não voarás. Queima.
Até.
Podes tentar voar se quiseres, mas as sombras não deixarão que te separes da terra. O teu coração está corrompido. Perdido. Desfeito. As tuas lágrimas são pretas. As tuas asas estão partidas. As sombras sufocam-te. Não te deixam respirar. Podes revirar os olhos o quanto quiseres. Podes sangrar, espernear, gritar, chorar, sofrer, resistir... Nada fará diferença. É o fim. Não voarás. Queima.
Até.
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