O reflexo do seu ser. Todas as marcas que deixara naquele mundo, naquele corpo. Aquelas memórias intermináveis, revividas vezes sem conta. O seu toque, o seu calor, o seu corpo junto ao seu, aqueles olhos que escondiam todo um conjunto de emoções e sentimentos indecifráveis. Aqueles olhos míticos. O reflexo da sua alma. Bela, mesmo não se revelando. Misteriosamente bela. Misteriosamente irresistível. Misteriosamente encantadora.
Agora espero, ansiosamente, por voltar a ter o reflexo do seu ser, reflectido no meu, e quem sabe o que se reflectirá a partir daí. Existem estranhos caminhos neste mundo.
Até-
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
whatever.
Raios. Não tenho luz. Desta vez literalmente. A lâmpada fundiu-se e não a posso trocar no meio da escuridão. Ou talvez a preguiça seja apenas demasiado grande. De uma forma ou de outra, não posso fazer nada senão estar no pc e escrever. Escrever e esperar, como sempre, que estas teclas mágicas repletas de letras absorvam toda a escuridão que me vai na alma, bem maior que a escuridão que paira no meu quarto. Mas isso nunca acontece, não realmente. Nem toda a luz poderia consumir todas estas trevas. Não que me importe. Não que me desagrade. De todo. O frio e a escuridão só magoam quem deles não gosta. Não é o caso.
Realmente, tenho vontade, tanta vontade. Mais uma que não posso satisfazer e que eventualmente, quando arranjar forma de o fazer, já passou. Vontade de pegar numa folha branca e preencher com lápis de cor. Não que o desenho fosse mesmo ficar colorido. Despejar o que vai na alma, desta vez sem escrever, porque escrever é difícil quando não se entende nada. Mesmo que escreva apenas o que sinta, tem-se sempre de começar por algum lado, alguma ponta que possa agarrar e desenvolver. Num desenho posso apenas deixar abstracto, puramente imaginação, disforme e carregado de sentimentos que não se poderão entender.
Whatever.
Just...
Whatever.
Até.
Realmente, tenho vontade, tanta vontade. Mais uma que não posso satisfazer e que eventualmente, quando arranjar forma de o fazer, já passou. Vontade de pegar numa folha branca e preencher com lápis de cor. Não que o desenho fosse mesmo ficar colorido. Despejar o que vai na alma, desta vez sem escrever, porque escrever é difícil quando não se entende nada. Mesmo que escreva apenas o que sinta, tem-se sempre de começar por algum lado, alguma ponta que possa agarrar e desenvolver. Num desenho posso apenas deixar abstracto, puramente imaginação, disforme e carregado de sentimentos que não se poderão entender.
Whatever.
Just...
Whatever.
Até.
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Chuva em Setembro
Subitamente, começou a chover. Torrencialmente. Chover a sério, não chuva em que se manda uma corrida e se abrigamos debaixo da primeira varanda que aparecer e ainda estamos apenas um pouco molhados. Chuva assim ensopa qualquer um em poucos segundos. E tudo começou com um trovão, ao longa, mas não assim tão longe. Um trovão e a chuva rompeu com toda a força.
Chuva em Setembro. E não é tão inédito assim neste ano. Ainda me lembro de tempos em que ir à praia em Setembro, e por vezes em Outubro, não era algo assim tão estranho... Agora o clima está do avesso e o que mais estranho é, é que ninguém percebe o porquê. Ninguém diz: "no inverno está calor, no verão chove, o outono e a primavera nem se percebem que existem, se calhar é por causa da poluição, por nossa causa, nós humanos que não paramos de poluir e destruir tudo, ou quase tudo em que tocamos". Como pode ser isto tão complicado de ver? E depois ainda há quem diga, especialmente nesta fase de semi-verão "ah, mas não é do aquecimento global, porque está mais frio, por isso não pode ser da poluição", normalmente com uma voz caquética e afectada. Pois, o aquecimento global também pode causar frio, obviamente, porque este aquecimento provoca o degelo dos glaciares, o que faz aumentar o nível médio das águas do mar, algo que penso que seja do conhecimento comum, e isto altera significativamente as correntes marítimas o que provoca imensas alterações climatéricas, incluindo frio. Não sou grande cientista, realmente não sou cientista algum, para que possa mesmo comprovar as minhas palavras, é apenas teórico, para mim pelo menos, e baseado em teorias e testes de outros. Mas a mim, e olhando para o céu, parece-me que deveríamos pensar um pouco mais nas nossas acções do dia-a-dia e colocar a mão na consciência e parar de destruir o nosso planeta. Pelas gerações vindouras e por todas as outras espécies que partilham este planeta maravilhoso connosco. Elas não têm culpa de acharmos que somos melhores e mais inteligentes que todos os outros. Elas não têm culpa da nossa estupidez.
E a chuva continua. Espero que lave algumas cabecinhas, por fora e por dentro, bem precisam!
Até.
Chuva em Setembro. E não é tão inédito assim neste ano. Ainda me lembro de tempos em que ir à praia em Setembro, e por vezes em Outubro, não era algo assim tão estranho... Agora o clima está do avesso e o que mais estranho é, é que ninguém percebe o porquê. Ninguém diz: "no inverno está calor, no verão chove, o outono e a primavera nem se percebem que existem, se calhar é por causa da poluição, por nossa causa, nós humanos que não paramos de poluir e destruir tudo, ou quase tudo em que tocamos". Como pode ser isto tão complicado de ver? E depois ainda há quem diga, especialmente nesta fase de semi-verão "ah, mas não é do aquecimento global, porque está mais frio, por isso não pode ser da poluição", normalmente com uma voz caquética e afectada. Pois, o aquecimento global também pode causar frio, obviamente, porque este aquecimento provoca o degelo dos glaciares, o que faz aumentar o nível médio das águas do mar, algo que penso que seja do conhecimento comum, e isto altera significativamente as correntes marítimas o que provoca imensas alterações climatéricas, incluindo frio. Não sou grande cientista, realmente não sou cientista algum, para que possa mesmo comprovar as minhas palavras, é apenas teórico, para mim pelo menos, e baseado em teorias e testes de outros. Mas a mim, e olhando para o céu, parece-me que deveríamos pensar um pouco mais nas nossas acções do dia-a-dia e colocar a mão na consciência e parar de destruir o nosso planeta. Pelas gerações vindouras e por todas as outras espécies que partilham este planeta maravilhoso connosco. Elas não têm culpa de acharmos que somos melhores e mais inteligentes que todos os outros. Elas não têm culpa da nossa estupidez.
E a chuva continua. Espero que lave algumas cabecinhas, por fora e por dentro, bem precisam!
Até.
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
Noite sem estrelas
As estrelas aborreceram-se da noite e não me deixam dormir. A noite canta, ou talvez seja o galo perdido nas horas que resolveu acordar, uma vez mais, toda a vizinhança. E o tempo passa, flui como correntes intermináveis e lágrimas que correm pelas paredes das casas há tanto vazias, de vida e de morte. Nada mais encanta. Um tudo ou nada exagero da parte de quem o assim quiser entender. No entanto, exagero ou não, o encanto vai-se perdendo e vai-se ganhando e a noite, sem estrelas, parece perder o seu. O frio começasse a sentir. Não é frio de neve e gelo, é frio sem brilho nem escuridão, frio vazio, de solidão. As estrelas costumavam aquecer este mundo. Derreter o frio e encher as casas de calor, vida e, por vezes morte, acalmar os galos malucos e deixar os vizinhos, e a mim, dormir em paz e sossego.
A corrente vai puxando pelo relógio antigo e dourado, suave e lentamente, outras vezes de rompante e tão rápido que quando demos por ela, já os ponteiros rodaram tudo o que tinham para rodar. E, aos poucos, vai puxando também as estrelas, as belíssimas estrelas que tantos encantam os Homens e a noite.
Saudades da estrela. Já faltou bem mais!
Até.
A corrente vai puxando pelo relógio antigo e dourado, suave e lentamente, outras vezes de rompante e tão rápido que quando demos por ela, já os ponteiros rodaram tudo o que tinham para rodar. E, aos poucos, vai puxando também as estrelas, as belíssimas estrelas que tantos encantam os Homens e a noite.
Saudades da estrela. Já faltou bem mais!
Até.
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
end of the world
A água brotou nas suas mãos e ensopou o chão de terra batida. Aquela água era morna, morna como sangue e escura como ébano.
O chão tremeu e ela sorriu. Iria terminar em breve. Nada era o que era. Aquele mundo fazia parte de uma ilusão que ninguem compreendia, nem mesmo ela. Apenas sabia que não era real, algo não era real, não podia dizer sequer o quê.
A terra secou e as ávores perderam toda a vitalidade. Gradualmente o mundo perdeu a cor e retornou à original mancha cinzenta. Deliciou-se ao olhar para as suas mãos, apenas com um ligeiro corte que se regenerava a olhos vistos, manchadas de sangue mais escuro que o céu nocturno. Apenas um ligeiro corte, umas gotas do seu sangue, e mais um planeta pereceu. E toda aquela vida, toda aquela morte, era agora sua. Mesmo então, a sede permaneceu.
Acordou repentinamente na sua cama. Teria de trocar novamente os lençois manchados de vermelho. Olhou para as mãos, para os cortes que em poucos segundos desapareciam e soube que estava para breve.
Até.
O chão tremeu e ela sorriu. Iria terminar em breve. Nada era o que era. Aquele mundo fazia parte de uma ilusão que ninguem compreendia, nem mesmo ela. Apenas sabia que não era real, algo não era real, não podia dizer sequer o quê.
A terra secou e as ávores perderam toda a vitalidade. Gradualmente o mundo perdeu a cor e retornou à original mancha cinzenta. Deliciou-se ao olhar para as suas mãos, apenas com um ligeiro corte que se regenerava a olhos vistos, manchadas de sangue mais escuro que o céu nocturno. Apenas um ligeiro corte, umas gotas do seu sangue, e mais um planeta pereceu. E toda aquela vida, toda aquela morte, era agora sua. Mesmo então, a sede permaneceu.
Acordou repentinamente na sua cama. Teria de trocar novamente os lençois manchados de vermelho. Olhou para as mãos, para os cortes que em poucos segundos desapareciam e soube que estava para breve.
Até.
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
Dor.
Esta dor tem-se tornado contínua. Não sei propriamente o que fazer. Nunca se sabe o que fazer em momentos como este. Dói o que dói e não para. O grande problema, é que o que antes doía apenas de quando em vez, agora dói sempre, horas a fio sem parar, seja em que posição for, pense no que pensar. Dói demasiado.
Depois de ir a um hospital por conta de uma simples dor, dizerem-me que não era nada e que haveria de passar, considerei que haveria realmente de passar. Estupidez a minha de ainda acreditar no que quer que seja que um médico tenha a dizer. Mas que opção temos senão acreditar naqueles doutores que de doutores pouco mais têm que os títulos? Certamente que sabem mais que eu. Só não me tiram a dor.
Será que terei de voltar?
Não sei quanto mais aguento neste ritmo.
Até.
Depois de ir a um hospital por conta de uma simples dor, dizerem-me que não era nada e que haveria de passar, considerei que haveria realmente de passar. Estupidez a minha de ainda acreditar no que quer que seja que um médico tenha a dizer. Mas que opção temos senão acreditar naqueles doutores que de doutores pouco mais têm que os títulos? Certamente que sabem mais que eu. Só não me tiram a dor.
Será que terei de voltar?
Não sei quanto mais aguento neste ritmo.
Até.
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