segunda-feira, 28 de abril de 2014

Change.

Acabou! Estou farto.
Sentimentos complicados, tristeza, amor, corações partidos.
Estou farto disso tudo.
Eu nunca me devia sequer ter metido nisto. Tantos anos passei, sem sentir o que quer que fosse, no gelo absoluto da solidão e para quê? Para nascer o raio de uma estrela e abalar o meu mundo? Pff --'
Para mim terminou. O que gelou uma vez vai voltar a gelar novamente.
Vida, morte, já não quero saber. Vou desligar tudo!!

Lamento por todas as pessoas que ainda gostem de mim da forma que sou, ou melhor, lamentava, mas tudo está prestes a mudar, outra vez, e esta será a ultima mudança.

Até.

domingo, 27 de abril de 2014

Fascinante (ou não)

É fascinante como há coisas que mudam e outras não.
Pena é que as que mudam são as boas e as más tendencialmente ou ficam na mesma ou pioram.

Sick of this life.

Até.

Passeio nocturno

Sozinho no meio de uma floresta, a meio da noite, a meio de um caminho lamacento. Olhou para a metade do caminho percorrido, vago mas visível, doloroso talvez, mas mais seguro que o escuro breu à sua frente. A escuridão é apenas a ausência de luz, os sons são apenas a agua da chuva a embater nas pedras. Tudo é perfeitamente normal. Então porque é que o seu coração batia tão depressa?
O ar era puro, o mais puro que é possível encontrar na região. Encheu os pulmões lenta e suavemente e soltou o ar da mesma forma. Não conseguia ver nada, mas porque haveria de precisar de ver ali? Não havia nada para ver, apenas sentir. Se ao menos os seus sentidos fossem apenas um pouco mais aguçados. Mas era apenas humano, embora detestasse esse facto. Começou a acalmar-se, a dor e o tédio desapareceram por breves momentos. Aquele ar húmido da meia noite no meio da floresta ajudava-o sempre a relaxar, mesmo que ficasse tenso com as pequenas partidas da mente.
Parou por momentos e tentou entender o que aprendera. Nada. Apenas ficara com os pés molhados e cobertos de lama, outra vez. Mas gostava daquele passeio, completamente na escuridão, quase selvagem. Só, no completo silêncio. Era tudo o que lhe restava agora, a solidão e o silêncio que tantas vezes aclamara.
A escuridão vem com um preço.

Horas mais tarde, os dois olhos acenderam-se e o olho da guerra era imensamente maior que o da morte. Não sabia o que isso poderia sequer dizer, mas estava dito.

Até.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Ilusão desfeita

A ilusão de desilusão foi tremenda, quase verdade, mas no meio do barulho das almas, foi-se desvanecendo...
Há coisas que não mudam apenas porque queremos, nem param quando ordenados.
Não importa o quanto lutemos.

Até.

domingo, 20 de abril de 2014

Ordinary death

Estava demasiado cansado para continuar. A espada era demasiado pesada para que lhe pegasse. A chuva começara a cair enquanto esperava, mutilado, pelo terrível final. O céu estava escuro e era riscado periodicamente por uns estranhos relâmpagos roxos que lhe faziam lembrar os seus dias de juventude, nem sabia bem porquê. Mas também já não importava.
O cavaleiro com a escura armadura aproximara-se dele estalando ossos de defuntos por baixo dos pés. Aquela barba preta manchada de sangue era aterradora, mas sabia que apenas escondia uma face coberta de cicatrizes ainda mais assustadoras. A lança desceu suavemente e nesse momento, no instante antes desta lhe entrar pelo peito adentro, toda a sua vida lhe passou pela memória, que clichê, mas era a verdade. Nascera, irmão de muitos, crescera à sua sobra. Sempre fora pobre e nunca tivera muitas oportunidades, embora sempre tenha acreditado que um dia ia conseguir concretizar algo grandioso. Depois a guerra começar, fora um soldado medíocre que no geral sempre se safara bem. Conquistou a posição de capitão duas semanas antes e deixava uma vida ainda por preencher para trás.
A lança desceu, o seu assassino olhou-o nos olhos com prazer no momento que que a vida lhe abandonava o corpo. E subitamente, tudo terminara, sem drama, sem emoção, sem nada...
Nem todas as mortes são heróicas, mas todas são importantes.

Até.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Black Rock Shoter

Terminei ontem de ver o anime (e na verdade também o comecei a ver ontem, visto que tem poucos episódios). Nos primeiros episódios achei mais ou menos interessante, um pouco chato por não compreender exatamente qual era a conexão entre os dois mundos. Mas depressa se tornou interessante o suficiente, isto é, para uma serie apenas com oito episódios. Se analisar a história no geral, é um pouco estúpida, afinal de contas podemos resumir tudo a um grupo de miúdas que tinham apenas problemas normais, umas mais que outras claro, e que possuíam um outro "eu", as suas almas, que lutavam umas com as outras de forma a atenuar as suas dores e tristezas.
Talvez seja apenas porque estou de mau humor, se é que lhe posso chamar isso, mas compreendo perfeitamente a personagem Yuu que trocou de lugar com a sua alma, trocou a dura realidade pelo mundo onde apenas tinha de lutar até a morte. Realmente as coisas são mais simples quando não existem grandes decisões e apenas se tem de lutar, independentemente de tudo.

Até.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Morte

Nunca fez tanto sentido como agora, mesmo sendo quem sou e sempre a admirando de uma forma um tanto ou quanto duvidosa.
Nunca gostei desta carta, desta imagem, mas parece ser a sua mais pura e antiga essência e uma das que faz mais sentido para agora.
Morte é o fim. Todos a vemos assim.
Morte também é mudança, o final e o principio.
Mas a morte deixou-me...
E agora enfrento sozinho um novo inicio.

Até.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Ending.

Sorriu ao olhar para aquele grupo coberto de escamas de ferro. Não por estar feliz, embora estivesse, mas sim para mostrar os seus estranhos caninos. Não era um vampiro, nem lobisomem, aparentemente essas coisas apenas existiam em lendas e histórias. Era muito humano, embora sempre tenha desejado não o ser.
Correu na direção dos seus inimigos, os últimos que tinha pela frente. Saltou no último momento, que nem um gato a rodopiar pelo ar e rasgou a jugular ao primeiro com os seus dentes. Adorava o sabor de sangue ainda quente. A primeira estocada veio da esquerda, uma lança por entre as costelas, fê-lo rosnar de uma forma bizarra. Arrancou a lança apenas com uma mão e espetou-a no peito do seu agressor. Aquela dança de ferro e sangue era a mais graciosa e bela das danças. Ali não havia falhas. Era viver ou morrer, tudo nos seus pés, equilíbrio e balanço.
Lutava como uma fera e não como um homem. Balançava as suas adagas como se de garras se tratassem e volta e meia mordia e pontapeava os inimigos com tal força que os eliminava do combate. Quando os inimigos de pé eram menos que as facas e pedaços de madeira espetados nas suas costas, braços e pernas, a chuva chegou. Aquele momento pelo qual aguardara todos aqueles anos, finalmente chegara, no fim é certo, mas pelo menos iria atravessar aquele rio feliz.
Continuou a caminhar, agora mais devagar, desferiu golpes onde quer que existisse movimento, cem metros e mais de meia centena de cadáveres depois, começara a perder as forças. A chuva não era suficiente para lhe lavar as feridas ou a alma. Atravessou a muralha, aquela gigante parede de pedra que sempre objetivara atravessar e vira pela primeira vez o que se encontrava além.
Não existia nada nem ninguém.
Não existia dor, sofrimento, ódio, amor, luz ou trevas.
Apenas o vazio puro de um paraíso perdido.
Correu na direção da luz, deixando um rastro de sangue e armas de ferro e aço.

Paz, por fim chegou.

Até.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Inexplicável

Como se explica o inexplicável? Como se deitam cá para fora sentimentos que não entendemos? Tudo borbulha com demasiada intensidade. Já não sei o que é realmente verdade...
Dolorosamente feliz? Infeliz não é o termo, mas algo queima por dentro até que tudo se torna vermelho rubro e perco todo o sentido de consciência.
E como seria possível escrever algo coerente? Apenas sei que a fome perdura. Os sentimentos aumentam, a raiva é infinita, as faíscas da morte aumentam e nada faz sentido.
Uma coisa é certa. Ou estes demónios me abandonam, ou vou-me alimentar deles até aos meus últimos laivos de sanidade.

Até.

sábado, 5 de abril de 2014

... nonsense...

As pessoas mudam.
O mundo muda. Vira-se do avesso.
As folhas caiem com o peso da chuva.
Nada se mantém como desejamos...

Não quero nada disto
Apenas quero... quero...
Não quero nada que exista
Nada deste mundo...

Para onde foi todo o tempo?
Para onde foram todas as coisas que existiram?
Será que nada existiu realmente?
Nada valeu a pena?

Nada está como devia estar.
Onde estou?
Onde está o meu mundo?
Não encontro nenhuma resposta dentro de mim.

Estou perdido.
Para sempre.
Apenas queria perder-me.
No meu mundo... Não aqui.

Até.


quarta-feira, 2 de abril de 2014

Medo de acreditar

Vemos o que queremos ver
Ouvimos o que queremos ouvir
Apenas uma questão de querer
Olhar em frente e fugir

Olhar sem perceber.
Estúpida humanidade
Que não quer compreender
A dura realidade

Tudo o que é mais complicado
Ou exija maior reflexão
Destino ou fado
Possuímos automática explicação

Mas nada de verdade,
Só o que desejamos
Acreditamos pela metade
Tudo o resto fechamos

Na nossa mente a sete chaves
Com medo de acreditar
Em seres alados ou naves
Por vezes até na capacidade de amar.

Será que o nosso mundo mudaria assim tanto
Se acreditássemos em algo extraordinário
Tinha apenas motivos para melhorar, no entanto,
Parece que o mundo ficava ao contrário.

Até.