Faltam três minutos e começa finalmente a adrenalina a subir. Já lá vai o tempo em que algo assim durava uma semana, como uma droga, que perde o seu efeito e a sua força ao longo do tempo. Mesmo assim, são poucos os momentos mais saborosos que esses.
A musica muda e fica mais alta. O mundo desvanece em sobras púrpura. O improviso sem qualquer tipo de preparação começa a nascer, com a adrenalina sempre a aumentar, de forma tal que as veias quase rebentam de prazer. Nunca o sangue pulsa tão depressa como quando temos um público à nossa frente, à espera de uma apresentação estruturada, delineada e complexa e pura e simplesmente não existiu nenhuma preparação, nenhum estudo ou reflexão, bem, talvez exista um ou outro momento em que o sangue pulse ainda mais depressa, mas isso, é um tipo diferente de prazer. Pensamentos rápidos, palavras caras e redundantes, confiança do que se está a dizer, mesmo que nunca se tenha ouvido falar de tal. O importante é que ninguém perceba. E ninguém percebe nada.
Venha o próximo.
Eu não quero mais isto.
Os três minutos passaram.
E nem sempre se passam bem.
Até.
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