Odiei-te quando o teu despertador tocou.
As tuas palavras ecoaram, desenhadas pelos teus lábios irresistíveis, e no fundo dos teus olhos, e da tua alma, amavas-me tanto quanto te amava a ti.
Toquei-te na face, um pouco rosada do frio, e comecei a amar-te, outra vez. Todos os dias te amo como se pela primeira vez.
A geada lá se foi derretendo à nossa volta, na longa espera pelo autocarro amarelo. As gotículas formaram-se nas folhas das ervas no chão, mostrando uma beleza comum, mas nem por isso menos bela. E assim apaixonei-me pelo sol que derrete o gelo. pelas ervas verdes e rasteiras que crescem nas rachas do passeio. Pelos vidros embaciados à nossa volta e até pelo banco frio de metal.
As coisas mais comuns ganham uma nova importância, desde que segures na minha mão.
O autocarro chegou. Subimos e seguimos viagem. Mais uma viagem entre tantas outras que faremos. Já te disse que quero correr o mundo contigo? E sim, já te disse, mas as coisas belas devem-se repetir. E é por isso que te quero repetir, até te fartares de mim. Eu sei que não me vou fartar.
Fico à espera do destino.
Vamos ver onde o autocarro amarelo nos leva.
Até.
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