domingo, 30 de março de 2014

Sede.

Tenho sede. Sede de viver! Sede de vida, sede de sangue... Qual é o objetivo disto, desta coisa efémera a que chamamos vida, se termina quase tão depressa como começa e mesmo assim a desperdiçamos infindavelmente a fazer coisas que achamos despropositadas e sem sentido algum, ou que pura e simplesmente são desagradáveis. A vida termina num ápice e nós, estúpidos mortais que sobrevivemos todos os dias sem pensar na única coisa que é realmente certa para todos nós, não a aproveitamos como deveria ser!
Não, sobreviver é o bastante. Sobreviver neste mundo maravilhoso cheio de pessoas patéticas, nascer, comer, reproduzirmos-nos e morrer, com o mesmo ou menor sentido com que uma mosca pousa numa mesa vazia!! Para que serve tudo isto? Qual é o objetivo de vir a um mundo se não trazemos nada nem levamos nada!?
Quero construir algo de novo neste mundo. Quero VIVER realmente. Quero levar tudo o que conseguir para casa. Quero novas experiencias. Quero matar esta sede.
E se amanhã fosse o último dia?
Ainda o desperdiçavam?

Até.

sábado, 29 de março de 2014

Hoje.

A vida é estranha. Cheia de probabilidades que não deveriam passar de números e que na realidade são mais do que textos mirabolantes e aventuras imaginárias. Dentro da vida existem dias que nos fazem pensar no quão estranha esta é, alguns porque são dias em que temos tempo de sobra e refletimos em relação a esse tema tão improvável, outros porque são ainda mais estranhos do que seria normal.
Há algo de que tenho quase a certeza, tudo na vida tem duas faces, se existe algo estranho existe algo vulgar, se há uma coisa boa, há uma coisa má. Depois há o destino, que nós comuns mortais insistimos que somos nós que fazemos, que temos livre arbítrio... Por vezes acredito nisso, mas há certas coisas que me levam a pensar quão livres seremos nós.
Mas nada disto interessa.
Hoje é um dia especial.
Um dia de vida.
Um dia de morte.
Um dia nosso.

Até.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Headache

Já por muitas vezes tentei gostar de matemática e contas, mas os números sempre teimaram em não gostar de mim, e que posso eu fazer quanto a isso? Nada.
Sim, o grande vencedor do concurso de GESTÃO hoteleira de 2014 não percebe nada de matemática ou contabilidade. E digo "grande vencedor" de uma forma sarcástica, faça-se notar.
Para ajudar, acordei com uma grande dor de cabeça, algo que os barulhos ao longo do dia foram ajudando a agravar. E agora tenho de estudar para Sistemas de contabilidade.
Vou ter uma nota extraordinária, de certeza, extraordinariamente grande ou extraordinariamente pequena, isso é que não sei.

E agora vou estudar.

Até.

domingo, 23 de março de 2014

Perdição

A guerra começou. Sempre existiu, mas começava agora. As suposições da vida têm de deixar de ser supostas. Está na altura de trazer o fogo cá para fora com a força de milhares de explosões sobrepostas.
O sangue vai jorrar em todas as direções, manchando faces e corações com o amargo sabor de morte. As lágrimas escuras vão correr desenfreadamente arrancando toda a alegria do mundo, mas nem assim apagarão o crepitante fogo do inferno.
A besta das profundezas está perdida em ilusões contraditórias, tão perdida que já não acreditas nelas, da mesma forma que não acredita na dura realidade. Apenas a besta pode salvar o mundo da perdição.
... Mas o mundo está perdido!

Até.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Concurso Gestão Hoteleira

E pronto, fiquei em primeiro lugar do concurso nacional de Gestão Hoteleira. Ganhei vários prémios, sendo que o mais importante é o facto de agora ir representar Portugal ao concurso europeu, vamos lá ver como esse corre também. Whatever.
Passei os últimos dias a comemorar e a trabalhar, sim, lá por ter ganho um concurso não significa que a escola me dê tréguas. Agora definitivamente estou a dever muitas horas à minha cama, mas sinceramente, não tenho sono ou cansaço, não muito pelo menos. Também, dormir para ter sonhos como os que tenho, não adianta de muito.
Depois de dois dias a sentir-me vitorioso, ou pelo menos sortudo, o meu mau humor natural já voltou, acho que é um sinal de que tudo voltará ao normal agora! Não sei se é bom ou mau mas...
Anyway, que se lixe tudo! O que acontecer acontece, a partir de agora já não quero saber de nada.

Até.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Oportunidade

A vida e os seus dilemas, é sempre fascinante.
Surgiu uma grande oportunidade na minha vida, algo que pode abrir muitas portas, portas muito boas. Por um lado, e por mais chato que seja, penso em aproveitar esta grande oportunidade afinal de contas, coisas destas não costumam surgir duas vezes na mesma vida. Mas por outro... Digamos que a porta não me diz grande coisa. O meu sonho é escrever, não é propriamente gerir um hotel ou coisa similar, portanto, de que me serve ganhar um concurso de gestão?
Não é que não me tenha esforçado (vou apresentar a prova daqui a uns momentos), apenas não irei ficar muito desapontado caso não fique como primeiro classificado. Mas se é apenas isto, porque será que me sinto tão mal por não desejar realmente alcançar este objectivo que colocaram à minha frente?

Até.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Presságio nocturno

Dei mais uma volta na cama. As minhas costas estavam a matar-me e já há quase uma hora que tinha acordado desconfortável. Ainda não tinha aberto os olhos, nem uma única vez, nem sequer para matar a curiosidade de que horas seriam. Sabia que assim que abrisse os olhos estaria perdido, pois a partir daí sabia que não conseguiria mesmo voltar a adormecer, por mais que tentasse. Mas pelo menos de uma coisa sabia, ainda não amanhecera, tinha a certeza. Sentia-me muito mais cansado do que quando me tinha deitado, não compreendia porque tinha acordado, talvez fosse por estar com uma leve dificuldade em respirar, ou pelo desconforto das costas... De qualquer das formas, nas ultimas semanas tinha acordado a meio da noite com bastante regularidade, só que normalmente adormecia mais rapidamente.
Mais uma volta na cama, já tinha experimentado todas as posições possíveis e imaginárias e em nenhuma me conseguia sentir minimamente confortável. Talvez fosse por causa da pressão... Tanto a exterior como a interior, por um lado, sentia imensa pressão por todos os problemas que deixara acumular ao longo do tempo, por outro sentia que os meus órgãos estavam todos comprimidos uns contra os outros e todos contra as costelas. Deixei-me estar, virando-me de vez em quando tentando atingir uma posição em que conseguisse adormecer, mas nada. Depois do que me pareceu uma eternidade, embora suspeitasse que continuasse escuro lá fora, desisti.
Abri os olhos e fixei-me no tecto. Não queria ainda olhar para o telemóvel e ver as horas. Senti subitamente a minha cabeça latejar e todas as suas veias pulsar. Não era realmente uma dor, era uma pressão, algo desconfortável a um nível indescritível. Coloquei os dedos na testa e fiz um pouco de pressão para aliviar o mau estar. Normalmente resultava, esta madrugada aparentemente tudo estava do contra.
Levantei-me, sem acender qualquer luz, não queria piorar o desconforto. Talvez se fosse a casa de banho tudo melhorasse e eu conseguisse repor umas horas de sono. Como sempre digo, estou a dever imensas horas à minha cama, qualquer dia ela não me aceita mais. Assim que coloquei um pé no chão, senti o frio gélido do mosaico. Não era natural, era tudo menos natural. Estava um tempo abafado e de repente o frio era palpável no meu quarto. Assim que olhei em frente o gelo chegou-me ao peito e paralisei.
Aqueles olhos, eram simplesmente impossíveis. Aqueles olhos nitidamente cor de laranja com uma pupila vertical, eu já vira aqueles olhos antes. Fiquei a olhar para eles durante um tempo, não apenas porque eram belos e hipnotizastes, mas também porque me senti paralisado e por mais que tentasse, não conseguia dominar o meu corpo.
Ao primeiro raiar do dia, acordei. Estava exausto e tinha tido um sonho estranhíssimo. Aparentemente um mocho teria entrado no meu quarto, como se isso fosse possível. Levantei-me, vesti-me e quando estava a sair do meu quarto e olhei para trás, apenas para garantir que as minhas janelas estavam bem fechadas, uma pena cinzenta e castanha cai a planar ao lado do meu ombro esquerdo.
Não estava nada lá!
Não foi apenas um sonho.

Até.

sábado, 15 de março de 2014

Bum.

Será que alguém alguma vez se sentiu naquele momento, mesmo antes da bomba rebentar, aquele micro segundo de silencio em que percebemos que toda a esperança que alguma vez tivemos, todos os sonhos que alguma vez sonhamos, toda a vida que ainda queríamos viver, tudo termina ali. Não é a explosão da bomba em si que dói, mas sim aquele momento, aquele sentimento de fim.
Um dia alguém disse que não devemos lutar batalhas que sabemos à partida que não conseguimos ganhar, tive muitas fases na minha vida, algumas delas em que cheguei a concordar com essa expressão, mas a maioria do tempo sempre pensei que por mais que soubesse que não poderia ganhar, haveria de tentar e fazer o melhor que conseguisse, at least I woul die fighting (or trying), porque o facto de não desistir, poderia fazer toda a diferença, o facto de tentar, poderia mudar o mundo.
Neste momento estou a tentar fazer algo, mas sinto que não tenho a força ou a vontade suficiente para o fazer... Sinto-me completamente inútil e estúpido pela minha falta de motivação. É quase como pensar que se correr apenas cem metros, encontro um pote de ouro, mas logo à partida pensar que não vale a pena cansar-me e correr esses cem metros porque depois não consigo carregar o pote de ouro.
A questão é que se eu não levar o pote de ouro, alguém o vai fazer, alguém tem de vencer esta corrida, portanto, ou eu faço algo e ganho isto, ou a bomba vai rebentar e vou-me aleijar com força, sim porque nós europeus temos muito a mania de que se cometermos um erro a nível profissional de achar-mos que não servimos para nada e que somos incompetentes, bem, acho isso estúpido mas no fundo também vou sentir isso.
Resumidamente, falta-me motivação e maturidade... Há barreiras que apenas podem ser ultrapassadas com o tempo, o problema é quando não o temos.

PS Whatever para este texto, só o escrevi para não me passar da cabeça XP

Até.

terça-feira, 11 de março de 2014

Pain

What's happening in my head?
Want everything I can't get
This pain is too strong
I feel this is all wrong

This scars won't ever heal?
Don't know if any of this is real
The chains around my arms are too tight
and they keep me from fight

The symbols are always appearing
Can't imagine their meaning
Unknowing is fearing
My conscience is leaving...

See ya.

Eevee

Eevee é um pokémon do tipo Normal que evolui para oito pokémons diferentes (atualmente) através de vários métodos diferentes. Ao longo das gerações foi ganhando várias evoluções, evoluindo com novos métodos bastante específicos.
Na primeira geração evolui apenas através da exposição de certas pedras especiais:
- Vaporeon com uma water stone
- Jolteon com uma thunder stone
- Flareon com uma fire stone
Uma geração depois, surgem as evoluções através de leveling com happiness:
- Espeon durante o dia
- Umbreon durante a noite
Já na geração IV o pequeno eevee ganha mais duas possíveis, desta vez evoluindo numa are especifica.
- Leafeon quando sobe de nível junto a uma Moss Rock
- Glaceon quando sobe de nível junto a uma Ice Rock
E na ultima geração
- Sylveon, confesso que não sei bem como funciona esta evolução, pelo que percebi o eevee tem de saber um ataque de Fairy e ter dois corações de afeto (algo apenas existente na geração VI)

E o que é que me deu para agora me por a falar de um pokémon no blog, pergunta quem quer que leia isto de vez em quando, bem, este sempre foi um dos meus pokémons preferidos, talvez pela sua grande variedade de evoluções, ou apenas por ser fofo e me lembrar alguns animais de estimação, e há uns tempos resolvi desenhá-lo, o que resultou no desenho que está nesta publicação!
Eu sei que não está realmente nada de especial, mas foi a primeira vez que fiz algo do género, para além de não pegar num lápis há demasiado tempo, estou um pouco enferrujado XD.
Espero que quem não conhecia a criaturinha tenha gostado da pequena explicação ;) e espero que tenham gostado do desenho!!

Até.

domingo, 9 de março de 2014

A surdez é a cegueira dos ouvidos
A indisponibilidade é mais que a ausência física
As cores da paleta explodem e não as oiço
E quem as ouve não está lá.

A pior cegueira é de quem não quer ver,
A pior ausência é a de quem está presente
O arco-íris consome-se a sim mesmo
E ninguém consegue perceber.

Talvez as chamas coloridas nunca venham a nascer
Se ninguém as ouve
Se ninguém as vê
Imagino se mesmo existindo,
Existiriam realmente.

A minha mente rebenta com coisas sem importância
Que se não importassem
Não viveriam
Mas nada importa agora.

Vou fechar os olhos,
os ouvidos e a mente,
e (tentar) voltar a sonhar.

Até.


sexta-feira, 7 de março de 2014

--'

Aqueles momentos da nossa vida em que estamos cansados, stressados, divididos e a precisar de repouso, são apenas plenos quando descobrimos que um problema ainda maior vai surgir. Como se tudo o resto não chegasse para me manter a cabeça ocupada! A vida é mesmo agradável nestas ocasiões.
Só apetece mesmo desancar tudo a chapada, e sim à chapada porque se for de outra forma a diversão termina muito depressa. Preciso do meu saco de boxe com urgência!!
Logo agora que me estava a apetecer fazer umas coisas... Perfect timing.

Até.

quarta-feira, 5 de março de 2014

E porque é que eu não tenho escrito nos últimos tempos? Pois...

Vivem-se tempos difíceis na minha mente perturbada. A escassa inspiração que por vezes possuo, ou melhor, que por vezes me possui a mim, varresse de dentro de mim, da mesma forma que o vento varre as folhas mortas acabadas de cair das árvores quando ninguém está a olhar. A dificuldade em escrever ou produzir qualquer tipo de arte produtiva é cada vez maior! O stress escolar, as imensas horas semanais, parece finalmente causar o efeito drástico e dramático de me cozer gradualmente o cérebro, que vai aos poucos perdendo todos os restos de massa cinzenta que fora outrora possível encontrar.
Preciso de férias, um tipo de férias que não existem neste mundo conturbado e barulhento. Quero o meu reino de paz e silencio imenso onde só existe inspiração e vontade de escrever. Campos imensos com um riacho de imaginação sempre fresca... Mas tal coisa apenas existe na minha mente... E a minha mente está tão cansada e baralhada...
Preciso da minha fonte da imaginação, da minha caneca de metal e gelo! Preciso do meu reino da escuridão, embora tenha aquelas irritantes e insistentes luzes cor de laranja que resolveram tentar acordar o meu mundo das trevas, um dia ainda lhes trato da saúde também. Mas tudo isto está perdido para mim... Não vejo o mundo em que vivia há demasiado tempo, não escrevo há demasiado tempo, e o meu peito quer rebentar com tanta falta de vida e oxigénio.
Tenho sede... Preciso da divina e fresca salvação.
Preciso do meu mundo de inspiração, sem stress nem pressão.

Até.