Vivemos tempos difíceis, tempos de grande crise, mas o natal é sempre aquela altura em que todos têm dinheiro para gastar em futilidades exageradas. Bem, apenas quero deixar aqui aquela velha mensagem de que o natal não é apenas sobre receber e sim sobre dar, e não estou a falar de bens materiais como se pode imaginar.
Para além disto, acho que também é importante que tenhamos esperança, pois há muitas pessoas que mal têm dinheiro para se alimentar, quanto mais para as futilidades dos presentes de natal, pois bem, quero lembrar a todos que até Jesus Cristo nasceu nas trevas de uma noite fria de Dezembro, e por piores que fossem as hipóteses devido às suas dificuldades económicas (e higiénicas de certo modo, pois nascer num estábulo e ser colocado numa manjedoura com palha não é propriamente o ideal de limpeza, especialmente se for há mais de dois mil anos atrás), ele sobreviveu e tornou-se mesmo numa lenda. O importante é ter força de vontade e lutar, sem isso nada se consegue.
Com isto, desejo um Feliz Natal a todos! (Se bem que possa já estar um pouco atrasado)
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
Trabalhador despedido devido a posts no facebook
Pela primeira vez no nosso país, um tribunal aceitou que um trabalhador fosse despedido com justa causa por publicar criticas em relação à sua empresa e aos seus superiores.
O trabalhador de 42 anos alega que as publicações foram feitas num grupo secreto, grupo este com 140 membros, todos funcionários ou ex-funcionários da sua empresa. Nestas publicações chegou mesmo a chamar os seus colegas de "analfabetos", "imbecis" aos delatores e publicou imagens de palhaços para retratar os seus superiores.
Este caso tem pano para mangas e ainda sobra para fazer um vestido para a filha do alfaiate. Em primeiro lugar, um grupo no facebook com 140 pessoas é tudo menos secreto, independentemente da sua definição, penso que era uma questão de tempo até que uma informação deste género vazasse e se expandisse. Mas mesmo considerando um grupo limitado e teoricamente secreto, a dita condenação seria relativamente simples de se decidir, pois se um trabalhador caluniasse os seus superiores ou mesmo colegas verbalmente (e apenas dissesse isso a um numero limitado de pessoas), não seria ele despedido com justa causa?? Poderia até não ser, se não existissem provas, portanto este caso é até irrevogável se considerarmos que há provas escritas.
Agora pensemos num momento o lado do arguido, que no máximo poderia alegar liberdade de expressão ou algo do género, a nossa liberdade termina onde começa a dos outros, mas mesmo assim somos livre de fazer ou dizer o que nos apetecer, mas sem nunca esquecer de que temos de lidar com as consequências depois.
Agora deixo-vos um pensamento a todos. Por mais secreto que seja um grupo no facebook, não se esqueçam de que o facebook é uma ferramenta de lazer e socialização, portanto, mais tarde ou mais cedo, não há nada que não se possa saber, nem que seja por um mero acaso de alguém que sofra "facejacking" de um amigo, portanto, não digam nada de que não querem mesmo que se saiba!
Até.
(PS caso queiram saber mais sobre a noticia aqui fica o link)
O trabalhador de 42 anos alega que as publicações foram feitas num grupo secreto, grupo este com 140 membros, todos funcionários ou ex-funcionários da sua empresa. Nestas publicações chegou mesmo a chamar os seus colegas de "analfabetos", "imbecis" aos delatores e publicou imagens de palhaços para retratar os seus superiores.
Este caso tem pano para mangas e ainda sobra para fazer um vestido para a filha do alfaiate. Em primeiro lugar, um grupo no facebook com 140 pessoas é tudo menos secreto, independentemente da sua definição, penso que era uma questão de tempo até que uma informação deste género vazasse e se expandisse. Mas mesmo considerando um grupo limitado e teoricamente secreto, a dita condenação seria relativamente simples de se decidir, pois se um trabalhador caluniasse os seus superiores ou mesmo colegas verbalmente (e apenas dissesse isso a um numero limitado de pessoas), não seria ele despedido com justa causa?? Poderia até não ser, se não existissem provas, portanto este caso é até irrevogável se considerarmos que há provas escritas.
Agora pensemos num momento o lado do arguido, que no máximo poderia alegar liberdade de expressão ou algo do género, a nossa liberdade termina onde começa a dos outros, mas mesmo assim somos livre de fazer ou dizer o que nos apetecer, mas sem nunca esquecer de que temos de lidar com as consequências depois.
Agora deixo-vos um pensamento a todos. Por mais secreto que seja um grupo no facebook, não se esqueçam de que o facebook é uma ferramenta de lazer e socialização, portanto, mais tarde ou mais cedo, não há nada que não se possa saber, nem que seja por um mero acaso de alguém que sofra "facejacking" de um amigo, portanto, não digam nada de que não querem mesmo que se saiba!
Até.
(PS caso queiram saber mais sobre a noticia aqui fica o link)
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Trevas
As trevas preencheram-no como água gelada preenche um copo vazio. O gelo no seu peito era doloroso, pelo menos no principio... Mas quando chegou, ou ultrapassou largamente segundo os padrões comuns da humanidade, ao limiar da sua sanidade mental, o gelo tornou-se reconfortante e as trevas viveram livremente em si.
Já não sabia quem fora, e mais importante que isso, já não se importava com isso. Deixara de se importar em tão pouco tempo que se confundia ainda com as queimaduras geladas que provocava à sua volta, mas rapidamente se lembrava com um sorriso.
A vida era tão mais agradável quando são apenas os outros que sentem o frio e as terríveis queimaduras gélidas, enquanto nada sentimos senão um leve prazer na dor alheia.
Mas então, quando tudo estava a correr terrivelmente bem e toda a vida deslizava por uma superfície cortante de gelo com toda a suavidade que se é possível imaginar, acendeu-se uma estrela calorosa.
Este calor quebrou o gelo duro e frio e estilhaçou-o antes de o começar a derreter, mas aos poucos, derreteu-o. E a água fria foi aquecendo, borbulhando apaixonadamente, fazendo-o esquecer as trevas, mesmo que por momentos. Não sentia frio, não por ser feito de gelo, mas por possuir uma estrela só sua.
Como era morna a vida quando se tinha uma estrela! Que nem eterna primavera florida! A felicidade era contagiante e parecia infinita. Então, subitamente, a estrela começou a afastar-se, aquela estrela que o mudara e lhe arrancara as trevas do seu âmago... Aquele calor que lhe roubara o gelo e o obrigara a verter toda a sua água...
Assim como veio, foi, deixando-o vazio, sem luz, sem calor, sem gelo e sem trevas, apenas vazio, apenas nada.
Agora sentia frio. O frio da solidão. Já não tinha gelo que o protegesse, nem estrela que o aquecesse. Só sentia frio, e os seu olhos escuros apenas viam as trevas, que prometera nunca voltar a abandonar...
Até.
Já não sabia quem fora, e mais importante que isso, já não se importava com isso. Deixara de se importar em tão pouco tempo que se confundia ainda com as queimaduras geladas que provocava à sua volta, mas rapidamente se lembrava com um sorriso.
A vida era tão mais agradável quando são apenas os outros que sentem o frio e as terríveis queimaduras gélidas, enquanto nada sentimos senão um leve prazer na dor alheia.
Mas então, quando tudo estava a correr terrivelmente bem e toda a vida deslizava por uma superfície cortante de gelo com toda a suavidade que se é possível imaginar, acendeu-se uma estrela calorosa.
Este calor quebrou o gelo duro e frio e estilhaçou-o antes de o começar a derreter, mas aos poucos, derreteu-o. E a água fria foi aquecendo, borbulhando apaixonadamente, fazendo-o esquecer as trevas, mesmo que por momentos. Não sentia frio, não por ser feito de gelo, mas por possuir uma estrela só sua.
Como era morna a vida quando se tinha uma estrela! Que nem eterna primavera florida! A felicidade era contagiante e parecia infinita. Então, subitamente, a estrela começou a afastar-se, aquela estrela que o mudara e lhe arrancara as trevas do seu âmago... Aquele calor que lhe roubara o gelo e o obrigara a verter toda a sua água...
Assim como veio, foi, deixando-o vazio, sem luz, sem calor, sem gelo e sem trevas, apenas vazio, apenas nada.
Agora sentia frio. O frio da solidão. Já não tinha gelo que o protegesse, nem estrela que o aquecesse. Só sentia frio, e os seu olhos escuros apenas viam as trevas, que prometera nunca voltar a abandonar...
Até.
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Vida.
O que é que é importante nesta vida?
Não, a sério, o que raio é tem mesmo importância nesta vida!?
Há quem diga "Amor", "Dinheiro", ou "Família", mas é mesmo isso?
Parece tão simples... Mas se é tão simples assim, porque vejo tanta tristeza nos olhos que me olham?
Não, não pode ser apenas isso... Se bem que, se pensarmos bem, se alguém tiver essas três coisas, que mais pode desejar?
Será "isso" a felicidade?
É isto que é importante na vida?
Mas mais uma vez, apenas vejo infelicidade.
Já não sei o que é importante, e sinceramente, começo a não me importar com isso.
Um dia tive dezenas de sonhos e objectivos inalcansáveis, agora sinto que não tenho nada. Isso talvez tenha alguma relevância...
As conclusões a que chego são paradoxais. Talvez este não seja um assunto para o qual esteja preparado, assim como talvez não esteja preparado para ter qualquer vislumbre de felicidade, afinal de contas, tudo o que é essencial me parece fugir, mas se ainda há algo em mim que se permite a sonhar... Tenho de ao menos me dar uma oportunidade, para que um dia não pense e me lembre com tamanha angustia que a infelicidade me consuma de uma vez só.
Mas novamente, se soubesse o que é realmente importante, e o pudesse de alguma forma traduzir para que o meu coração o entendesse finalmente... Tudo poderia ser mais fácil, mas a vida é mesmo isso, não é fácil, e pelo menos isso posso dizer que sei.
Não, a sério, o que raio é tem mesmo importância nesta vida!?
Há quem diga "Amor", "Dinheiro", ou "Família", mas é mesmo isso?
Parece tão simples... Mas se é tão simples assim, porque vejo tanta tristeza nos olhos que me olham?
Não, não pode ser apenas isso... Se bem que, se pensarmos bem, se alguém tiver essas três coisas, que mais pode desejar?
Será "isso" a felicidade?
É isto que é importante na vida?
Mas mais uma vez, apenas vejo infelicidade.
Já não sei o que é importante, e sinceramente, começo a não me importar com isso.
Um dia tive dezenas de sonhos e objectivos inalcansáveis, agora sinto que não tenho nada. Isso talvez tenha alguma relevância...
As conclusões a que chego são paradoxais. Talvez este não seja um assunto para o qual esteja preparado, assim como talvez não esteja preparado para ter qualquer vislumbre de felicidade, afinal de contas, tudo o que é essencial me parece fugir, mas se ainda há algo em mim que se permite a sonhar... Tenho de ao menos me dar uma oportunidade, para que um dia não pense e me lembre com tamanha angustia que a infelicidade me consuma de uma vez só.
Mas novamente, se soubesse o que é realmente importante, e o pudesse de alguma forma traduzir para que o meu coração o entendesse finalmente... Tudo poderia ser mais fácil, mas a vida é mesmo isso, não é fácil, e pelo menos isso posso dizer que sei.
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