quinta-feira, 19 de março de 2015

Palavras perdidas...

Papel rasgado,
Por todo o chão espalhado.

Pedaços de céu,
De luz raiado,
De nuvens manchado,
Escondido, debaixo do escuro véu.

A casa está vazia,
Dentro do céu quebrado,
Em caixa fria
Como fio de cruel machado.

As palavras estão divididas,
Misturadas e desordenadas,
Empoeiradas e meio comidas,
Reprimidas e cansadas...

E depois de tudo,
De todo o trabalho e imaginação,
De grito mudo,
E choro de verão.

Ninguém as lê.
Ninguém as ouve.
Ninguém as vê.
Ninguém sente ou soube.

Como se não existissem,
Apenas rasgadas.
Como se de alma despissem
Belas história cruzadas.

Quem as haverá,
De ler em tal estado?
Quem as amará,
Se tudo está errado?

Nem criador,
Nem qualquer leitor,
Palavras desamparadas,
Histórias inacabadas

Um mundo falhado,
Um Puzzle interminado.

A vida de todos,
Perdida em palavras rasgadas
Escritas com luz,
De letras encantadas.

Se ninguém as conheceu,
Será que realmente as viveram?
Se ninguém as viveu,
Será que realmente existiram?

Até.

terça-feira, 17 de março de 2015

Ignorância

Sou uma pessoa bastante tolerante, às vezes pelo menos, mas existem coisas que não tolero, e acima de tudo, detesto. Pessoas ignorantes, estúpidas e barulhentas. Pior, pessoas sem qualquer vontade descobrir, aprender... Sem qualquer curiosidade. Pior do que ser cego, é não querer ver, e isto não podia ser mais verdadeiro.

Cansado de ver pessoas assim todos os dias! Ao menos que fiquem em casa ou fechem a boca... Não é como se o mundo não tivesse porcaria suficiente para que ainda saia mais.

Até